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As coleções masculinas aparesentadas nas semanas de moda de Milão e de Paris para o outono inverno 2026 ditaram as tendências para o ano que se inicia. Alfaiataria descontraída ao estilo dos anos 70, o retorno ao estilo preppy e a proximidade dos Jogos Olímpicos de Inverno emergiram como temas-chave, à medida que os estilistas apostaram na tradição, na durabilidade e em roupas pensadas para o dia a dia.
Para que não sabe, estilo preppy é uma estética clássica e sofisticada, inspirada nos uniformes de escolas preparatórias de elite americana (Ivy League) e esportes como golfe, tênis e vela. Um visual clean e atemporal, composto por camisas polo, suéteres, blazers, calças chino, mocassins e tons neutros.
A Semana de Moda Masculina de Milão se consolida como um marco para a moda masculina global, ditando o ritmo da temporada. A edição outono inverno 2026, realizada no final de janeiro, mostrou como a moda italiana continua a ditar a moda para os homens.
Já Paris adotou uma abordagem de baixo risco em um mundo incerto. Os estilistas optaram por um estilo pragmático e atemporal. Esta edição foi mais comedida e conservadora.
Zegna Sob a direção artística de Alessandro Sartori, apresentou silhuetas descontraídas, mas precisas, alfaiataria em tweed, lã Shetland e gabardine de mohair em tons terrosos de marrom, cinza e preto, pontuados por azul safira e amarelo mostarda. Muita sobreposição: sobretudos estruturados com fechamento duplo minimalista, jaquetas de camurça com uma pegada anos 70 e looks em camadas. Luxo.
Prada A coleção definida como evolução. A camisa de executivo, a capa de chuva, o terno de abotoamento duplo foram esticados, distorcidos e sobrepostos em proporções inusitadas. Punhos de camisa extragrandes sob alfaiataria ajustada, capas de chuva com sobreposições vibrantes. A coleção equilibrou contenção e experimentação, reforçando o diálogo da Prada entre passado e futuro.
Giorgio Armani Foi o desfile mais emocionante da temporada, marcando a primeira coleção masculina desde o falecimento de Giorgio Armani. Foi a estreia solo de Leo Dell'Orco, diretor de estilo masculino. A coleção homenageou o fundador: smokings fluidos, trench coats oversized, ternos de seda sem gola, tecidos iridescentes e jaquetas de couro de corte suave, que remetiam ao acervo dos anos 80. Broches de cristal e texturas.
Ralph Lauren Coleção intimista, que abrangeu uniformes preppy, inspiração no estilo rancheiro americano, o glamour da velha Hollywood e jeans com um toque de sofisticação. Looks estilizados de forma eclética — chapéus de cowboy com smokings, jeans remendados com casacos formais — refletindo a ideia de Lauren sobre se vestir para “diferentes maneiras como os homens vivem”.
Dolce & Gabbana Intitulada "O Retrato do Homem", a coleção gerou controvérsia ao apresentar modelos brancos em quase 100 looks. Explorou a individualidade em conjuntos estilizados e combináveis: trench coats de pele sintética, ternos de lã em tons de cinza, calças retrô, robes de veludo, jeans desgastados e smokings acinturados com faixas que lembravam espartilhos.
Louis Vuitton A clássica dupla terno e gravata se destacou na passarela. Paleta de cores clássica: preto, cinza, bege e marrom, com alguns toques mais vibrantes, como o azul safira e roxo visto desde Dior até Vuitton, passando por Issey Miyake.
Os casacos oversized estão mais ajustados, ainda com um corte folgado, mas mais tradicionais. O estilista-chefe da Louis Vuitton, Pharrell Williams, escreveu que a coleção foi "projetada para perdurar em vez de expirar; é uma expressão atemporal.
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HERMÈS A última coleção de moda masculina de Véronique Nichanian para a marca. Após quase quatro décadas na maison, sua despedida foi marcada pela mesma sobriedade que definiu sua trajetória. A coleção apresentou peças para perdurar tanto material quanto esteticamente. Casacos de lã, jaquetas impermeáveis, elementos de smoking e peças de alfaiataria refinadas por meio de sutis alterações de proporção, textura e tonalidade. A inovação se revelou através do toque e do movimento, em vez do excesso.