Na década de 1950, Juscelino Kubitschek foi eleito presidente do Brasil, sendo idealizador e construtor de Brasília (DF). O “embrião” da capital federal foi a Pampulha, conforme atestou o arquiteto modernista Oscar Niemeyer (1907-2012), que trabalhou em ambos os projetos de reconhecimento internacional.
No último 17 de julho, o Conjunto Moderno da Pampulha – que saiu da prancheta de Niemeyer há mais de 80 anos, quando JK era prefeito de BH – completou uma década como Patrimônio Mundial e Paisagem Cultural, títulos conferidos pela Unesco (agência das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura),
Em quatro exposições em BH (ver programação na próxima página), retratos e documentos contam a trajetória do mineiro de Diamantina formado em medicina com especialização em urologia.
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Na capital mineira, Juscelino abriu um amplo consultório no Edifício Ibaté, na Rua São Paulo, no Centro, considerado o primeiro arranha-céu da cidade. O consultório integra a exposição do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG), no Prédio Verde, na Praça da Liberdade, sendo emprestado pelo Instituto Histórico e Geográfico de Pompéu, cidade da Região Centro-Oeste do estado.
Em agosto de 1960, o presidente JK observa uma maquete de Brasília ao lado do arquiteto Oscar Niemeyer
Depois, nomeado médico da Polícia Militar, JK seguiu para Passa Quatro, no Sul de Minas, a fim de atuar na Revolução de 1932, quando, então, conheceu Benedito Valadares (1892-1973), que seria governador de Minas de 1933 a 1945 e de quem foi chefe de gabinete.
Assim, houve o aceno da política ao jovem médico, formado em 1927 na Escola de Medicina (hoje Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais/UFMG), com posterior ida para Paris, França, a fim de se especializar em urologia.
Na Europa, para onde foi no início de 1930 e voltou no fim daquele ano, JK conheceu vários países, incluindo a República Tcheca, de onde vieram os seus antepassados. Seu aniversário de 28 anos foi comemorado em Praga. No ano seguinte, casou-se com dona Sarah Kubitschek (1908-1996), e o casal teve a filha Márcia (1943-2000) e adotou Maria Estela.
Em 22 de dezembro de 1952, um grande público acompanha o Circuito
TEMPORADA JK
Em reverência à memória do ex-prefeito de BH, ex-governador de Minas e ex-presidente do Brasil, há programação na capital e em Diamantina, com exposições, lançamento de livro, sessão solene e missa:
Em Belo Horizonte
• Hoje (22/8), das 10h às 12h, sessão solene em homenagem ao Presidente JK, na sede do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais (IHGMG), que fica na Rua Guajajaras, 1268, Bairro Santo Agostinho.
• Amanhã (23/8), às 10h, missa em sufrágio pelos 50 anos de falecimento de JK e de Geraldo Ribeiro, no Santuário Arquidiocesano São Francisco de Assis (Igrejinha da Pampulha), na Avenida Otacílio Negrão de Lima, 3000, na Pampulha. Celebração presidida pelo bispo auxiliar da Arquidiocese de BH, Dom Júlio César Gomes Moreira.
• Dia 1º de setembro, às 19h, recital de violão em homenagem a JK, com o violonista clássico Celso Farias, na sede do IHGMG. Entrada franca.
• Exposição JK e a Construção de Brasília: Documentos de um Projeto de Nação, na sede do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG). O Prédio Verde fica na Praça da Liberdade, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. Entrada gratuita. Até 4 de setembro, de segunda a sexta-feira, das 10h às 16h.
• Exposição Homenagem a JK: o idealizador da Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais, na Galeria Paulo Campos Guimarães, da Biblioteca que fica na Praça da Liberdade, 21. Até 30 de setembro, de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, e aos sábados das 8h às 12h.
• Exposição JK e a Construção de Brasília: Documentos de um Projeto de Nação, no Arquivo Público Mineiro (APM). Até 30 de setembro, com entrada gratuita. O APM fica na Avenida João Pinheiro, 372, no Circuito Liberdade. Aberta de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h. A mostra reúne documentos históricos sob a guarda do APM, relacionados à trajetória de JK e à construção de Brasília.
• Exposição Celebrar as ruas: 50 anos de Fiat e brasilidade na Casa Fiat de Cultura, na Casa Fiat de Cultura, na Praça da Liberdade, na Região Centro-Sul. Em cartaz até 11 de outubro. Um dos núcleos da mostra aborda o projeto desenvolvimentista liderado por JK, o qual impulsionou a industrialização brasileira e contribuiu para a consolidação do setor automobilístico como um dos pilares da modernização econômica. Entre as fotografias apresentadas, há uma da visita de JK à fábrica da Fiat, em Betim, em 1976 (foto), pouco antes de sua morte ocorrida em 22 de agosto aquele ano. Aberta de terça a sexta-feira, das 10h às 21h. Sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h. Não abre às segundas.
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Em Diamantina
• De 8 a 13 de setembro, haverá a tradicional Semana JK, com uma série de eventos, incluindo Vesperata. Informações: @vivadiamantina e @visitediamantina
