Mudança na medicina: por que 12 por 8 não é mais considerada pressão ideal
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A diretriz foi endossada por três sociedades médicas: Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) e Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH).
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Agora, valores entre 12 por 8 e 13,9 por 8,9 são considerados pré-hipertensão, exigindo atenção médica e mudanças no estilo de vida.
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O alvo de tratamento também ficou mais rígido: todos os hipertensos devem manter a pressão abaixo de 13 por 8, padrão alinhado às diretrizes internacionais.
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Esse limite independe de idade, sexo ou outras doenças â?? a meta anterior era abaixo de 14 por 9.
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A intenção é reduzir complicações como infarto, AVC e insuficiência renal.
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Agora, passa a ser considerado hipertensão pacientes que registram medições acima de 14 por 9.
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O documento aponta que a melhor forma de se medir é utilizando um aparelho tradicional, de braço, em um consultório médico.
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Pela primeira vez, a diretriz incorpora o cálculo de risco cardiovascular (escore PREVENT), que avalia variáveis como obesidade, diabetes e colesterol para calcular o risco de incidentes em 10 anos.
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O método permite condutas mais personalizadas a depender de cada paciente.
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A diretriz indica ainda adaptações do Sistema Único de Saúde (SUS), como, por exemplo, priorizar medicamentos já disponíveis na rede.
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Outro trecho tem diretrizes para fases de vulnerabilidade feminina, como o acompanhamento a longo prazo necessário para quem teve hipertensão durante a gravidez.
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Também passa a ser recomendado medir a pressão antes da prescrição de anticoncepcionais.
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O documento reforça a importância de controle de peso, redução de sal, alimentação saudável e prática de atividade física regular.
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Uma das recomendações inclui a chamada “Dieta DASH”, rica em potássio, cálcio, magnésio e fibras.
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Frutas, verduras, laticÃnios magros (produtos derivados do leite), cereais integrais e carnes magras são recomendados.
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Por outro lado, gorduras saturadas, carnes gordurosas, grãos refinados e açúcar são desaconselhados pelo documento.
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Segundo a Sociedade Brasileira de Hipertensão, 27,9% dos adultos brasileiros têm hipertensão.
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Com a nova classificação, o desafio agora passa a ser transformar essas recomendações em prática clínica, especialmente no SUS, onde estão a maioria dos pacientes.
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