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Maldição da 9? Coincidência persegue atacantes da Alemanha em Copas; entenda

Völler disputou as Copas de 1990 e 1994, mas, desde então, todos os camisas 9 ficaram fora do Mundial seguinte

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Maldição da 9? Coincidência persegue atacantes da Alemanha em Copas; entenda
Maldição da 9? Coincidência persegue atacantes da Alemanha em Copas; entenda (Alemanha de 1990 foi a última a ter um camisa 9 (Rudi Voller) que jogou a Copa seguinte)

A convocação da seleção alemã para a Copa do Mundo de 2026, divulgada nesta quinta-feira (21/5), trouxe à tona uma coincidência curiosa da história recente do futebol mundial.

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Com a ausência do atacante Niclas Füllkrug na lista final, a Alemanha manteve uma sequência que já atravessa mais de 30 anos: desde os tempos do lendário Rudi Völler, nenhum camisa 9 alemão consegue disputar duas Copas do Mundo consecutivas.

A maldição começou justamente depois do tetracampeonato mundial de 1990. Völler disputou as Copas de 1990 e 1994, mas, desde então, todos os atacantes que herdaram a tradicional camisa 9 ficaram fora do Mundial seguinte.

A coincidência atravessou gerações, estilos de jogo, reformulações e diferentes fases da Alemanha, de campeã mundial a eliminações traumáticas.

Sequência histórica da ‘maldição’ da camisa 9 da Alemanha

  • 1994: Karl-Heinz Riedle, fora da Copa de 1998
  • 1998: Ulf Kirsten, fora da Copa de 2002
  • 2002: Carsten Jancker, fora da Copa de 2006
  • 2006: Mike Hanke, fora da Copa de 2010
  • 2010: Stefan Kiessling, fora da Copa de 2014
  • 2014: André Schürrle, fora da Copa de 2018
  • 2018: Timo Werner, fora da Copa de 2022
  • 2022: Niclas Füllkrug, fora da Copa de 2026

Agora, a grande pergunta passa a ser: quem herdará a camisa 9 da Alemanha tentando quebrar a sequência em 2030?

Karl-Heinz Riedle: campeão europeu e primeiro nome da sequência

A sequência começou com Karl-Heinz Riedle, um dos atacantes mais respeitados do futebol alemão nos anos 1990 e ídolo do Borussia Dortmund.

Na Copa do Mundo de 1994, disputada nos Estados Unidos, Riedle participou de seis partidas, marcou um gol diante da Coreia do Sul e ajudou a Alemanha a chegar às quartas de final.

Naquela época, a Alemanha ainda carregava a base campeã mundial de 1990 e era vista como uma das favoritas ao título. O time, porém, caiu diante da Bulgária de Stoichkov, numa das grandes zebras daquela Copa.

Riedle somou:

  • 6 jogos
  • 1 gol
  • 396 minutos em campo

Mesmo consolidado no futebol europeu, não voltou ao Mundial seguinte.

Após a aposentadoria, Karl-Heinz Riedle foi embaixador da final da Champions League de 2014, em Berlim - (foto: Pierre Albouy/REUTERS)
Após a aposentadoria, Karl-Heinz Riedle foi embaixador da final da Champions League de 2014, em Berlim(foto: Pierre Albouy/REUTERS)

Ulf Kirsten: ídolo do Bayer Leverkusen teve Copa apagada

Em 1998, a camisa 9 ficou com Ulf Kirsten, histórico goleador do Bayer Leverkusen. Apesar do prestígio no futebol alemão, Kirsten teve participação discreta na Copa da França. Atuou em apenas quatro jogos e somou somente 91 minutos em campo.

O atacante não marcou gols e viu a Alemanha ser eliminada pela Croácia nas quartas de final, em uma derrota pesada por 3 a 0. Aquela Copa simbolizou também o início da queda de uma geração alemã envelhecida e pouco renovada.

Ulf Kirsten na Champions League de 2002 - (foto: Frank Augstein/AFP)
Ulf Kirsten na Champions League de 2002(foto: Frank Augstein/AFP)

Carsten Jancker: centroavante da final contra o Brasil em 2002

Talvez um dos casos mais emblemáticos da lista seja o de Carsten Jancker.

Forte fisicamente e especialista no jogo aéreo, o atacante do Bayern de Munique começou a Copa de 2002 como titular absoluto da Alemanha.

Logo na estreia, marcou um gol na histórica goleada por 8 a 0 sobre a Arábia Saudita.

Aos poucos, porém, perdeu espaço durante o torneio. A Alemanha chegou à final da Copa, mas Jancker já havia deixado o time titular antes da decisão contra o Brasil de Ronaldo, Rivaldo e Ronaldinho.

Seus números:

  • 3 jogos
  • 1 gol
  • cerca de 120 minutos

Em 2006, disputada na própria Alemanha, já não fazia mais parte da seleção.

Carsten Jancker na Copa de 2002 - (foto: PHILIPPE HUGUEN/AFP)
Carsten Jancker na Copa de 2002(foto: PHILIPPE HUGUEN/AFP)

Mike Hanke: participação mínima na Copa disputada em casa

Na Copa de 2006, disputada em território alemão, Mike Hanke herdou a camisa 9. A participação, porém, foi quase simbólica.

O atacante entrou apenas na disputa de terceiro lugar contra Portugal, substituindo Lukas Podolski nos minutos finais da vitória alemã. Foram:

  • 1 jogo
  • 19 minutos
  • nenhum gol

A trajetória curta simbolizou também a transição ofensiva alemã naquela geração.

