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10 experiências para incluir no roteiro de uma viagem a Marrocos ainda em 2

De medinas históricas às dunas do Saara, o país reúne cultura, gastronomia e paisagens para diferentes perfis de viajantes

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De acordo com Gabinete Nacional de Turismo do Marrocos (ONMT) o fluxo de turistas brasileiros rumo ao lugar cresceu 48% apenas nos primeiros meses de 2025. O território reúne medinas medievais, paisagens, incluindo montanhas nevadas e dunas do Saara, e uma gastronomia marcada por séculos de trocas entre culturas berberes, árabes e mediterrâneas.

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A visibilidade da região também tende a crescer com a Copa do Mundo de 2030, que vai ser realizada pelo país em conjunto com Portugal e Espanha. Para quem planeja uma viagem para Marrocos em 2026, veja a seguir um guia completo.

10 experiências marroquinas para conhecer

O roteiro alia vivências que ajudam a compreender os diferentes aspectos do país. Há opções para quem busca cultura, aventura, sabores ou momentos de descanso:

1. Medina de Marrakech

Cercada por muralhas que somam aproximadamente 19 quilômetros de extensão, a Medina de Marrakech é, antes de tudo, uma cidade dentro de outra. A entrada pelo Bab Agnaou, um de seus principais portões, leva a ruelas que se multiplicam, aromas variados e construções que preservam séculos de história.

Cada bairro segue uma lógica própria, com souks, mesquitas, fontes de água e fornos públicos, uma estrutura urbana medieval que permanece funcional até hoje. Acima de tudo isso, literalmente, ergue-se a Mesquita Koutoubia, cuja torre, de quase 70 metros, pode ser vista de vários pontos da cidade. Construída no século XII, ela funciona como referência geográfica e histórica para quem percorre a região.

Nas Tumbas Saadianas, descobertas apenas em 1917, estão os túmulos de cerca de 60 integrantes da dinastia Saadi dos séculos XVI e XVII. O mausoléu é marcado por mosaicos elaborados e foi selado pelo sultão Moulay Ismaïl.

O Souk Semmarine, próximo à Jemaa el-Fna, funciona como uma das artérias comerciais da Medina, com tapetes, cerâmicas e roupas tradicionais. Já o Souk El Attarine concentra especiarias, perfumes e lanternas de cobre trabalhadas à mão. As babouches, tradicionais chinelos marroquinos bordados, podem ser encontradas no Souk Smata.

A Praça Jemaa el-Fna, reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO desde 2008, muda de característica ao longo do dia. Durante a manhã e a tarde, o espaço reúne manifestações e atividades. Ao entardecer, barracas de comida começam a ocupar a praça, enquanto músicos e contadores de histórias atraem o público.

Uma dica para visitar a cidade é baixar mapas offline antes de entrar na Medina, já que é fácil se perder nas ruelas estreitas. Cartões raramente são aceitos em lojas menores, por isso é recomendável ter dinheiro em espécie. Além disso, roupas modestas são indicadas como forma de respeito à cultura local. Caso precise de orientação dentro, combine o valor do serviço com o guia antes de iniciar o passeio.

2. Cidade Azul de Chefchaouen

Entre os picos das montanhas do Rif, Chefchaouen chama atenção pelas ruas, escadarias e fachadas pintadas em diferentes tons de azul. Para chegar à cidade, o ônibus CTM parte de Fez, em uma viagem de aproximadamente quatro horas, por cerca de 85 MAD (€ 8), ou de Tânger, em cerca de duas horas, por aproximadamente 45 MAD.

A história por trás da coloração do local está associada à chegada de judeus expulsos pela Inquisição Espanhola. Segundo o relato apresentado, a comunidade chegou à região em 1492 e trouxe a tradição de pintar os edifícios de azul, uma cor relacionada ao céu e à presença divina. O hábito, inicialmente concentrado nas habitações judaicas, acabou sendo incorporado ao restante da medina. Existem outras explicações para a escolha da cor, como a ideia de que ela ajudaria a afastar mosquitos ou manter os imóveis mais frescos durante o verão.

Para frequentar os principais pontos fotográficos da cidade, a recomendação é começar pela manhã, horário que possui menos movimento. Os becos mais fotogênicos ficam na parte alta. A Praça Uta el-Hammam abriga a kasbah do século XV e a subida à torre oferece uma vista ampla do casario azul, com entrada de 60 MAD. Outra alternativa é caminhar por 30 a 40 minutos até a Mesquita Espanhola para acompanhar o pôr do sol e observar a medina de um ponto mais elevado.

