NÃO É SÓ SKINCARE

Como tratar a flacidez do rosto?

Especialista explica que o envelhecimento ocorre em camadas, envolvendo ossos e músculos: entenda como a tecnologia pode reverter esse processo

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A sensação de que o rosto continua “caindo”, mesmo com o uso dos melhores cremes e uma rotina de skincare cuidadosa, tem uma explicação que vai além da superfície. A flacidez facial não é apenas um problema de pele, mas um processo que envolve ossos, músculos, ligamentos e gordura.

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O envelhecimento ocorre em camadas e afeta diferentes estruturas do rosto simultaneamente, sendo que a maioria dos cuidados cosméticos não consegue alcançá-las.

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O que realmente muda no rosto com o tempo

Segundo a dermatologista Isabela Pitta, o envelhecimento do rosto é um processo estrutural. As mudanças acontecem em ritmos diferentes, mas de forma interligada em várias áreas:

  • Pele: a produção de colágeno e elastina diminui, tornando a pele mais fina, frouxa e com mais rugas.

  • Gordura: as “almofadas” de gordura que dão volume ao rosto se deslocam e diminuem, o que aprofunda sulcos e faz as bochechas parecerem caídas.

  • Camada de sustentação: uma estrutura interna chamada SMAS, que age como uma rede de apoio para os tecidos, também perde o tônus.

  • Ossos: áreas como a mandíbula, as maçãs do rosto e o contorno dos olhos perdem volume ao longo dos anos, reduzindo o suporte para as camadas superiores.

Por que o skincare não basta

Cremes, peelings e lasers superficiais são importantes para a qualidade da pele, ajudando na luminosidade, no tratamento de manchas e em linhas finas. O problema é que eles atuam apenas na camada mais externa, sem alcançar as estruturas que dão sustentação ao rosto.

“Quando o objetivo é firmeza e contorno facial, a literatura mostra que tratamentos que atuam em diferentes profundidades tendem a ter resultados mais consistentes”, afirma Isabela.

O que funciona: tratar em camadas

A estética moderna foca em abordagens que tratam o rosto como uma estrutura tridimensional. Isso se traduz na combinação de tecnologias que atuam em diferentes profundidades.

Um exemplo é o protocolo CoolLift, que une o ultrassom microfocado Liftera com a radiofrequência monopolar Coolfase. O Liftera age nas camadas mais profundas, gerando pontos de calor que contraem o tecido e estimulam novo colágeno, promovendo um “lifting estrutural”.

Já o Coolfase atua de forma mais difusa nas camadas intermediárias. Ele aquece uma área maior e remodela o colágeno e a elastina, resultando em uma melhora global da firmeza e da textura.

“Os resultados do CoolLift mostram um aumento de colágeno e fibras elásticas em diferentes camadas do tecido, graças à ação complementar das tecnologias”, explica a dermatologista.

Esse tipo de protocolo é indicado para quem apresenta flacidez leve a moderada, como a perda de definição na linha da mandíbula. Os efeitos costumam durar de seis meses a um ano, com o objetivo de formar um “banco de colágeno” e promover a renovação da proteína de forma duradoura e progressiva.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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