Filha de Maradona acusa equipe médica do pai de ‘absoluta e terrível manipulação’
Ícone do futebol argentino morreu aos 60 anos em 25 de novembro de 2020 devido a uma crise cardiorrespiratória e um edema pulmonar
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Uma das filhas de Diego Maradona disse nesta terça-feira (21), no julgamento na Argentina sobre a morte do astro do futebol em 2020, que “a manipulação” da equipe médica do pai “foi absoluta e horrível”.
Gianinna Maradona afirmou em uma audiência em San Isidro, ao norte de Buenos Aires, que ela e seus irmãos foram induzidos a aceitar uma internação domiciliar apresentada como “séria” e bem equipada, mas que na realidade não era adequada para atender seu pai, que se recuperava de uma cirurgia no cérebro quando faleceu.
“A manipulação foi absoluta e horrível”, disse. “Confiei nesses três seres, e a única coisa que fizeram foi nos manipular e deixar meu filho sem avô”, afirmou, ao se referir ao neurocirurgião Leopoldo Luque, à psiquiatra Agustina Cosachov e ao enfermeiro Carlos Díaz.
“Além do que conversavam conosco, eles tinham em paralelo outra estratégia”, apontou Gianinna, de 36 anos, depois que foram reproduzidos áudios de WhatsApp que integrantes da equipe médica de Maradona haviam trocado sobre como se proteger caso o ex-jogador sofresse uma fatalidade.
“Jamais imaginei que eles já estavam pensando que tinham que se proteger, jogar a bola para o paciente, me dá bastante raiva ouvir isso”, disse a filha do campeão mundial com a Argentina em 1986 em um depoimento que levou uma hora e meia antes do intervalo do meio-dia.
No início da audiência, a promotoria reproduziu mensagens que envolviam o neurocirurgião Luque, que pediu para depor imediatamente depois, como forma de resposta à prova apresentada pela acusação.
Novo julgamento
O novo julgamento pela morte do lendário jogador de futebol teve início no dia 14 após a anulação de um primeiro há um ano, no qual se descobriu que uma das juízas participava de um documentário clandestino sobre o processo.
É a terceira vez que Luque depõe desde que o julgamento começou, e ele deporá “todas as vezes que for necessário”, destacou Julio Rivas, um de seus advogados de defesa.
Além de Luque, Cosachov e Díaz, quatro acusados podem pegar até 25 anos de prisão por homicídio com dolo eventual, o que implica consciência de que suas ações podiam ocasionar a morte.
No segundo processo serão ouvidas cerca de 120 testemunhas.
Morte de Maradona
O ícone do futebol argentino morreu aos 60 anos em 25 de novembro de 2020 devido a uma crise cardiorrespiratória e um edema pulmonar em uma residência privada em Tigre, ao norte de Buenos Aires.
As defesas sustentam que ele faleceu por causas naturais. “Se há algo que ficou descartado é um plano criminoso doloso para matar Maradona. Quem continuar sustentando isso está sendo cruel com a família e com os réus”, disse Vadim Mischanchuk, advogado de Agustina Cosachov, à rádio Con Vos.
O processo em San Isidro contará com 30 audiências duas vezes por semana e deve ocorrer pelo menos até julho. Uma oitava enfermeira será julgada em outro processo.
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