Vice-presidentes que assumiram o governo após a morte do titular
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Nascido em 2 de outubro de 1869, em Campos dos Goytacazes (RJ), Nilo foi o sexto presidente do Brasil, ocupando o cargo entre 1909 e 1910. Sua ascensão ao poder ocorreu de forma inesperada.
Foto: Domínio público -
Ele era o vice-presidente de Afonso Pena, que faleceu em 14 de junho de 1909, vítima de problemas de saúde. Assim, Nilo assumiu o comando da nação em meio a um momento de incertezas políticas.
Foto: Domínio público -
Nilo Peçanha teve uma gestão breve, mas significativa, investindo em educação técnica e ampliando o acesso à instrução profissional, especialmente com a criação das Escolas de Aprendizes Artífices.
Foto: Domínio público -
Ao longo da história republicana, outros líderes também chegaram ao poder após o falecimento do presidente em exercício. O fenômeno se repetiu em diferentes momentos do século XX.
Foto: Eduardo Luis Olinger por Pixabay -
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O segundo caso ocorreu com Delfim Moreira, que assumiu em 1918 após a morte de Rodrigues Alves, eleito para um segundo mandato, mas impedido de tomar posse por causa da gripe espanhola.
Foto: Domínio público -
Rodrigues Alves (foto) morreu antes de reassumir o cargo, e Delfim, eleito vice, governou interinamente até nova eleição. Foi um governo curto, porém fundamental para manter a estabilidade institucional.
Foto: Domínio público -
Delfim Moreira assumiu a Presidência em um momento de incerteza, pois o país se recuperava da devastadora gripe espanhola e enfrentava um quadro político indefinido. Sua posse foi marcada por caráter interino, até nova eleição.
Foto: Domínio público -
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Sem grande vigor físico e com saúde frágil, Delfim manteve o país sob relativa estabilidade, contando com forte influência de assessores e ministros. Seu breve governo durou de novembro de 1918 a julho de 1919, quando Epitácio Pessoa (foto) tomou posse.
Foto: domínio público -
Décadas depois, o Brasil voltou a enfrentar situação semelhante com a morte de Getúlio Vargas (foto), em 24 de agosto de 1954, durante o mandato presidencial. O vice Café Filho assumiu o posto.
Foto: Domínio Público -
Café Filho governou até 1955, enfrentando forte turbulência política e a necessidade de conduzir o país até novas eleições. Seu governo foi marcado pela tentativa de pacificar a crise sucessória.
Foto: Domínio público -
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Durante sua gestão, Café Filho procurou adotar uma postura moderada, tentando conciliar os diferentes grupos políticos que se enfrentavam após a morte de Getúlio Vargas. O país vivia uma forte comoção social e um ambiente de instabilidade.
Foto: Acervo Arquivo Histórico do Museu da Republica -
Seu governo enfrentou desconfiança de setores militares e resistências internas. Em 1955, problemas de saúde o afastaram do cargo, abrindo nova crise sucessória.
Foto: Rafaela Biazi/Unsplash -
Outro caso envolve a tragédia de Tancredo Neves (foto). Em 1985, ele faleceu antes da posse. Assim, o vice José Sarney assumiu a presidência.
Foto: Domínio Público - Wikimédia Commons -
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Sarney liderou a transição democrática, tornando-se o primeiro presidente civil após o regime militar, numa gestão que iniciou o processo constituinte e marcou o fim da ditadura.
Foto: Jane de Araújo/Agência Senado -
Sua posse simbolizou o início da Nova República e o retorno ao poder civil. Durante seu mandato, Sarney conduziu o país até a Constituição de 1988, enfrentando alta inflação e desafios econômicos.
Foto: Reprodução/ TV Globo -
Mesmo sem ter sido o eleito diretamente pela população, José Sarney consolidou a transição para a democracia e marcou uma era de reconstrução institucional.
Foto: foto do Governo Federal -
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Esses episódios reforçam como a Constituição brasileira previu mecanismos para evitar crises graves diante da morte de um chefe de Estado, preservando a continuidade do governo.
Foto: Divulgação - Raphael Ribeiro/Banco Central do Brasil -
Nilo Peçanha foi pioneiro nesse papel, transformando uma sucessão trágica em oportunidade para deixar legado. Seu governo consolidou a importância do vice-presidente como figura que pode ascender ao posto máximo diante de um imprevisto trágico. Na foto, a bandeira da vice-presidência.
Foto: Domínio público