Déficit de atenção: Quando o esquecimento vira um problema diário
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De forma geral, trata-se de uma dificuldade persistente em sustentar a atenção, filtrar estímulos irrelevantes e controlar a impulsividade. Não é falta de vontade, preguiça ou desinteresse. Se bobear, a pessoa sem atenção deixa o celular dentro da geladeira.
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O problema ocorre por uma combinação de fatores neurológicos, genéticos e ambientais. Alterações no funcionamento de áreas do cérebro ligadas à atenção e ao controle executivo estão entre as principais causas.
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A hereditariedade tem peso importante: pessoas com familiares próximos que apresentam o quadro têm maior chance de desenvolvê-lo. Fatores como estresse precoce e privação de sono também influenciam.
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Embora seja mais diagnosticado na infância, o déficit de atenção pode persistir na vida adulta. Muitos adultos convivem com os sintomas sem saber exatamente a origem das dificuldades. Esquecem coisas banais, com a boca do fogão acesa depois que já terminou de preparar a comida.
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Crianças em idade escolar costumam ser bastante afetadas, principalmente no aprendizado. Adultos enfrentam problemas no trabalho, no cumprimento de prazos e na gestão da rotina.
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Entre as principais distrações estão celulares, redes sociais, ruídos, conversas paralelas e excesso de estímulos visuais. Ambientes desorganizados também dificultam a concentração.
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Pessoas com déficit de atenção se distraem facilmente até com pensamentos internos. Ideias que surgem de repente podem interromper tarefas e quebrar o foco com frequência. Com isso, deixam, por exemplo, o farol do carro ligado durante o dia.
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O esquecimento é um sintoma comum e recorrente. É comum esquecer compromissos, datas, objetos pessoais, recados e tarefas iniciadas, mas não concluídas. São capazes, entre outras coisas, de sair com a mochila aberta sem perceber.
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Também há dificuldade em seguir instruções longas ou manter atenção em atividades repetitivas. Isso gera frustração e sensação constante de atraso ou desorganização. Panela que fica tempo demais no fogo e acaba queimando é algo recorrente.
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Para evitar agravamentos, é importante criar rotinas estruturadas e previsíveis. Listas, alarmes, agendas e organização visual ajudam a compensar as falhas de atenção.
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Reduzir estímulos durante tarefas importantes faz diferença. Silenciar notificações, escolher ambientes calmos e dividir atividades grandes em etapas menores facilita o foco.
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O tratamento pode envolver acompanhamento psicológico, especialmente com técnicas de organização e treino de habilidades. A terapia ajuda no autoconhecimento e na adaptação da rotina.
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Em alguns casos, o uso de medicação é indicado por profissionais de saúde. Ela auxilia no controle dos sintomas, mas não substitui estratégias comportamentais.
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Com diagnóstico adequado e apoio, pessoas com déficit de atenção podem desenvolver estratégias eficazes. O objetivo não é eliminar o problema, mas aprender a lidar melhor com ele. Organizar a rotina cpm anotações, mas sem exagero, faz parte do tratamento.
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Evitar esquecimentos que possam até colocar a pessoa em risco, como deixar a chave na porta de casa permitindo a entrada de estranhos.
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