ALÉM DOS INFLLUENCIADORES

Marcas apostam em pessoas comuns para gerar conteúdo e impulsionar vendas

Em busca de mais conexão, empresas investem em conteúdo gerado pelo usuário; iniciativa aumenta a identificação e reduz a dependência de grandes nomes

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Empresas têm ampliado o uso de consumidores comuns em suas estratégias de marketing digital para aumentar a identificação com o público. A prática acompanha o crescimento do chamado conteúdo gerado pelo usuário (UGC), que inclui vídeos, avaliações e relatos sobre produtos.

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Dados da Statista de 2025 mostram que 76% dos profissionais de marketing apontam o UGC como um dos principais formatos para gerar autenticidade e engajamento. Com isso, companhias têm revisado seus modelos de comunicação.

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Nesse contexto, a Allright, marca brasileira de skincare para peles maduras, estruturou a "Allright Ritual Society". A comunidade é voltada para criadores de conteúdo e interessados em compartilhar experiências reais com os produtos da empresa, com uma linguagem mais natural e estética menos produzida.

Fundada por Livia Remy, a companhia projeta alcançar mais de 200 pontos de venda físicos até o fim de 2026. Seu principal produto é uma mousse de banho com ativos como ácido hialurônico, niacinamida e vitamina E, com fórmula vegana e livre de parabenos e alumínio.

Como funciona a comunidade

O programa funciona como uma base própria de criadores da marca. Para participar, é preciso ter mais de 18 anos, no mínimo 2.500 seguidores no Instagram ou TikTok e demonstrar criatividade na produção de conteúdo.

Os membros recebem produtos, vouchers, códigos de desconto personalizados e a possibilidade de comissão sobre vendas realizadas por meio de links afiliados. Também podem ganhar visibilidade nos canais oficiais da Allright.

Segundo a CEO, a estratégia amplia o volume de publicações sem depender de grandes campanhas, diversificando formatos e reduzindo custos. "Quando o conteúdo vem do dia a dia, a recomendação acontece de forma mais natural e cria um efeito em cadeia", afirma.

Reflexo de uma mudança no consumo

O cenário está ligado à forma como as pessoas consomem conteúdo nas redes sociais. Uma pesquisa da Nielsen de 2023 aponta que 92% dos consumidores confiam mais em recomendações de outras pessoas do que em publicidade tradicional.

A executiva da Allright destaca que o investimento em grandes influenciadores não garante mais o alcance do público certo, devido à saturação e ao excesso de publicidade. Por isso, as empresas buscam formatos mais próximos da realidade das pessoas.

A tendência é que as companhias combinem diferentes perfis em suas ações, usando grandes nomes para ampliar o alcance e criadores menores para fortalecer a conexão com nichos. "Os usuários deixam de ser apenas receptores e passam a atuar como produtores de conteúdo", conclui a empresária.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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