Para quem deseja mais aventura, Chefchaouen também serve como ponto de partida para as trilhas nas montanhas do Rif. As Cascatas de Akchour ficam a aproximadamente 45 minutos de táxi coletivo, dentro do Parque Nacional de Talassemtane. O caminho acompanha o rio até as quedas d'água e a chamada Ponte de Deus, em um percurso que leva entre 45 e 90 minutos. O período indicado para visitação é de março a junho, quando o volume de água costuma ser maior.

Para hospedagem, o ideal é ficar dentro da própria medina, preferencialmente nas proximidades da Praça Uta el-Hammam, pois facilita o acesso às principais atrações. Há também casas de hóspedes familiares que oferecem quartos duplos com café da manhã incluído por € 30 a € 55, segundo valores de 2026. É recomendável reservar com antecedência devido à procura elevada.

3. Deserto do Saara

Acampar no maior deserto quente do mundo é uma das principais experiências associadas à viagem para Marrocos. O ponto de entrada para a região é em Merzouga, a pequena aldeia berbere fica a 35 quilômetros de Rissani e a cerca de 20 km da fronteira com a Argélia.

Para ver as dunas, Erg Chebbi concentra as maiores da região. Elas chegam a 350 metros de altura e se estendem por aproximadamente 50 quilômetros de comprimento e cinco de largura. A cerca de 560 km de Marrakech, o conjunto ganha tons alaranjados especialmente no nascer e no pôr do sol.

Os acampamentos de luxo oferecem camas king-size, banheiros privativos com chuveiro quente, ar-condicionado e aquecimento. A diária varia entre € 70 e € 100 por pessoa, com passeios, jantar e café da manhã incluídos, levando em consideração os preços de 2026.

Marrocos
Acampamento no Saara permite vivenciar a paisagem do deserto e passar a noite em meio às dunas Magnific

A programação começa entre 17h e 18h, com o deslocamento de dromedário até o acampamento. O trajeto dura entre 45 minutos e uma hora e os animais seguem em fila, acompanhados por um guia a pé. Quem preferir pode fazer o percurso de 4x4, sem custo adicional. Depois da chegada, os visitantes sobem uma duna para acompanhar o pôr do sol e às 20h30, é servido um jantar berbere de três tempos, com sopas tradicionais, tajines e frutas. A noite segue ao redor da fogueira, com música e dança berbere.

O período indicado para visitar o deserto é de outubro a abril, quando as temperaturas durante o dia ficam entre 20°C e 30°C. Entre dezembro e fevereiro, as noites podem registrar de 0°C a 5°C, tornando necessária uma camada extra de roupa. De junho a agosto, os termômetros podem ultrapassar 50°C.

4. Casablanca e a Mesquita Hassan II

Casablanca é a maior cidade do Marrocos e concentra 64% do volume financeiro do país. Banhada pelo Atlântico e marcada por décadas de influência europeia, ela combina construções modernas com referências da arquitetura e da cultura islâmica.

Nesse cenário está a Mesquita Hassan II, uma das maiores do mundo e um dos principais cartões-postais da cidade. Erguida entre 1986 e 1993 à beira do oceano, o interior comporta 25 mil fiéis, enquanto o pátio externo recebe outros 80 mil. O minarete tem 210 metros de altura, e um feixe de laser instalado no topo aponta na direção de Meca. A construção envolveu 12.500 artesãos e trabalhadores, sob orientação do arquiteto francês Michel Pinseau. Entre os recursos de engenharia estão teto retrátil, piso aquecido, resistência sísmica e portas elétricas.

As visitas guiadas acontecem de segunda a sábado, em diferentes idiomas, com duração entre 40 minutos e uma hora. O ingresso custa 12 euros e inclui a passagem pela sala de oração, salões de ablução e espaços decorados com mosaicos, arabescos e lustres. Para entrar, é necessário usar roupas que cubram os ombros e os joelhos.

Marrocos
Mesquita Hassan II é um dos principais cartões-postais de Casablanca e se destaca pela arquitetura monumental Magnific

Entre os demais pontos turísticos está o bairro de Anfa que preserva referências da arquitetura colonial francesa, com mansões e construções art déco do século XX. O Rick's Café, inspirado em filme homônimo, combina culinária local e internacional em um ambiente com referências cinematográficas.