Hanke com Ballack e Schweinsteiger, na Copa de 2006 - (foto: REUTERS/Thomas Bohlen  )
Hanke com Ballack e Schweinsteiger, na Copa de 2006(foto: REUTERS/Thomas Bohlen )

Stefan Kiessling: artilheiro tem pouco espaço na nova Alemanha

Em 2010, a Alemanha iniciou uma revolução técnica e tática sob comando de Joachim Löw. A equipe passou a apostar em um futebol mais veloz, técnico e ofensivo, liderado por jovens como Mesut Özil, Thomas Müller e Sami Khedira.

O camisa 9 daquela Copa foi Stefan Kiessling, goleador do Bayer Leverkusen. Mesmo assim, teve poucos minutos:

  • 2 jogos
  • cerca de 22 minutos
  • nenhum gol

A Alemanha terminou a competição em terceiro lugar, demonstrando sinais da equipe que conquistaria o mundo quatro anos depois.

Stefan Kiessling no jogo contra o Uruguai, em 2010 - (foto:  CARL DE SOUZA/AFP)
Stefan Kiessling no jogo contra o Uruguai, em 2010(foto: CARL DE SOUZA/AFP)

André Schürrle: herói do 7 a 1 e da final da Copa de 2014

O caso de André Schürrle talvez seja o mais emblemático da sequência. Mesmo não sendo um centroavante clássico, ele utilizou a camisa 9 na campanha do tetracampeonato mundial no Brasil e teve papel absolutamente decisivo.

Schürrle foi um dos principais super reservas daquela Copa:

  • marcou três gols
  • participou diretamente do histórico 7 a 1 sobre o Brasil
  • deu a assistência para o gol do título de Mario Götze contra a Argentina

Os números impressionam:

  • 6 jogos
  • 3 gols
  • 1 assistência
  • participação em gol a cada 61 minutos

Mesmo campeão mundial e peça importante do título, Schürrle ficou fora da Copa de 2018. Poucos anos depois, encerrou precocemente a carreira profissional, alegando desgaste mental e emocional com o futebol.

André Schürrle em amistoso contra a Itália, em 2013 - (foto: Giuseppe Cacace)
André Schürrle em amistoso contra a Itália, em 2013(foto: Giuseppe Cacace)

Timo Werner: símbolo do fracasso alemão na Rússia

Na Copa de 2018, a Alemanha chegou à Rússia como atual campeã do mundo. A expectativa era enorme em torno de Timo Werner, atacante veloz revelado pelo RB Leipzig-ALE.

Werner, porém, simbolizou a enorme frustração alemã naquele Mundial. O atacante:

  • disputou 3 jogos
  • deu 1 assistência
  • não marcou gols
  • finalizou 6 vezes

A Alemanha acabou eliminada ainda na fase de grupos, algo que não acontecia desde 1938. Em 2022, Werner acabou fora da Copa por lesão.

Werner no jogo contra a Suécia, na Copa de 2018 - (foto: JONATHAN NACKSTRAND/AFP)
Werner no jogo contra a Suécia, na Copa de 2018 (foto: JONATHAN NACKSTRAND/AFP)

Niclas Füllkrug: ‘talismã’ em 2022 ficou fora de 2026

Na Copa do Catar, em 2022, Niclas Füllkrug apareceu como uma das poucas notícias positivas da Alemanha.

Centroavante clássico, forte fisicamente e decisivo vindo do banco, ele rapidamente caiu nas graças da torcida alemã. Mesmo atuando apenas 66 minutos no torneio, teve números expressivos:

  • 3 jogos
  • 2 gols
  • 1 assistência
  • 28,6% de conversão nas finalizações

Füllkrug marcou contra a Espanha e participou diretamente da vitória diante da Costa Rica. Ainda assim, ficou fora da convocação de 2026, mantendo viva a coincidência da camisa 9.

Niclas Füllkrug celebrando o gol contra a Espanha na Copa de 2022 - (foto: Kirill KUDRYAVTSEV / AFP)
Niclas Füllkrug celebrando o gol contra a Espanha na Copa de 2022(foto: Kirill KUDRYAVTSEV / AFP)

Convocados da Alemanha para a Copa de 2026

A lista final da Alemanha para a Copa do Mundo de 2026 traz somente o grandalhão Nick Woltemade, do Newcastle-ING, como centroavante, mas a numeração oficial ainda não foi divulgada.

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Goleiros

  • Oliver Baumann
  • Manuel Neuer
  • Alexander Nubel

Defensores

  • Waldemar Anton
  • Nathaniel Brown
  • Pascal Gross
  • Joshua Kimmich
  • Felix Nmecha
  • Aleksandar Pavlovic
  • David Raum
  • Antonio Rudiger
  • Nico Schlotterbeck
  • Angelo Stiller
  • Jonathan Tah
  • Malick Thiaw

Meias e atacantes

  • Nadiem Amiri
  • Maximilian Beier
  • Leon Goretzka
  • Kai Havertz
  • Lennart Karl
  • Jamie Leweling
  • Jamal Musiala
  • Leroy Sané
  • Deniz Undav
  • Florian Wirtz
  • Nick Woltemade

A notícia Maldição da 9? Coincidência persegue atacantes da Alemanha em Copas; entenda foi publicada primeiro no No Ataque por Vitor de Araújo

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