Regina Casé: atriz é uma das mais populares e queridas do Brasil
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Desde o início do verão no estado, Regina também participou da tradicional Festa de Iemanjá de Cachoeira, celebração realizada há mais de um século, onde registrou momentos da festividade em suas redes sociais.
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Além disso, em dezembro de 2025, a atriz recebeu o título de cidadã pernambucana, concedido pela Alepe (Assembleia Legislativa de Pernambuco). Na mesma solenidade, a Câmara Municipal do Recife também lhe entregou o título de cidadã recifense.
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Regina Casé nasceu em 25 de fevereiro de 1954, em Botafogo, no Rio de Janeiro, durante o carnaval. É filha de Geraldo César Casé e Heleida Barreto Casé, além de neta de Ademar Casé, pioneiro do rádio brasileiro e natural de Belo Jardim, em Pernambuco.
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Regina conheceu o teatro em 1970 e decidiu se inscrever no curso de Sérgio Britto. Depois, em 1974, fundou o grupo teatral “Asdrúbal Trouxe o Trombone”, ao lado de Hamilton Vaz Pereira, Alberto Soares, Luiz Arthur Peixoto e Daniel Dantas.
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O grupo estreou com a peça “O Inspetor Geral”, de Nikolai Gogol, trabalho que lhe rendeu o Prêmio Governador do Estado como atriz revelação. Três anos depois, ela recebeu outro reconhecimento: o Prêmio Molière de Melhor Atriz por “Trate-me Leão”.
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A transição para o cinema ocorreu em 1978, com participação em “Chuvas de Verão”, de Cacá Diegues, e papel de maior destaque em “Tudo Bem”, de Arnaldo Jabor. Na mesma década, dividiu sua atenção entre a atuação e os estudos universitários em comunicação, filosofia e história na PUC-Rio.
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Nos anos 1980, inovou no teatro com “A Farra da Terra”, espetáculo que incorporava projeções ao vivo, permitindo ao público observar com mais detalhes as expressões dos atores. Paralelamente, consolidou sua presença na televisão com participações em novelas e programas humorísticos da TV Globo.
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Em 1986, teve seu primeiro papel de destaque na TV, que se tornou um dos mais marcantes de sua carreira: Tina Pepper, na novela “Cambalacho”, escrita por Sílvio de Abreu e dirigida por Jorge Fernando. A personagem, criada especialmente para ela, conquistou o público com seu estilo e carisma.
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“Até hoje, nas ruas, as pessoas me chamam de Tina. Essa personagem me trouxe uma questão interessante em relação à minha cor. Como Tina Turner é negra, muita gente passou a achar que eu também era. E isso dura até hoje”, afirmou a atriz.
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Dois anos depois, integrou o elenco do humorístico “TV Pirata”, um dos programas mais relevantes da história do humor televisivo brasileiro, ao lado de nomes como Luiz Fernando Guimarães, Débora Bloch, Cláudia Raia e Ney Latorraca. Seu personagem mais conhecido foi a apresentadora do “Casal Telejornal”, em parceria com Guimarães.
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No cinema, em 2000, se destacou com “Eu, Tu, Eles”, filme de Andrucha Waddington. Pelo papel da nordestina Darlene, recebeu o prêmio de melhor atriz no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro e no Festival de Cartagena. Sua atuação foi elogiada pelo “New York Times”, que a comparou à atriz italiana Anna Magnani.
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Em 2014, Regina Casé protagonizou “Que Horas Ela Volta?”, de Anna Muylaert, como a empregada Val. O filme foi premiado no Festival de Berlim, rendeu a ela e Camila Márdila o prêmio de Melhor Atriz em Sundance e ainda foi indicado ao Critics Choice Awards como Melhor Filme Estrangeiro.
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A partir de 2019, voltou a se dedicar mais intensamente à atuação. Em “Três Verões”, dirigido por Sandra Kogut e lançado no Festival Internacional de Cinema de Toronto, interpretou a governanta Madá. Pela atuação, recebeu o prêmio de melhor atriz no Antalya Golden Orange Film Festival.
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Ainda em 2019, retornou aos palcos após 25 anos com o monólogo “Recital da Onça” e voltou às novelas no horário nobre da TV Globo com “Amor de Mãe”, de Manuela Dias, após 18 anos afastada do gênero. Na novela, interpretou Lurdes, uma mulher que se muda para o Rio de Janeiro em busca do filho desaparecido.
Foto: Reprodução da TV Globo -
Em 2022, integrou o elenco de “Todas as Flores”, novela do Globoplay, na qual interpretou Zoé, a primeira vilã de sua carreira. Escrita por João Emanuel Carneiro, a história acompanha a trajetória de Maíra, interpretada por Sophie Charlotte, uma perfumista cega rejeitada pela mãe, Zoé.
Foto: Reprodução TV Globo -
Outra faceta importante de sua carreira é a de apresentadora. Regina começou a investir nessa área a partir dos anos 1990 e passou a comandar diversos programas de televisão. Criou e apresentou o “Programa Legal” entre 1991 e 1992. Em seguida, apresentou “Brasil Legal”, esteve à frente do semanal “Muvuca” e de “Um Pé de Quê?”, no Canal Futura.
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Em 2011, Regina estreou o dominical “Esquenta!”, programa voltado à música e à diversidade cultural, que levava ao palco diversos nomes da música brasileira, de estilos como funk e pagode. O programa permaneceu no ar até 2017.
Foto: Reprodução TV Globo -
Na vida pessoal, Regina Casé teve um relacionamento com Hamilton Vaz Pereira nos anos 1970 e, depois, com Luiz Zerbini, com quem teve a filha Benedita, em 1989, após tratamento de fertilização. Complicações no parto deixaram a filha surda como sequela. Em 1999, se casou com Estevão Ciavatta e, após outro aborto e o diagnóstico de incompatibilidade genética, o casal optou pela adoção, assim, em 2013, eles adotaram Roque Casé Ciavatta.
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