Já o Mercado Central reúne frutos do mar e restaurantes que preparam os pratos no próprio local, ele é o lugar essencial para experimentar tajine de peixe. Entre as opções de estabelecimento estão o La Grande Table Marocaine, com pratos tradicionais de apresentação contemporânea, e o Le Firdaous, voltado à culinária marroquina.

5. Rabat

Reconhecida pela UNESCO como Patrimônio Mundial em 2012, Rabat combina a função administrativa de capital com áreas históricas e espaços de circulação mais tranquila. A cidade se destaca pela organização, segurança e uma tranquilidade pouco comum entre as grandes cidades marroquinas e fica a aproximadamente 1h20 de comboio do aeroporto de Casablanca, o que permite incluí-la em roteiros mais curtos.

Kasbah dos Oudayas, erguida na foz do rio Bou Regreg no século XII, possui ruelas com construções em azul e branco e guarda o cenário mais fotogênico da capital. Sua entrada acontece pela porta almóada de Bab Oudaïa, e dentro das muralhas ficam uma das mesquitas mais antigas da cidade, o Jardim Andaluz e o Café Maure, de onde é possível observar a cidade de Salé, do outro lado do rio, sendo sua entrada gratuita.

Já a Torre Hassan, outro ponto turístico, faz parte de um projeto iniciado no século XII pelo sultão Yacoub El Mansour. A construção foi interrompida após sua morte, em 1199, deixando um minarete de 44 metros e mais de 200 colunas truncadas. No mesmo espaço está o Mausoléu de Mohammed V, construído com mármore, zellige e teto de cedro dourado com visitação também gratuita.

Em Rabat está o palácio real, Dâr-al-Makhzen. Erguido em 1864 sobre as fundações de uma estrutura anterior, o complexo abriga ministérios, mesquitas, colégio e hipódromo privado, além de empregar cerca de 2 mil pessoas. Os edifícios, reconhecidos pelas telhas verdes, não são abertos à visitação pública.

Além disso, a medina da capital, além de ser menor e mais organizada, concentra atividades ligadas à vida cotidiana dos moradores. A Rua dos Cônsules possui lojas de tapetes, incluindo peças de produção local com denominação de origem própria.

6. Ksar de Aït Ben Haddou

Fundada em 757 e posicionada estrategicamente na antiga rota de caravanas entre o Saara e Marrakech, Aït Ben Haddou guarda um conjunto de fortalezas construídas em adobe que sobreviveu a séculos de comércio, conquista e abandono, tornando-se o ksar mais bem preservado de Marrocos e um dos melhores cenários fotografados do continente africano. A UNESCO concedeu ao local o título de Patrimônio Mundial em 1987, reconhecendo o conjunto como exemplo da arquitetura do sul do país.

Ksar é o nome dado a um agrupamento de edifícios de adobe protegidos por muralhas e torres de vigia. As construções documentam técnicas tradicionais de edificação em terra crua das regiões pré-saarianas. Dentro das muralhas, as casas apresentam diferentes dimensões e estilos, algumas com torres decoradas com motivos em tijolos de barro, símbolos de prestígio das famílias que as habitavam. O local não possui rede elétrica, durante a noite, as construções são iluminadas por velas e no decorrer do dia há a presença de luz que incide sobre a arquitetura da terra. Um dos pontos indicados para fotografar fica na margem oposta do rio Ounila.

Aït Ben Haddou também foi cenário de diversas produções cinematográficas. Lawrence da Arábia foi filmado no local em 1962, seguido por O Homem que Queria Ser Rei, em 1975; Jesus de Nazaré, em 1977; A Múmia, em 1999; Gladiador, em 2000; Alexandre, em 2004; Reino dos Céus, em 2005; e Príncipe da Pérsia, em 2010. Mais recentemente, Game of Thrones utilizou o ksar como cenário da cidade de Yunkai, na terceira temporada. E atualmente, guias locais conduxem visitantes pelos pontos utilizados nas gravações.

