Paul Thomas Anderson, diretor de ‘Uma Batalha Após a Outra’, fatura prêmio que é ‘termômetro quente’ do Oscar; veja
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O diretor, que também assina o roteiro do longa, faturou o USC Scripter Awards, prêmio de Roteiro Adaptado concedido pela Universidade do Sul da Califórnia.
Foto: Reprodução do Flickr Raph_PH -
Em 2025, o USC Scripter Awards cravou o vencedor do Oscar de Roteiro Adaptado, dando o prêmio para “Conclave”. Nos últimos 10 anos, a Universidade acertou o vencedor do Oscar em oito oportunidades.
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Em 27 de janeiro, o diretor também recebeu duas indicações no BAFTA (Melhor Diretor e Melhor Roteiro Adaptado), considerado o “Oscar britânico”.
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Paul Thomas Anderson nasceu em 26 de junho de 1970, em Studio City, Los Angeles, e cresceu imerso em um ambiente no qual o audiovisual fazia parte do cotidiano.
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Filho do radialista Ernie Anderson, figura conhecida da televisão americana, ele teve contato precoce com estúdios, gravações e bastidores da indústria do entretenimento, experiência que ajudaria a moldar seu olhar crítico e, mais tarde, sua postura independente em relação ao sistema hollywoodiano.
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Após uma breve passagem por cursos de cinema, Anderson abandonou a universidade para se dedicar integralmente à prática cinematográfica.
Foto: - Reprodução do Youtube Canal Manufacturing Intellect -
Em meados da década de 1990, realizou o curta “Cigarettes and Coffee”, que chamou a atenção de produtores e abriu caminho para seu primeiro longa-metragem, “Jogada de Risco”, de 1996.
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O filme já apresentava marcas que iriam se tornar recorrentes em sua obra, como personagens à deriva, estruturas narrativas fragmentadas e um interesse profundo pelas contradições morais e emocionais da vida americana contemporânea.
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A consagração veio rapidamente com “Boogie Nights”, de 1997, um retrato ambicioso da indústria de conteúdos adultos dos anos 1970 e 1980.
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Com um elenco formado por nomes como Mark Wahlberg, Burt Reynolds e Julianne Moore e movimentos de câmera elaborados, Anderson foi alçado ao status de autor em uma Hollywood cada vez mais avessa a riscos.
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O filme também consolidou parcerias duradouras com atores como Philip Seymour Hoffman, figura central em sua filmografia.
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Em “Magnólia”, de 1999, com Tom Cruise, Anderson ampliou ainda mais seu escopo, entrelaçando múltiplas histórias em uma estrutura narrativa complexa que abordava culpa, redenção, relações familiares e o acaso.
Foto: reprodução / magnólia -
Já nos anos seguintes, o diretor surpreendeu ao mudar radicalmente de tom com â??Embriagado de Amorâ?, de 2002, um romance disfuncional e estilizado que revelou um lado mais intimista de sua direção e consolidou sua habilidade em extrair performances inesperadas de seus atores.
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A maturidade artística de Paul Thomas Anderson se manifestou de forma contundente em “Sangue Negro”, de 2007, frequentemente apontado como uma de suas obras-primas.
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Inspirado livremente em um romance de Upton Sinclair, o filme acompanha a ascensão brutal de um magnata do petróleo e funciona como uma alegoria sombria sobre ganância, fé, poder e a formação da identidade americana.
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A direção rigorosa e a interpretação monumental de Daniel Day-Lewis consolidaram Anderson como um dos cineastas mais relevantes de sua geração.
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Nos anos seguintes, o diretor aprofundou ainda mais seu interesse por personagens obsessivos e estruturas de poder, como em “O Mestre”, de 2012.
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“Trama Fantasma”, de 2017, trouxe novamente Daniel Day-Lewis e é apontado como uma das obras mais refinadas de Anderson, centrada em relações de controle, afeto e dependência emocional.
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Em 2021, o cineasta lançou “Licorice Pizza”, equilibrando leveza e estranhamento em um retrato afetivo da Califórnia dos anos 1970.
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Discreto em relação à vida pessoal, Thomas Anderson mantém há mais de duas décadas um relacionamento com a atriz e comediante Maya Rudolph. Juntos, eles têm quatro filhos.
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