Pura elegância

O melhor da moda italiana para o outono inverno 2026 foi apresentada em Milã

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A Semana de Moda de Milão apresentou a coleção outono inverno 2026/2027 das principais marcas italianas. Um verdadeiro show de elegância onde o preto foi o protagonista. As modelagens passearam pela silhueta marcada até o oversize sem perder o estilo. Do clássico ao moderno, no streetwear ao night dress, e dos pesados casacos para aquecer no frio do hemisfério norte a modelos mais leves ou meia estação para climas mais amenos na faia tropical, ou mesmo para se usar indoor, já que os locais fechados são aquecidos. Outros tons que marcaram presença na cartela de cores foi o camel ou bege e cinza.

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Fendi
Fendi fashionnetwork/divulgação


Fendi

"Menos eu, mais nós" foi o lema por trás da primeira coleção de Maria Grazia Chiuri para a Fendi. O novo mantra comprovou sua habilidade em aprimorar uma declaração de missão concisa. Ao apresentar peças de vestuário masculino e feminino simultaneamente na passarela – “o feminino e o masculino deixam de ser categorias opostas” – Chiuri afirmou que buscava um retorno à “emoção e ao desejo”, tendo como inspiração artistas como a Sagg Napoli e o espólio de Mirella Bentivoglio na coleção. Suas obras apareceram como motivos recorrentes no desfile de outono inverno 2026, que mesclava alfaiataria sinuosa com toques mais românticos, além de aplicações de pele de carneiro.


Max Mara

O termo "neomedievalismo" foi cunhado por Ian Griffiths para descrever sua coleção Outono/Inverno 2026. Uma das inspirações foi Matilde di Canossa, uma aristocrata medieval que, no século 9, se tornaria uma das figuras governantes mais importantes da época. Assim, ela se junta ao cânone de mulheres notáveis – ainda que frequentemente esquecidas – que inspiraram as coleções de Griffiths ao longo de suas quatro décadas na maison, inspirando aqui releituras contemporâneas de trajes medievais, desde vestidos com corte de tabardo e capuzes até botas de camurça planas no estilo Robin Hood. De fato, a camurça foi um fio condutor da coleção tátil – com mohair macio, cashmere e tecidos de dupla face, que foi apresentada em tons terrosos de camurça e camelo. O resultado foi uma coleção de "força, resiliência e estilo atemporal".


Prada

Miuccia Prada, codiretoria criativa com Raf Simons apresentou uma coleção multifacetada, assim como são as mulheres, mas, segundo ela, cheia de identidades dentro de si mesma. O problema é quando colocam todas essas facetas sobrepostas nas modelos, de uma só vez, e o visual se mistura tanto que fica impossível perceber cada uma delas. Como Simons disse, “em vez de apresentar 60 looks em 60 mulheres, quisemos apresentar 15 looks em 15 mulheres".

Gucci

A experiência de entrar em um museu foi a inspiração para o desfile da Gucci. Intitulado 'Gucci Primavera', o primeiro desfile de Demna para a marca foi uma coleção ousada que explorou arquétipos do glamour italiano no estilo sutilmente subversivo do estilista georgiano. A ideia de "silhueta" permeou toda a coleção: as peças foram desenhadas para delinear as linhas do corpo através de cortes impecáveis.


Ferragamo

Maximilian Davis teve como inspirações da coleção os bares clandestinos da década de 1920, "um lugar de libertação; um espaço onde as convenções de classe e identidade são subvertidas". No início dos anos 1920, Salvatore Ferragamo trabalhava como sapateiro em Hollywood para a crescente indústria cinematográfica, o que inspiraria a criação da maison em 1927. A paleta de cores suaves parecia "tingida pelo tempo". Camisolas, vestidos dourados reluzentes e estiletes sedutores capturaram o que Davis chamou de "elegância libertadora da época".

Dolce & Gabbana

A coleção da Dolce & Gabbana foi uma espécie de coletânea de grandes sucessos: renda, lingerie e silhuetas que valorizavam o corpo em uma paleta de preto característica da marca. Também havia alfaiataria impecável, em risca de giz ou com ombros largos e cintura marcada, remetendo à produção da maison do final dos anos 90. Segundo estilistas Domenico Dolce e Stefano Gabbana esta coleção é afirmação de identidade.

Bottega Veneta

Louise Trotter apresentou coleção inspirada pelo espírito de Milão, onde, sob a fachada "brutalista", ela identificou uma "sensualidade" oculta. Essa sensualidade se manifestou em uma série de texturas vibrantes. Pele de carneiro felpuda; um tecido de fios de seda puxados que dava a ilusão de pele ou penas; e o retorno da fibra de vidro elástica de sua estreia,em rosa vibrante e preto brilhante.

Giorgio Armani.

Silvana Armani, sobrinha de Giorgio Armani, estreou como estilista no início deste ano com continuidade do legado de seu tio. Alfaiataria descontraída com ombros largos; tons de cinza e azul; e referências ao vestuário oriental (jaquetas de veludo com corte quimono e detalhes em estilo obi). Havia uma leveza refrescante: as jaquetas foram confeccionadas sem enchimento, enquanto as silhuetas tinham um ar despojado. Silvana chamou de "uma nova perspectiva sobre o estilo Armani. É fluido, envolvente, perfeitamente imperfeito".


Roberto Cavalli

O desfile da Roberto Cavalli começou com impacto imediato. Blazer de couro de ombros marcados, calça ajustada do mesmo material e um sutiã de cristais. Poder, brilho e presença. Cada look se sustenta por si só. Rendas, couros, tules, saias plissadas, transparências e, claro, o animal print. É uma coleção que vai do sexy ao romântico, passa pelo casual, moderno e chega até um dramático urbano. Looks pretos dominaram, estampas florais em lilás e rosa explorando cortes e modelagens e estilos variados. Pouca inovação e entrega bem-feita.


Jil Sander

Simone Bellotti se inspirou no livro Café Lehmitz (1978), de Petersen Anders,o local reunia prostitutas, cafetões, travestis e delinquentes. A inspiração se traduz nas roupas de forma ora sutil, ora direta: um excesso de tecido em alguns vestidos, fendas nas costas de casacos, golas um pouco fora do lugar, babados laterais em calças e jaquetas levemente alongadas e com os ombros encolhidos. A busca pelo que não é perfeito traz ainda uma dose de sensualidade. Saias com talhos profundos nas laterais, tops que deixam grande parte do torso de fora e blazers usados só com meia-calça. O estilista joga com texturas, como tweeds e jacquards.


Diesel

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O cenário do desfile da Diesel consistia em cerca de 50 mil peças de memorabilia do arquivo da marca, uma cápsula do tempo dedicada a quase 50 anos de festas. O diretor-criativo Glenn Martens revisitou calças rasgadas da era grunge, reinterpretou cinturas altas dos anos 1970 e explorou lavagens desgastadas. Mas o denim não veio isolado, dialogou com regatas torcidas, casacos amassados e malhas com pences irregulares. Misturas de fibras sintéticas recicladas foram transformadas em um paletó e em casacos de corte clássico. Tricôs florais com atmosfera de brechó, camisetas e camisas de flanela surgiram transformados em conjuntos drapeados, com aparência despretensiosa e acabamento elaborado. 

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