Para quem deseja sair de Aït Ben Haddou e ir para Marrakech a distância varia entre 180 e 190 km. O trajeto passa pelo Tizi n'Tichka, no Alto Atlas, e leva entre três horas e meia a quatro horas de carro. Tours organizados oferecem transporte com motorista. Para quem prefere transporte independente, a combinação de ônibus e táxi coletivo custa entre MAD 210 e MAD 300.

7. Hammam tradicional

O hammam é uma casa de banhos de vapor dividida em salas com temperaturas progressivas. Nos estabelecimentos públicos tradicionais, não há piscinas, eles possuem bancos de pedra, torneiras e baldes de água que formam a estrutura básica.

A palavra “hammam” tem origem anterior ao próprio Islã e vem do árabe sendo relacionada aos antigos banhos romanos, que foram incorporados e transformados ao longo dos séculos pelo mundo islâmico. Além da higiene, esses locais funcionam como espaços que integram semanalmente a rotina de muitos marroquinos.

Além disso, é comum separar os frequentadores por gênero, com turnos distintos, sendo recomendável levar toalha e chinelos próprios mantendo a roupa de banho durante o ritual. Fotografias não são apropriadas nesses espaços, e o silêncio ou tom de voz baixo faz parte da etiqueta.

O processo começa em uma sala aquecida para a aclimatação e segue para um ambiente mais quente, entre 45°C e 55°C, onde a pessoa permanece de 10 a 20 minutos. Sobre a pele aquecida, é aplicado o savon beldi, sabão preto marroquino feito com azeite e eucalipto. Depois, a luva kessa é utilizada em movimentos firmes para a esfoliação e o enxágue final pode ser precedido pela aplicação de argila rhassoul.

Em Marrakech, as casas de banho como o Les Bains d'Azahara, oferecem uma experiência mais intimista, enquanto o Hammam Essalama mantém uma proposta tradicional. Em Fez, o Royal Medina Spa é citado como uma alternativa de menor porte. Já em Chefchaouen, o Hammam Meslouhi preserva o formato de banho público.

A entrada de uma casa de banho de bairro custa entre 15 e 30 MAD, com gorjeta de 5 a 20 MAD para a keyyasa, profissional responsável pela esfoliação. Nos estabelecimentos voltados aos turistas, os pacotes completos variam entre € 15 e € 60.

Marrocos
O Hammam mais sofisticado oferece momentos de relaxamento e cuidados corporais durante a viagem Magnific

8. Tour gastronômico

A culinária marroquina desfruta influências berberes, árabes, mediterrâneas e francesas. A cozinha utiliza com frequência cominho, açafrão, gengibre, canela e cúrcuma para temperar carnes e peixes, além de ingredientes como limões em conserva e azeitonas.

Dentre os pratos típicos está o Ras el Hanout, uma mistura de especiarias que pode reunir cardamomo, noz-moscada e anis estrelado, entre outros ingredientes. A combinação varia conforme a receita.

Há também o Tagine, que recebe o nome da panela cônica de barro utilizada no preparo. O formato da tampa permite que o vapor condensado retorne ao fundo, contribuindo para o cozimento dos ingredientes em baixa temperatura. Entre as versões tradicionais estão frango com limões em conserva e azeitonas e cordeiro com ameixas secas e amêndoas.

Outras comidas como o cuscuz, de origem berbere, é tradicionalmente servido às sextas-feiras e a semolina, cozida no vapor, costuma acompanhar vegetais e diferentes cortes de carne.

Chá de menta marroquino, atay harmoniza chá verde gunpowder, hortelã fresca e açúcar. A bebida é servida de certa altura para formar espuma na superfície, conhecida como “coroa”. A bebida está associada à hospitalidade marroquina e costuma ser servido ao final das refeições.

Em relação aos restaurantes, Marrakech possui o Terrasse des Épices, local que oferece vista para a Mesquita Koutoubia e música ao vivo, já o Le Marocain, localizado no hotel La Mamounia, trabalha com pratos tradicionais. Em Fez, o Gayza Restaurant, no Riad Fès, apresenta um menu conduzido pela chef Lalla Abida, que combina técnicas francesas com referências da cozinha local.

9. Jardins de Marrakech

Entre medinas e mercados, os jardins históricos de Marrocos funcionam como espaços de pausa em meio ao movimento das cidades. A arquitetura islâmica divide espaço com diferentes espécies de plantas, áreas de sombra e sistemas de água.

