Rio Amazonas pode ter curso d’água profundo e gigantesco
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Pelos estudos, esse fluxo de água subterrânea gigantesco corre lentamente sob a bacia amazônica, quase paralelo ao Rio Amazonas. Porém, como não há perfurações suficientes para mapear todo o sistema, os cientistas ainda tratam a descoberta como hipótese científica bem fundamentada, mas em fase de pesquisa.
Foto: Flickr - Neil Palmer/CIAT -
O rio Hamza percorre os estados do Amazonas, Amapá e Pará, desaguando no Atlântico. Por ser considerado um aquífero, o Hamza é uma formação geológica que armazena e transporta água por meio de camadas porosas, sem um canal definido.
Foto: Unsplash/Khanh Do -
O Hamza foi descoberto durante a pesquisa de doutorado de Elizabeth Pimentel, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), e recebeu o nome em homenagem ao geofísico e hidrogeólogo Valiya Mannathal Hamza, seu orientador. A pesquisa analisava o fluxo geotérmico na região de poços de petróleo perfurados pela Petrobras nos anos 1970.
Foto: Geraldo Falcão/ Agência Petrobras -
O Hamza apresenta características de um curso d’água: tem nascente e foz, vazão e diferentes velocidades. Sua nascente provavelmente fica no Acre, alimentada por águas infiltradas dos rios da Bacia Amazônica e pelas chuvas.
Foto: Pixabay -
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Ele percorre uma extensão semelhante à do rio Amazonas, cerca de 6 mil km, com largura variável entre 1 e 60 km, dependendo das bacias sedimentares.
Foto: Jose Eduardo Camargo/Pixabay -
Uma das principais diferenças em relação ao Amazonas é a velocidade do fluxo: o Hamza se move de 10 a 100 metros por ano, enquanto o Amazonas flui a cerca de 5 metros por segundo.
Foto: Akshay Chauhan/Unsplash -
A existência do Hamza gerou debates e ceticismo na comunidade científica. Muitos especialistas afirmam que ele não deveria ser chamado de “rio”, já que sua dinâmica corresponde a um aquífero profundo e não a um rio subterrâneo tradicional.
Foto: Unsplash/Barkah Wibowo -
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Há também dúvidas quanto à metodologia usada, baseada em evidências indiretas. Além disso, há divergências sobre se suas águas são doces ou salgadas, o que afetaria sua interação com o ecossistema amazônico e o Oceano Atlântico.
Foto: Unsplash/Noah Pienaar -
Se confirmado, o Hamza poderia alterar a compreensão do balanço hídrico da Amazônia e sua influência no Atlântico. Mais de uma década depois, o Hamza ainda é considerado uma hipótese científica não comprovada, por falta de validação independente e estudos aprofundados.
Foto: Pexels/Tom Fisk -
Mesmo assim, sua proposta despertou grande interesse pela hidrogeologia profunda da Amazônia.
Foto: Jonathan Lewis /Wikimédia Commons -
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Considerado também o maior rio do mundo em volume de água, o rio Amazonas nasce nos Andes peruanos e percorre países como Peru, Colômbia e principalmente o Brasil, até desaguar no Oceano Atlântico.
Foto: Reprodução de vídeo La Sexta -
Sua bacia hidrográfica é a maior do planeta, abrangendo mais de sete milhões de quilômetros quadrados.
Foto: Claudia Torres - Flickr -
Além disso, o rio Amazonas abriga uma imensa diversidade de espécies animais e vegetais, sendo essencial para o equilíbrio ecológico da Amazônia.
Foto: Adam ?migielski / Unsplash -
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O rio é vital para o clima global e sustenta comunidades locais, além de ser uma importante via de transporte.
Foto: Panoramio - James Martins