Brasil revisa níveis ideais de colesterol; saiba os novos parâmetros
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A nova norma endurece as metas para níveis de colesterol LDL, o chamado “colesterol ruim”, e introduz uma categoria inédita de risco extremo, voltada para pacientes que já sofreram múltiplos eventos cardiovasculares.
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Uma das mudanças mais marcantes está no valor considerado aceitável para indivíduos com baixo risco cardiovascular. A meta para o LDL agora é menos de 115 mg/dL, ante o limite anterior de 130 mg/dL.
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Para risco intermediário, mantém-se a meta abaixo de 100 mg/dL; para alto risco, inferior a 70 mg/dL; para muito alto risco, menor que 50 mg/dL – todos parâmetros revisados para maior rigor.
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A grande novidade é a categoria de risco extremo, segmento inédito na diretriz, que demanda uma meta ainda mais restritiva: LDL inferior a 40 mg/dL para quem já teve mais de um evento cardiovascular significativo.
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Além disso, foram incorporados novos marcadores para avaliação do risco, como o colesterol não-HDL, apolipoproteína B e lipoproteína(a) (Lp(a)).
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Para estimar o risco cardiovascular em dez anos, a diretriz de 2025 amplia o uso de cálculos mais detalhados e atualizados. Entre eles, está o escore “PREVENT”, da American Heart Association, que considera fatores como idade, histórico clínico, função renal e índice de massa corporal, permitindo uma avaliação mais precisa do risco de infarto ou AVC.
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Também se destaca que todos os adultos devem, ao menos uma vez na vida, realizar a dosagem de lipoproteína(a), já que ele atua como marcador de risco elevado. Porém, esse exame ainda enfrenta limitações de acesso pelo Sistema Único de Saúde, o SUS, e cobertura de planos de saúde.
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Quanto ao tratamento, a diretriz reforça que, para pacientes em risco elevado, muito elevado ou risco extremo, pode ser necessário o uso combinado de fármacos, como estatinas mais ezetimiba, e, em casos recorrentes, inibidores de PCSK9.
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Mas as mudanças no estilo de vida continuam centrais: alimentação equilibrada, prática regular de exercícios, abandono do tabagismo, moderação no consumo de álcool e controle do peso são enfatizados como pilares da prevenção.
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Em resumo, as novas diretrizes da SBC marcam um endurecimento nas metas para controle do colesterol. O objetivo é reduzir infartos, AVCs e mortalidade cardiovascular, reforçando diagnóstico precoce e tratamento adequado.
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O colesterol é uma substância gordurosa essencial para o funcionamento do organismo. Presente em todas as células, ele participa da formação das membranas celulares, da produção de hormônios importantes e da síntese da vitamina D. Também é fundamental para a produção da bile, que auxilia na digestão das gorduras.
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Apesar de sua importância, o colesterol em excesso pode representar riscos à saúde. Isso acontece porque ele circula pelo sangue transportado por lipoproteínas. As duas principais são o LDL – lipoproteína de baixa densidade -, conhecido popularmente como “colesterol ruim”, e o HDL – lipoproteína de alta densidade -, chamado de “colesterol bom”.
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O LDL, quando em níveis elevados, pode se acumular nas paredes das artérias, favorecendo a formação de placas que levam à aterosclerose, condição que aumenta as chances de infarto e acidente vascular cerebral, o AVC.
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Já o HDL atua de maneira protetora, transportando o excesso de colesterol das artérias de volta ao fígado, onde será eliminado.
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Por isso, manter um bom equilíbrio entre essas duas frações é essencial. O problema não está na presença do colesterol em si, mas nos desequilíbrios e nos valores persistentemente altos, principalmente do LDL.
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A quantidade de colesterol no organismo é resultado tanto da produção interna – feita principalmente pelo fígado – quanto da ingestão de alimentos de origem animal, como carnes, ovos, leite e derivados.
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Dietas ricas em gorduras saturadas e trans, associadas ao sedentarismo, tabagismo e excesso de peso, podem elevar significativamente seus níveis. E a dosagem do colesterol no sangue é um dos exames de rotina mais solicitados em consultas médicas.
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