Parceria histórica de Selminha e Claudinho encanta na Sapucaí
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E, desde 1996, defende o pavilhão azul e branco, construindo uma das parcerias mais longevas do samba. Ao longo de mais de três décadas, acumulam títulos, notas máximas e reconhecimento pela técnica impecável e pela harmonia na Sapucaí.
Foto: Beija-Flor de Nilópolis - Rio Carnaval - Fotos Eduardo Hollanda -
No desfile mais recente, reafirmaram sua importância na história da escola e do carnaval. Claudinho afirma que deixará para se emocionar na dispersão. Até lá, é concentração e cuidado com sua parceira.
Foto: Beija-Flor de Nilópolis - Rio Carnaval - Fotos Eduardo Hollanda -
O casal de mestre-sala e porta-bandeira tem a responsabilidade de seguir uma tradição do mundo do samba e defender o pavilhão da agremiação que representa. Veja só a história!
Foto: Reprodução Arquivo Nacional -
As escolas nasceram a partir do rancho carnavalesco. Em 1893, foi criado o “Rei de Ouros”, por Hilário Jovino Ferreira, que apresentou novidades como o enredo, o casal de mestre-sala e porta-bandeira e o uso de instrumentos de cordas e de sopro.
Foto: Reprodução Portela -
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Entre 1930 e 1932, o periódico Mundo Sportivo, do jornalista Mário Filho, organizou o primeiro Desfile de Escolas de Samba, na Praça Onze. O jornal, com o término do campeonato de futebol, estava sem assunto e perdia leitores.
Foto: Reprodução do Instagram @imperatrizleopoldinenseoficial -
A tradição do casal de mestre-sala e porta-bandeira foi herdada dos antigos ranchos, que possuíam os famosos balizas e porta-estandartes – quem defendia o símbolo da associação. A dança dos balizas evoluiu para gingados e rodopios do casal.
Foto: Divulgação Liga SP -
De acordo com Ilclemar Nunes, em “Mestre-sala e Porta-bandeira, meneios e mesuras”, as origens da dança remontam ao ritual das meninas-moças africanas, que se preparavam para o casamento, e dos rapazes-guerreiros, que as cortejavam dançando.
Foto: Divulgação Liga SP -
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Por outro lado, outras pesquisas apontam que a origem se encontra no Brasil Colônia, nas festas populares ou no sepultamento de negros importantes. As tribos africanas eram identificadas por panos coloridos na ponta de paus, como bandeiras.
Foto: Agência Brasil -
Por motivos de segurança, no início do século XX, homens eram responsáveis por carregar os estandartes dos ranchos, algo semelhante ao comportamento dos guardas militares. Ubaldo, da Portela, teria sido o primeiro.
Foto: Divulgação Riotur -
O concurso de escolas de samba começou a despontar e com ele homens e mulheres passaram a ter seus locais definidos. De um lado o mestre-sala deveria cortejar com elegância, enquanto do outro, a porta-bandeira deveria carregar o pavilhão com leveza e dança.
Foto: Henrique Boney/Wikimédia Commons -
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O julgamento de mestre-sala e porta-bandeira começou a fazer parte do regulamento a partir de 1938, quando era levada em consideração apenas a fantasia. A dança, porém, começou a ser julgada somente em 1958.
Foto: Flickr Diego Araújo -
Anteriormente, era comum a referência à vestimenta da corte do século XIX, mas o enredo da escola passou a influenciar a construção do que se veste. Dessa forma, a fantasia do casal ganhou novas possibilidades de adereços, formatos e recursos materiais.
Foto: Renata Barros/Wikimédia Commons -
O mestre-sala possui a função de cortejar a porta-bandeira, além de mostrar e proteger, com orgulho, a bandeira de sua escola de samba. A porta-bandeira, por sua vez, tem a função de carregar e exibir a bandeira da escola, conduzindo-a com gestos leves.
Foto: Raphael David/Riotur -
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A função de mestre sala e porta-bandeira têm a dança inspirada no minueto, de origem francesa. Ainda no período de escravidão, os negros espiavam as danças e replicavam os passos no ritmo do batuque africano.
Foto: Beija-Flor de Nilópolis - Rio Carnaval - Fotos Eduardo Hollanda -
Na dança, o mestre sala atua como o guardião do pavilhão, Ele sempre gira em torno do seu próprio eixo no sentido horário e anti-horário, sempre no sentido contrário ao que gira a porta bandeira. Tudo como uma engrenagem.
Foto: Flickr/Hime Kirara -
A porta-bandeira carrega toda a ancestralidade da formação negra do samba e quando gira emana o axé de seu pavilhão. Também tem status e postura de rainha dentro de uma escola de samba, com gestos elegantes, suaves e leves.
Foto: Raphael David/Riotur -
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O pavilhão é o principal ícone de uma escola de samba, contêm o símbolo e nome da escola, as cores oficiais da agremiação e a data de sua fundação, tem um mastro em sua lateral e uma medida de 1m20 por 90 cm.
Foto: Divulgação Viradouro -
Muitas escolas possuem projetos voltados à formação de novos mestre-salas e porta-bandeiras. Além disso, existem as agremiações mirins, cheias de crianças e adolescentes que aprendem determinado segmento e representam o futuro das escolas de samba.
Foto: Marco Antonio Cavalcanti/Riotur