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Empolgação da arquibancada ao vestiário: Noruega faz festa única na Copa com direito a remada viking

Sensação da Copa do Mundo, a Noruega está sintonizada com a torcida, e os noruegueses estaõ encantando os amantes do futebol desde a arquibancada ao vestiário

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Empolgação da arquibancada ao vestiário: Noruega faz festa única na Copa com direito a remada viking
Empolgação da arquibancada ao vestiário: Noruega faz festa única na Copa com direito a remada viking ('Remada viking', tradicional comemoração da Seleção Norueguesa)

Nova Jersey – A sensação da Copa do Mundo de 2026 ganhou este status pelo que faz dentro e fora de campo. Com 100% de aproveitamento após 28 anos fora das Copas do Mundo, a Noruega tem levado a empolgação generalizada da arquibancada diretamente ao vestiário, tendo protagonizado festas únicas no Mundial de 2026. E toda essa conexão demonstra ainda mais carisma por um gesto que viralizou: a remada viking.

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Mais de 80 mil pessoas foram ao MetLife Stadium na segunda-feira (23/6) para assistir à animada vitória da Noruega sobre Senegal por 3 a 2, pela segunda rodada da fase de grupos da Copa do Mundo de 2026. E o No Ataque também esteve e presenciou a principal festa de torcedores na atual edição da popular competição de futebol. Mesmo distantes do torneio desde 1998, eles conseguiram transformar a ansiedade em festa pela oportunidade em alto nível.

Esse era o meu sonho desde que eu nasci, iniciou Kristoffer, norueguês de 29 anos, na conversa com a reportagem sobre a oportunidade de estar assistindo ao jogo do país na Copa do Mundo. “Estavámos muito ansiosos. São 28 anos desde a última vez. Vinte e oito anos”, afimou Joachim Lambine, de 23. “A gente esperou muito por isso”, frisou Stian Vijen, de 22. É uma sensação incrível. Olhe para isso. É tão impressionante estar no estádio”, ressaltou Aksel Hagness, de 22 anos.

Esse é o clima. Fãs de futebol, os norugueses não perderam a chance de estar in loco em uma nova participação no torneio. A última vez havia sido na Copa da França em 1998, e esse tempo deixou alguns jovens sedentos.”Na última vez, nós não estávamos nem nascidos. Então, nós estávamos esperando isso desde o nosso nascimento. E agora, nós estamos aqui”, disse Stian. E a sensação ao andar pelas arquibancadas do MeLife Stadium era essa: celebração, gratidão e apoio. E isso não faltou.

Joachin Lambine, Stian Vijen, Jonathan Helland-Hansen e Aksel Hagness, torcedores da Seleção Norueguesa. Foto: Pedro Bueno/No Ataque

Apoio da Noruega nas arquibancadas

Em uma Copa do Mundo com preços tão altos dos ingressos e problemas para a aprovação dos vistos, os norugueses conseguiram ter vida fácil e dominaram as tribunas do MetLife Stadium. Os senegaleses, por exemplo, não puderam deixar o país de origem pela proibição política, ou seja, os que estiveram no estádio são residentes dos Estados Unidos. Consequentemente, o time africano teve bem menos apoiadores.

Por outro lado, além das facilidades de logística, a Noruega conta com a empolgação dos locais. A seleção matou a sede dos torcedores que almejavam esse retorno às grandes competições com a histórica classificação nas Eliminatórias, atropelando a Itália, tetracampeã mundial que ficou fora pela terceira vez consecutiva. A vaga na Copa não só coroou essa geração, mas como também encerrou o jejum de 26 anos sem participar de um torneio deste porte.

Após as idas às Copas do Mundo de 1994 e 1998 e a Eurocopa de 2000, a Noruega não ostentou boas safras e se frustrou diversas vezes nas Eliminatórias. Até que chegou a geração de Erling Haaland, Martin Odegaard e companhia. A classificação ao Mundial de 2026 foi o primeiro passo de um time que tem muito a entregar, e a torcida vive essa empolgação.

Em qualquer conversa com noruegueses que estão nos Estados Unidos, foi visto que a viagem desde o país nórdico foi definida imediatamente após a classificação. A decisão foi fácil. Quando nos classificamos, eu decidi e começamos a organizar tudo. Falei para organizarmos tudo porque nós iríamos, disse Kristoffer.

“Nós estamos tão animados por isso. Nós não fomos para o Euro, ou para a Copa do Mundo por muito, muito tempo. Então, nós estamos tão animados. Temos que ir com o Haaland, o Odegaard, todos os jogadores. Não houve discussão [sobre a viagem]”, afirmou Joachim Lambine.

E mesmo tendo conversado com somente uma dezena de torcedores, é possível notar que esse é o sentimento geral. Estão aproveitando a oportunidade e cantando como quase nenhuma outra seleção. Diante de Senegal, o apoio se fez presente em toda a partida e em diferentes momentos. De pé e de forma bem calorosa, diferenciando de qualquer estereótipo das torcidas frias dos países europeus. Eles estão nos Estados Unidos para pulsar. E conseguem.

A remada viking e a interação com os jogadores

Ainda nesta observação sobre os torcedores, é possível cravar que esse frisson dos torcedores tem motivado os atletas. A sintonia entre eles e a torcida já foi vista em diversos momentos no ciclo rumo à Copa do Mundo e vive o ápice com uma celebração que viralizou: a remada viking.

Por meio de uma coreografia que homenageia os antigos navios vikings, torcedores estão incendiando não só estádios, como também as ruas e até o parlamento norueguês, que resolveu entrar no clima e também protagonizou a celebração. O gesto de remo somado aos gritos sincronizados fazem uma comemoração que tem apoiado e chegado a diversas pessoas diferentes ao redor do Mundo. E os jogadores fizeram questão de comemorar desta forma.

Como venceram o Iraque na estreia por 4 a 1 e Senegal por 3 a 2 na segunda rodada, os norugueses se clasificaram ao mata-mata e já vivem a melhor campanha do país na história das Copas, até porque, antes de 2026, eram três edições disputadas e somente duas vitórias. Desta vez, são dois jogos e dois triunfos. Tudo isso se somou à festa da torcida e se transformou em uma remada viking ainda no campo do MetLife Stadium, minutos depois da vitória sobre os senegaleses, com o capitão Martin Odeegard no comando.

E a comemoração não parou no gramado. Quase uma hora após o fim do jogo, com os jornalistas na zona mista esperando a chegada de Erling Haaland, que foi eleito o melhor jogador em campo, era possível ouvir gritos e músicas tradicionais desde o vestiário. Eles estavam comemorando. Vivendo. Desfrutando de um momento único da história norueguesa. Só que eles podem mais e sabem disso. Prazer, essa é a sensação da Copa – em campo e na torcida.

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Jogadores da Noruega comandaram a remada viking no campo do MetLife Stadium. Foto: Buda Mendes/AFP

A notícia Empolgação da arquibancada ao vestiário: Noruega faz festa única na Copa com direito a remada viking foi publicada primeiro no No Ataque por Pedro Bueno - Enviado aos EUA

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