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De silhuetas dramáticas à alfaiataria discretamente refinada, a Semana de Moda de Paris Outono-Inverno 2026 apresentou uma temporada definida pela reinvenção e por uma direção criativa ousada. Enquanto maisons tradicionais equilibravam a herança cultural com novas perspectivas – de revivalismos românticos ao modernismo escultural –, estes momentos marcantes das passarelas capturaram a energia, o talento artístico e a visão em constante evolução que moldam a semana mais influente da moda.
Dior
Sob a direção criativa de Jonathan Anderson, a Dior se desdobrou como uma ode poética aos jardins de Paris, e reinterpretou os códigos da maison por meio de alfaiataria lúdica, peplums esculturais e aplicações florais que transmitiam uma sensação ao mesmo tempo nostálgica e moderna. O resultado foi uma coleção iluminada e criativa que equilibrou a feminilidade histórica da Dior com a ousadia contemporânea de Anderson.
Saint Laurent
O diretor-criativo Anthony Vaccarello mais uma vez explorou o glamour noturno característico de Saint Laurent, em uma coleção de alfaiataria impecável, enraizada na elegância parisiense da maison. Jaquetas estruturadas, silhuetas alongadas e texturas escuras e sofisticadas com um toque de sedução. A visão de Vaccarello destilou o legado de Yves Saint Laurent em um guarda-roupa moderno, minimalista, e inegavelmente dramático. A coleção reafirmou o domínio de Saint Laurent sobre a elegância refinada para a noite.
Chloé
Sob a direção criativa de Chemena Kamali, a Chloé continuou sua revitalização da feminilidade romântica e boêmia. A coleção foi inspirada em trajes folclóricos e artesanato, traduzido em silhuetas fluidas, rendas e detalhes inspirados no estilo campestre. Os designs de Kamali celebraram a suavidade e a individualidade, reforçando a longa conexão da marca com um estilo livre e descontraído. O desfile, em última análise, transmitiu a sensação de uma ode moderna à irmandade e à elegância descomplicada.
Stella McCartney
Fiel ao DNA da marca, Stella McCartney centrou sua coleção na inovação em moda sustentável. A passarela destacou silhuetas luxuosas confeccionadas com tecidos de origem vegetal e alternativas sem pele animal, demonstrando como o design ético pode coexistir com o pret-a porter de luxo. Alfaiataria impecável e peças fluidas para a noite reforçaram o compromisso de McCartney com a sofisticação moderna sem comprometer o meio ambiente. A coleção ressaltou sua liderança em impulsionar a sustentabilidade nas passarelas de Paris.
Balmain
O outono-inverno de 2026 marcou uma nova era para a Balmain, com a estreia da primeira coleção de Antonin Tron como diretor-criativo. Conhecido por sua abordagem de design refinada e sensual, Tron trouxe uma perspectiva inovadora para a histórica maison francesa. A coleção enfatizou a alfaiataria escultural, o drapeado fluido e peças de noite modernizadas, que remetem à herança de glamour ousado da Balmain. Sua estreia sinalizou uma evolução ponderada para a marca, preservando sua inconfundível confiança parisiense.
Loewe
A apresentação da coleção reforçou a reputação da marca por seu artesanato experimental e design conceitual. Sob a direção de Jack McCollough e Lazaro Hernandez, a coleção explorou texturas exageradas e silhuetas esculturais que borraram a linha entre moda e arte. Os materiais foram manipulados em formas inesperadas, transformando peças familiares em declarações visuais impactantes. O desfile consolidou a posição da Loewe como uma das casas de moda mais criativas e ousadas da Semana de Moda de Paris.
Mugler
O diretor-criativo Miguel Castro Freitas continuou a redefinir o legado futurista da Mugler mantendo o DNA da marca: uma coleção elegante e que valoriza a silhueta. Alfaiataria arquitetônica, silhuetas esculturais e acabamentos de alto-brilho que ecoavam a sensualidade ousada que é sinônimo da marca. Freitas equilibrou drama com precisão, poder e sofisticação.
Balenciaga
Na Balenciaga, o diretor-criativo Pierpaolo Piccioli apresentou uma releitura marcante do legado da maison. A coleção fundiu a elegância do fundador Cristóbal Balenciaga com experimentações contemporâneas. Cores vibrantes, silhuetas híbridas e combinações inesperadas – como peças de noite combinadas com elementos casuais do streetwear – definiram a passarela. O desfile ofereceu uma visão convincente da Balenciaga como uma marca que, ao mesmo tempo, se mantém fiel à sua herança e olha para o futuro.
Chanel
Na Chanel, o diretor artístico Matthieu Blazy apresentou uma coleção que transitava com fluidez entre a realidade e a transformação, homenageando o espírito eterno de Gabrielle Chanel. Ancorada pelo icônico tailleur da maison, as silhuetas percorreram décadas – da leveza dos anos 1920 ao requinte dos anos 1950 e 1960 – reinventadas em malhas caneladas, tweeds luminosos e construções delicadas com aplicações de miçangas. A coleção equilibrou a sobriedade terrosa com momentos de fantasia iridescente, com tecidos entrelaçados com lurex e silicone cintilando ao lado de gaze natural e jérsei de seda. Para a noite, casacos elegantes e vestidos etéreos dando uma sensação de movimento, leveza e transformação poética.
ZIMMERMANN
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A diretora criativa Nicky Zimmermann se inspirou em figuras como a escritora Miles Franklin, as primeiras aventureiras e atletas que transformaram as expectativas em relação às mulheres da época, a coleção equilibrou praticidade e romantismo. Silhuetas utilitárias – macacões jeans, jaquetas inspiradas na aviação e alfaiataria impecável em branco críquete – foram suavizadas por saias fluidas, vestidos com painéis de renda e sobreposições inspiradas em lingerie. Motivos Art Déco, texturas ricas como veludo e pele de carneiro, e silhuetas que valorizam o movimento capturaram uma sensação de independência e confiança descontraída, dando o tom rebelde que as mulheres que a inspiraram.