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Campeão mundial e diretor alemão faz pedido inusitado aos jogadores na Copa do Mundo

Völler disse que os atletas seguem livres, mas afirmou que o foco da equipe deve permanecer exclusivamente dentro das quatro linhas

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Campeão mundial e diretor alemão faz pedido inusitado aos jogadores na Copa do Mundo
Campeão mundial e diretor alemão faz pedido inusitado aos jogadores na Copa do Mundo (Voller na Copa de 2002)

A Alemanha quer evitar que a próxima Copa do Mundo seja marcada mais pelos debates extracampo do que pelo futebol, segundo o posicionamento de Rudi Völler, campeão mundial em 1990 e atual diretor de seleções da federação alemã. O dirigente pediu publicamente que os jogadores da seleção evitem manifestações políticas durante o Mundial de 2026, disputado nos Estados Unidos, Canadá e México.

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O dirigente falou sobre o tema nesta quarta-feira (27/5), no centro de treinamentos da Alemanha, na Baviera. Embora tenha ressaltado que os atletas seguem livres para se posicionar, Völler afirmou que o foco da equipe deve permanecer exclusivamente dentro das quatro linhas.

Se alguém quiser fazer isso, tem liberdade para fazê-lo antes do torneio. Mas se isso não aconteceu até agora, geralmente não deveria começar a acontecer agora

Rudi Völler, diretor esportivo da Alemanha

Alemanha tenta evitar repetição do cenário do Catar

A fala de Völler acontece em meio à preocupação da federação alemã com a repetição do ambiente vivido na Copa do Mundo de 2022, no Catar.

Naquele torneio, a Alemanha virou um dos principais centros das discussões políticas envolvendo a competição. Antes da estreia contra o Japão, os jogadores alemães fizeram uma foto oficial cobrindo a boca em protesto contra restrições impostas pela Fifa relacionadas a manifestações e símbolos políticos.

(foto: REUTERS/Molly Darlington)
(foto: REUTERS/Molly Darlington)

A imagem repercutiu mundialmente e dominou grande parte da cobertura da delegação alemã durante a competição. Dentro de campo, porém, a campanha terminou de forma frustrante: eliminação ainda na fase de grupos, repetindo o fracasso de 2018.

Para Völler, a seleção aprendeu com o episódio.

Todos os jogadores estão plenamente cientes da situação. Uma parte significativa do elenco atual também fazia parte da equipe que foi ao Catar há quatro anos, destacou.

Proibição ao ‘One Love’ foi alvo de protesto

Àquela altura, o goleiro Neuer entraria na partida usando uma braçadeira de capitão que aludia à diversidade e respeito mútuo, numa iniciativa denominada “One Love”, campanha surgida na Holanda em 2020, com cores que representam diferentes raças, origens, identidades de gênero e orientações sexuais.

(foto: Reprodução/One Love)
(foto: Reprodução/One Love)

A campanha, no entanto, foi vetada pelo Catar, organizador da Copa, que tem problemas relacionados aos direitos humanos, como no caso da postura acerca dos direitos das mulheres e de pessoas LGBTQIA+. O Código Penal do Catar, por exemplo, proíbe a homossexualidade.

O bandeirinha do jogo entre Alemanha e Japão naquela Copa chegou a “conferir” se o goleiro alemão não usava o símbolo de forma escondida.

(foto: INA FASSBENDER / AFP)
(foto: INA FASSBENDER / AFP)

‘Seria bom olharmos apenas para a Copa’

Apesar do pedido, Völler deixou claro que não existe qualquer proibição formal para os jogadores se manifestarem. O ex-atacante afirmou apenas acreditar que esporte e política devem caminhar separados durante a competição.

Seria bom se simplesmente olhássemos para a Copa do Mundo. Apesar de todas as circunstâncias desagradáveis que a cercam, devemos tentar jogar um futebol atraente e empolgar os torcedores, declarou.

O dirigente ainda afirmou que os temas políticos podem continuar sendo debatidos pela imprensa.

Vocês, da mídia, têm liberdade para fazer isso. Nós não estamos impondo nenhum código de silêncio, completou.

Quem é Rudi Völler?

Rudi Völler é um dos personagens mais históricos do futebol alemão. Como jogador, foi um dos grandes atacantes do futebol mundial nas décadas de 1980 e 1990.

Pela seleção da Alemanha, disputou 90 partidas e marcou 47 gols. Foi campeão mundial em 1990 e vice-campeão da Copa do Mundo de 1986.

Na final do Mundial da Itália, em 1990, foi justamente Völler quem sofreu o pênalti convertido pelo lateral Andreas Brehme na vitória por 1 a 0 sobre a Argentina de Diego Maradona.

Nos clubes, teve passagens marcantes por Werder Bremen-ALE, Roma-ITA e Olympique de Marseille-FRA. Na Itália, ganhou o apelido de Il tedesco volante (O alemão voador) por conta da velocidade e da intensidade em campo.

Depois da aposentadoria, também se destacou como treinador. Entre 2000 e 2004, comandou a seleção alemã e levou o país ao vice-campeonato da Copa do Mundo de 2002, perdida para o Brasil.

Oliver Kahn e Voller na Copa de 2002 - (foto:  ANTONIO SCORZA/AFP)
Oliver Kahn e Voller na Copa de 2002(foto: ANTONIO SCORZA/AFP)

Mais recentemente, tornou-se dirigente do Bayer Leverkusen e assumiu posteriormente o cargo de diretor de seleções da Alemanha, participando da reestruturação do futebol alemão após campanhas decepcionantes em Copas recentes.

Alemanha faz últimos testes antes da Copa

A seleção alemã encara a Finlândia neste domingo (31/5), em Mainz, no último amistoso em casa antes da Copa do Mundo de 2026.

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A notícia Campeão mundial e diretor alemão faz pedido inusitado aos jogadores na Copa do Mundo foi publicada primeiro no No Ataque por Vitor de Araújo

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