Copa do Mundo ‘perde valor’ com 48 seleções, afirma técnico de Gana
Carlos Queiroz criticou o formato da Copa do Mundo de 2026, após a derrota para a Croácia por 2 a 1, nesse sábado (27/6), pelo Grupo L
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Mesmo classificado às fases finais da Copa do Mundo, o técnico de Gana, o português Carlos Queiroz, criticou o novo formato do torneio. Em 2026, o Mundial passou a ser disputado por 48 seleções.
“Acredito que, com este número de seleções, o Mundial perde muito valor e importância. São tantas equipes se classificando que aquele aspecto de exclusividade acaba se perdendo”, disse o treinador após a derrota para a Croácia por 2 a 1, nesse sábado (27/6), pela terceira e última rodada do Grupo L.
Segundo ele, a mesma crítica se aplica aos torneios classificatórias para a Copa do Mundo. “Até mesmo as eliminatórias da Europa e da África começam a perder sentido e significado, porque são vagas demais.”
“Hoje em dia, o que manda é o dinheiro. Não se trata mais de futebol, mas de dinheirobol. Eu prefiro ver a Copa como um evento excepcional e importante, para o qual é preciso lutar para conseguir uma vaga.”
Carlos Queiroz, técnico de Gana, sobre novo formato da Copa do Mundo
Essa é a sexta Copa do Mundo do treinator. Ele também participou das edições de 2002, 2010, 2014, 2018 e 2022.
Maior Copa do Mundo da história
A edição de 2026 da Copa do Mundo é um evento de enorme magnitude. O torneio expandiu suas vagas de 32 para 48 seleções, aumentando, consequentemente o número de partidas. Neste ano, serão 104 jogos disputados em três países-sede: Estados Unidos, Canadá e México.
A Fifa introduziu uma fase adicional: os 16-avos de final. A entidade máxima do futebol projeta receitas superiores a US$ 11 bilhões (R$ 56,8 bilhões na cotação atual) para esta Copa do Mundo.
*Por AFP
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