Galeria
Veleiro histórico que deu três voltas ao mundo precisou ter o mastro cortado para caber em museu de Salvador
-
Todo esse acervo inclui cartas náuticas, instrumentos de navegação, fotografias, bússolas, conchas de diferentes oceanos, objetos diversos e uma vasta biblioteca especializada passou. Foto: Reprodução @museudomar.aleixobelov -
Idealizado pelo próprio navegador, o museu é dedicado à cultura marítima e à história da navegação. Foto: Divulgac?a?o/Luciano Trink -
Instalado em um casarão histórico no Largo de Santo Antônio Além do Carmo, o espaço abriga o "Três Marias" como sua peça central — o nome foi dado em homenagem às suas duas filhas, chamadas Maria, e a então esposa, Maria Belov. Foto: Divulgac?a?o/Luciano Trink -
Foi a bordo do emblemático veleiro que Belov deu suas três primeiras voltas ao mundo. Levar a embarcação para dentro do edifício exigiu uma operação complexa. Foto: Divulgação -
-
Belov chegou a consultar o Iphan sobre a possibilidade de manter uma abertura permanente no teto do imóvel, evitando o corte do mastro. Embora a ideia tenha sido aceita inicialmente, acabou rejeitada oficialmente. Foto: Divulgac?a?o/Eduardo Fernandes -
"O mastro resistiu a todas as tempestades durante as três longas viagens de volta ao mundo sozinho, mas não resistiu à caneta do Iphan[...] Para um velejador, é quase tirar a alma!", disse Belov pouco antes de inaugurar o museu. Foto: reprodução/@museudomar.aleixobelov -
Ainda assim, a instalação do barco foi realizada com extremo cuidado. Parte do teto do casarão foi removida temporariamente, e um guindaste de grande porte içou lentamente as oito toneladas do "Três Marias" até o interior do museu. Foto: Divulgac?a?o/Eduardo Fernandes -
-
Nascido em 1943 na Ucrânia, durante a Segunda Guerra Mundial, Aleixo Belov construiu uma trajetória singular na história da navegação mundial. Ele veio para o Brasil em 1949, aos seis anos. Foto: Divulgação -
Além de ter realizado cinco voltas ao mundo, seu nome se destaca pelo fato de todas terem sido feitas em barcos concebidos e construídos por ele próprio. Foto: Reprodução -
O "Três Marias" foi construído artesanalmente no quintal de sua casa, e acabaria se tornando símbolo de uma fase decisiva — e emocionalmente marcante — de sua vida. Foto: Reprodução @museudomar.aleixobelov -
-
Foi em março de 1980 que o barco, um veleiro Bruce Roberts de 36 pés, deixou o porto para iniciar a primeira volta ao mundo. Foto: Reprodução @museudomar.aleixobelov -
Anos depois, no livro "A Volta ao Mundo em Solitário", Belov contou que precisou comprar a fibra de vidro e a resina a prazo "pois não tinha um tostão no bolso". Segundo ele, "o casco tinha que sair de qualquer jeito”. Foto: reprodução/@museudomar.aleixobelov -
Entre 1980 e 2000, Belov completou três voltas ao mundo com o mesmo veleiro — a segunda em 1986 e a terceira no início do novo milênio. Foto: Reprodução @museudomar.aleixobelov -
-
"Para mim, ficou claro que o nome ‘Três Marias’ estava associado a um certo destino. O de dar três voltas ao mundo", destacou ele em seu livro. Foto: Reprodução @museudomar.aleixobelov -
Após encerrar esse ciclo, o navegador decidiu ir além: projetou e construiu o Veleiro "Escola Fraternidade". Com a embarcação maior, feita de aço, Belov realizou sua quarta e quinta voltas ao mundo — a última foi concluída em 2018. Foto: Divulgação/Leonardo Papini -
Já em 2025, Belov alcançou mais um feito histórico: tornou-se o primeiro veleiro das Américas a cruzar integralmente a temida Passagem Nordeste, no extremo norte da Rússia. Foto: Reprodução @museudomar.aleixobelov -
-
Ele navegou mais de 4.500 milhas náuticas por águas russas até alcançar a Sibéria, sob temperaturas extremas. Foto: Divulgação/Leonardo Papini -
Belov também foi professor da Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e dirige há décadas a Belov Engenharia, unindo conhecimento técnico e paixão pelo mar. Foto: Divulgação/Leonardo Papini