Tempestade de inverno histórica deixa mortos e paralisa dezenas de estados nos EUA
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A nevasca provocou cancelamentos de voos em massa, quedas de energia e levou autoridades em mais de 20 estados a declararem emergência para enfrentar as condições extremas.
Foto: Reprodução de vídeo TV Globo -
O serviço meteorológico dos EUA alertou em 26 de janeiro de 2026 que as temperaturas continuariam perigosamente baixas por vários dias, com riscos de hipotermia e gelo nas vias que complicaram ainda mais o tráfego e a segurança pública.
Foto: Reprodução de vídeo TV Globo -
As autoridades pediram que a população evitasse deslocamentos desnecessários e se preparasse para o prolongado período de frio severo.
Foto: Reprodução de vídeo TV Globo -
Tempestades de neve estão entre as maiores preocupações em diversas regiões frias do mundo. Veja as maiores nevascas da história.
Foto: reprodução TV -
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Vale ressaltar que trata-se de um fenômeno que tem casos bem recentes, embora com a tecnologia seja possível prever com mais precisão as ocorrências climáticas. Em dezembro de 2022, por exemplo, mais de 60 pessoas morreram numa tempestade de neve, que tornou o fim de ano dramático em 9 estados nos EUA.
Foto: Kanenori/Pixabay -
O mês de março, historicamente, marcou a ocorrência de duas grandes nevascas que estão entre as maiores de todos os tempos.
Foto: uknowgayle pixabay -
No dia 11/3/1888, uma forte tempestade de neve atingiu Nova York, Nova Jersey, Massachusetts e Connecticut. O fenômeno foi tão intenso que marcou um recorde histórico. A camada de neve chegou a 1,27 metro.
Foto: Domínio Público - Wikimédia Commons -
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O sistema ferroviário teve que ser encerrado. Moradores ficaram confinados dentro de suas casas por uma semana. Além da queda de neve, os ventos gelados chegaram a 72 km/h.
Foto: Domínio Público -
Em 1993, entre 12 e 14 de março, ocorreu o que se chama “Tempestade do Século” nos EUA. Foi uma catástrofe que atingiu também Cuba e Canadá, atravessando os Estados Unidos e deixando 310 mortos. Mais de 100 milhões de pessoas foram afetadas e o prejuízo chegou a US$ 6 bilhões.
Foto: Reprodução do site greelane.com/pt/ciência-tecnologia-matemática/ciência -
Moradores de áreas frias já são treinados para casos de emergência envolvendo nevascas, que costumam juntar a queda de neve com vendavais fortes e gelados.
Foto: reprodução CNN Brasil -
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Em 1959, uma tempestade despejou enorme volume de neve no Monte Shasta, na Califórnia. Por sorte, a maior quantidade caiu em trechos despovoados. Moradores de áreas próximas, acostumados ao clima gelado com ventos frequentes, souberam se proteger e não houve vítimas. Mas a neve atingiu 4,8 metro em certos pontos.
Foto: Reprodução do site gazetanews.com/noticias/eua -
Em 1977, uma nevasca com ventos de 72 km/h – e rajadas de 120 km/h – atingiu a cidade de Buffalo (EUA). O lago Erie, que já estava congelado, ficou coberto por uma grossa camada de neve. Houve 29 mortes. A espessura da neve superava a altura das pessoas em vários locais.
Foto: Reprodução do site kamnedelmiass.ru/pt -
Em janeiro de 2022, uma forte tempestade de neve nos EUA provocou o fechamento de estradas, cancelamento de milhares de voos e interrupção de aulas e serviços.
Foto: reprodução CNN Brasil -
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O Central Park, um dos mais famosos pontos turísticos de Nova York, ficou tomado pela neve.
Foto: publicodmainpictures pixabay -
Em fevereiro (2022), uma forte tempestade de inverno provocou o engavetamento de mais de 100 carros na rodovia interestadual 39 – que liga Illinois a Wisconsin – nos Estados Unidos.
Foto: reprodução redes sociais The Sun -
Outros países pelo mundo também enfrentam nevascas com alguma frequência.
Foto: wal pixabay -
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Em fevereiro (2022), 16 pessoas morreram congeladas dentro de carros que ficaram presos numa nevasca no Paquistão.
Foto: reprodução RecordNews -
Em 2008, uma nevasca no condado de Lhunzefoi, no Tibete, durou 36 horas, afetando pessoas e animais. O volume de neve foi tão grande que alguns prédios desmoronaram. Sete pessoas morreram. As estradas foram fechadas e equipes de resgate levaram mantimentos para as vítimas da tempestade.
Foto: Reprodução do site kamnedelmiass.ru/pt -
Em Portugal, quando neva com muita intensidade, a estrada da Torre, na Serra da Estrela, fica inacessível aos turistas. Em janeiro de 2007, houve uma nevasca bem forte e a situação demorou a se normalizar.
Foto: Roger Amaral Moraes wikimedia commons -
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Grandes nevascas também inspiram o cinema. A atriz Naomi Watts estrela o filme “Infinite Storm” (Tempestade Infinita”, 2022).
Foto: Divulgação -
Baseada em uma história real, a trama mostra Pam Bales (Naomi Watts), enfermeira e guia de montanha que foi surpreendida por uma tempestade no Monte Washington e teve que lutar pela sobrevivência, ao lado de um homem (Billy Howle) que ela encontrou pelo caminho..
Foto: Reprodução redes sociais Arquivo Pessoal -
O Brasil, por ser um país de clima tropical, não costuma ter neve. Mas a Região Sul, mais fria, já foi atingida por tempestades de neve. E o estado de Santa Catarina é referência nesse assunto.
Foto: Divulgação Bampi -
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Naquele mês, com os termômetros chegando a marcar nove graus negativos, as estradas ficaram bloqueadas e os telhados das casas acumularam 20 cm de neve.
Foto: Divulgação Bampi -
As pessoas ficavam perto dos fogões, e as ruas ficaram desertas. A temporada de geadas – embora depois com menos impacto – se prolongou por três meses na região.
Foto: Reprodução do site saojoaquimonline.com.br/climaterra -
Em 5/6/1988 outra nevasca atingiu São Joaquim. A neve ultrapassou mais de 1,50 metro em alguns locais. Moradores enfrentaram ventos fortes e a neve chegou a 30 cm em pleno centro da cidade,
Foto: Caio Cesar wikimedia commons -
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Em 2013, 100 municípios de Santa Catarina tiveram queda de neve. O morro do Cambirela (foto) e montanhas próximas, na área continental da Grande Florianópolis, ficaram pintados de branco.
Foto: Daniel Queiroz wikimedia commons -
MunicÃpios do Rio Grande do Sul também têm neve de vez em quando. Em Caxias do Sul, nevou em 27/8/2013 e o Parque de exposições da Festa da Uva ficou tomado pelo gelo.
Foto: Tetraktys wikimedia commons