Musgo é lançado no espaço por nove meses e resultado do experimento surpreende cientistas
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Um experimento fixou a planta do lado de fora da Estação Espacial Internacional (ISS), onde permaneceu por nove meses exposta ao vácuo, à radiação ultravioleta e a oscilações extremas de temperatura.
Foto: Domínio Público/Wikimedia Commons -
iScience, indica que plantas primitivas podem possuir mecanismos de defesa muito mais resistentes do que se imaginava. " src="https://www.flipar.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Physcomitrium_patens_b_144719-481022_7135-e1772722718799.jpg?20260305143404" width="1114" height="626">
O estudo, publicado na revista iScience, indica que plantas primitivas podem possuir mecanismos de defesa muito mais resistentes do que se imaginava.
Foto: Wikimedia Commons/HermannSchachner -
Essa estrutura robusta do musgo ajuda a explicar como os primeiros vegetais conseguiram colonizar ambientes hostis na Terra primitiva, marcados por alta radiação e clima severo.
Foto: Aldo Hernandez/Unsplash -
Os cientistas concentraram a análise nos esporófitos — estruturas responsáveis pela formação das esporas —, que já haviam demonstrado resistência elevada em testes laboratoriais.
Foto: Ice Tea/Unsplash -
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15 anos no espaço. " src="https://www.flipar.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Musgo-Physcomitrium-patens-Reproducao.jpg?20260305143405" width="1114" height="626">
A análise concluiu que a camada esponjosa que protege os esporos funciona como um escudo que permite que essas células reprodutivas poderiam resistir até 15 anos no espaço.
Foto: Reproduc?a?o -
Embora a microgravidade e a falta de pressão tenham causado pouco impacto, a luz ultravioleta direta foi o fator mais agressivo, degradando pigmentos como a clorofila.
Foto: Wikimedia Commons/Jean-Pierre Zryd -
As amostras foram instaladas na plataforma externa do módulo japonês Kibo e não tiveram nenhuma proteção extra enquanto ficaram no ambiente espacial.
Foto: NASA -
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A resiliência do musgo o torna um candidato ideal para projetos de suporte à vida em bases na Lua ou em futuras expedições a Marte, onde a proteção contra radiação e a sobrevivência em condições extremas são requisitos vitais.
Foto: Daniele Colucci/Unsplash -
Além da resistência demonstrada no espaço, o Physcomitrium patens é uma das espécies vegetais mais importantes para a biologia moderna, servindo como uma “planta modelo”.
Foto: Domínio Público -
Seu genoma foi totalmente sequenciado em 2008, o que ajudou os biólogos a entender como as plantas desenvolveram raízes, sementes e sistemas de transporte de água.
Foto: Wikimedia Commons/Manuel Mildner e Annette Hohe -
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O musgo é um descendente direto das primeiras plantas que saíram da água para a terra há cerca de 450 milhões de anos. Sua capacidade de sobreviver à dessecação total é um vestígio dessa era primitiva.
Foto: Darion Queen/Unsplash -
Diferentemente da maioria das plantas superiores, sua elevada eficiência em recombinação genética permite modificações direcionadas no DNA com grande precisão, algo semelhante ao que ocorre em leveduras.
Foto: Tobias Stonjeck/Unsplash -
De acordo com os pesquisadores que publicaram o estudo, o desempenho das esporas no espaço representa um passo decisivo rumo à criação de ecossistemas autossustentáveis além do planeta, fortalecendo perspectivas de futuras colonizações.
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De acordo com os pesquisadores que publicaram o estudo, o desempenho das esporas no espaço representa um passo decisivo rumo à criação de ecossistemas autossustentáveis além do planeta, fortalecendo perspectivas de futuras colonizações.
Foto: Wikimedia Commons/HermannSchachner -