Elis Regina, que faria 81 anos, segue viva na memória da música brasileira
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Ao longo da carreira, destacou-se pela força no palco e pela capacidade de transformar cada canção em uma experiência emocional única. Elis ajudou a popularizar obras de grandes compositores da MPB e tornou-se referência artística e cultural no país.
Foto: Reprodução TV Globo -
Mesmo após sua morte precoce, em 1982, sua influência permanece viva. Clássicos interpretados por ela continuam a emocionar o público e a reafirmar seu lugar entre os maiores nomes da história da música brasileira.
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Elis começou cedo. Aos 11 anos, foi campeã do Clube do Guri, competição para cantores mirins na Rádio Farroupilha (Porto Alegre) e tornou-se fixa no programa. A mãe queria que ela fosse professora e exigia um boletim escolar impecável para que a menina continuasse a cantar.
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Em 1960, Elis foi contratada pela Rádio Gaúcha, aos 15 anos. Seu salário já era maior que o do pai. Aos 16 anos, lançou seu primeiro disco: “Viva a Brotolândia”. Ganhou o título de “Estrelinha da Rádio Gaúcha” e foi eleita por uma revista a melhor cantora de rádio do estado.
Foto: Divulgação -
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Em 1964, Elis e o pai se mudaram para o Rio de Janeiro. A mãe dela e o irmão mais novo ficaram no Sul. Eles chegaram ao Rio pouco depois do golpe militar. Elis assinou contrato com a TV Rio para se apresentar no programa “Noites de Gala”.
Foto: Arquivo Nacional Domínio Público -
Também em 1964, ela foi convidada para cantar no Beco das Garrafas, em Copacabana, reduto onde nasceu a Bossa Nova no Rio de Janeiro. Nunca mais Elis se afastaria de Tom Jobim, cujas canções ela imortalizou com interpretações únicas.
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Foi Elis Regina que consagrou pérolas como “Águas de Março”, “Inútil Paisagem” e “Triste”, faixas do disco “Elis e Tom”, gravado em 1974 nos Estados Unidos, mostrado num documentário do produtor Roberto de Oliveira, no canal Arte 1.
Foto: reprodução instagram elisregina -
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Em 1965, ao lado de Jair Rodrigues, Elis fez sucesso no programa “O Fino da Bossa”, da TV Record, e lançou três LPs ao vivo.
Foto: Arquivo Nacional Domínio Público -
Também em 1965, sua performance da canção “Arrastão” deixou uma forte marca cênica e impulsionou ainda mais a carreira de Elis. Ela venceu o I Festival de Música Popular Brasileira na TV Excelsior.
Foto: Arquivo Nacional Domínio Público -
Na década de 1970, com os sucessos de Falso Brilhante (1975-1977) e Transversal do Tempo (1978), Elis Regina inovou os espetáculos musicais no país.
Foto: Divulgação -
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Com sucesso consolidado no Brasil, Elis também conquistou reconhecimento internacional. Fez shows em grandes casas de espetáculo da Europa. Na foto, o cartaz anunciando seu show no Olympia, em Paris, em 1968.
Foto: Arquivo Nacional Domínio Público -
Elis teve três filhos: João Marcello Bôscoli (produtor musical, filho de Ronaldo Bôscoli; Pedro Mariano (cantor e compositor) e Maria Rita (cantora), ambos filhos de César Camargo Mariano.
Foto: Arquivo pessoal -
Elis ultrapassava com frequência o papel de cantora e dava opiniões políticas e sociais sobre o Brasil. Chamada de “Pimentinha”, fazia jus ao apelido ao polemizar em questões que muitos colegas de profissão preferiam ignorar.
Foto: reprodução instagram elisregina -
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Numa histórica entrevista a Marília Gabriela em 1980, Elis falou da preocupação com os desmatamentos no país. “O fato de achar que isso é frescura de intelectual está facilitando para o ladrão”, ela disse.
Foto: Reprodução YouTube Mofo TV -
Elis costumava marcar sua posição: “Acho difícil as pessoas não falarem de política. Até você não se preocupar com política já é uma atitude política. Então, viver é uma atitude política”.
Foto: reprodução instagram elisregina -
Em 1982, duas semanas antes da morte, Elis participou do programa “Jogo da Verdade”, de Salomão Ésper, e foi entrevistada por Mauricio Kubrusly e Zuza Homem de Mello. Ela disse: “Hoje é mais difícil fazer disco porque a prepotência ganhou outros nomes: marketing, merchandising. Não há preocupação com a criatividade”.
Foto: reprodução instagram elisregina -
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Elis sempre elogiava os artistas de sua época “Nossa geração é o seguinte: feijoada mesmo, fomos nós que fizemos”, disse referindo-se a referências musicais como Milton Nascimento, Caetano Veloso, Maria Bethânia, Rita Lee e Gal Costa (na foto, com Elis).
Foto: Thereza Eugênia - Divulgação -
Elis morreu aos 36 anos, interrompendo uma carreira que estava no auge. Ela foi mais uma vítima do uso de drogas, mal que já tirou a vida de tantos artistas talentosos ao longo da história. Uma overdose de uísque, cocaína e tranquilizante calou Elis para sempre.
Foto: Divulgação