Restos mortais de vencedor da Bola de Ouro voltarão ao país para despedida
Eleito melhor jogador do continente em 1980, o eterno "Cabeça de Ouro" marcou época nos gramados e deixa legado imortal para o esporte mundial
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Os restos mortais de Jean Manga Onguéné, um dos maiores nomes da história do futebol de Camarões, serão levados de volta ao país natal na próxima terça-feira (20/10), após a morte do ex-atacante em Paris, na França.
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Vencedor da Bola de Ouro Africana de 1980, o ídolo morreu em 6 de outubro, aos 80 anos, após enfrentar uma doença prolongada.
De acordo com um comunicado divulgado pela família, o corpo chegará ao Aeroporto Internacional de Yaoundé-Nsimalen, na capital camaronesa, às 17h30, em um voo da Air France, de número AF 988.
Após o desembarque, será realizada uma cerimônia religiosa no terminal do aeroporto. Em seguida, os restos mortais serão levados ao necrotério do Hospital Geral de Yaoundé.
Com a repatriação prevista para 20 de outubro, Camarões dará início a uma nova etapa das homenagens ao ídolo, cuja trajetória ficou marcada pelos títulos conquistados, pelo reconhecimento continental e pela contribuição ao crescimento da seleção nacional.
Quem foi Jean Manga Onguéné?
Conhecido pelo apelido de Cabeça de Ouro, Jean Manga Onguéné construiu praticamente toda a carreira profissional no Canon Sportif de Yaoundé, um dos clubes mais tradicionais do futebol camaronês. Ele defendeu a equipe entre 1966 e 1982 e se tornou um dos principais jogadores de sua geração.
O maior reconhecimento individual veio em 1980, quando foi eleito o melhor jogador africano do ano. Na mesma temporada, terminou como artilheiro da principal competição continental de clubes, com nove gols, e ajudou o Canon a conquistar mais um título africano.
Lesão impediu participação em Copa do Mundo
Pela seleção camaronesa, Onguéné também teve papel importante e chegou a exercer a função de capitão dos Leões Indomáveis. O ex-atacante disputou edições da Copa Africana de Nações e integrou uma geração que ajudou a consolidar o país entre as forças do futebol do continente.
Uma grave lesão no joelho, porém, impediu sua participação na Copa do Mundo de 1982, disputada na Espanha, a primeira da história de Camarões.
A morte do ex-atacante provocou manifestações de pesar da Federação Camaronesa de Futebol e do Ministério dos Esportes e da Educação Física. As instituições destacaram sua contribuição para o desenvolvimento do esporte e seu legado como uma das figuras mais importantes da história do futebol camaronês.
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