O Jardim Majorelle, criado em 1931 pelo pintor francês Jacques Majorelle, reúne cerca de 3 mil espécies de plantas e seu espaço ficou conhecido pelo azul intenso utilizado nas paredes da vila Art Déco. Em 1980, Yves Saint Laurent e Pierre Bergé compraram a propriedade com o objetivo de preservá-la. Atualmente, o local recebe mais de 600 mil visitantes por ano e a entrada custa 70 dirhams, com a opção de ser 130 dirhams incluindo acesso aos museus. Seu funcionamento é diário, das 8h às 18h30.

Outro ponto turístico é o Jardim Secreto, que possui raízes na dinastia Saadiana do século XVI. Ele foi reaberto em 2016, após quatro anos de restauração e é dividido em duas áreas: o Jardim Exótico, que reúne mais de 3 mil espécies de diferentes continentes, e o Jardim Islâmico, dedicado a plantas mencionadas no Alcorão. A entrada custa 50 dirhams, porém há a alternativa de visitar também a vista panorâmica da medina no valor de 80 dirhams.

O Parque Jnan Sbil, localizado entre Fes Jdid e Fes el Bali, tem 7,5 hectares e foi concebido no século XIX pelo sultão Hassan I e aberto ao público em 1917. Uma renovação realizada entre 2006 e 2010 recuperou o espaço que agora dispõe de mais de 3 mil espécies distribuídas em áreas temáticas, como os jardins Andaluz, Mexicano e do Bambu, com entrada gratuita.

Dentre as alternativas de passeios, os oásis urbanos também fazem parte da organização tradicional das cidades. Água, sombra e vegetação ocupam papel central nesses espaços, que oferecem uma pausa em meio ao movimento das medinas.

10. Souks e mercados

As compras nos souks marroquinos estão ligadas a uma dinâmica própria de negociação. A troca entre vendedor e visitante faz parte da experiência comercial e também das relações sociais estabelecidas nesses mercados.

Fatah, guia com 45 anos de experiência em Fez, recomenda começar oferecendo cerca de 40% do preço inicial. Antes de negociar, a sugestão é cumprimentar o vendedor com “Salam alaykum”. O chá de menta também faz parte da hospitalidade local e pode ser oferecido durante a conversa. Outra dica é estabelecer um limite de gasto antes de entrar na loja. Se não houver acordo, o visitante pode agradecer e se afastar com tranquilidade, pois provavelmente o vendedor vai apresentar uma nova proposta. Carregar notas de 20 e 50 dirhams também facilita o pagamento.

Entre os produtos encontrados nos mercados estão artigos de couro, candeeiros tradicionais, conjuntos de chá, cerâmica pintada à mão e roupas tradicionais. As lanternas e peças de cobre são comercializadas no Souk El Attarine. Os Tapetes berberes feitos à mão custam entre 2 mil e 5 mil dirhams. Para verificar a autenticidade, uma das orientações apresentadas é observar os nós na parte traseira e as cores utilizadas na peça.

Para quem deseja comprar produtos cosméticos, o Ras el Hanout reúne até 30 especiarias diferentes em uma única mistura, sendo um dos souvenirs mais representativos da cozinha marroquina. O óleo de argan cosmético custa entre 250 e 300 dirhams por 100ml e a recomendação é adquiri-lo em cooperativas certificadas, que garantem procedência e qualidade do produto.

Dúvidas mais comuns

1. Qual é a melhor época para viajar para Marrocos em 2026?

O período indicado é entre outubro e abril, quando as temperaturas são mais agradáveis na maior parte dos destinos. No deserto do Saara, especificamente, as temperaturas durante o dia ficam entre 20°C e 30°C. Entre junho e agosto, os termômetros podem ultrapassar 50°C.

2. Quais são as atrações imperdíveis em Marrocos?

Entre as experiências apresentadas estão conhecer a Medina de Marrakech e a praça Jemaa el-Fna, visitar os curtumes históricos de Fez, conhecer Chefchaouen, acampar no deserto do Saara em Merzouga, visitar a Mesquita Hassan II, em Casablanca, e conhecer o Ksar de Aït Ben Haddou, Patrimônio Mundial da UNESCO.

3. Qual cidade marroquina é considerada a mais bonita?

Chefchaouen é frequentemente associada à imagem de uma das cidades mais fotogênicas de Marrocos. Conhecida como “Cidade Azul”, ela fica nas montanhas do Rif e reúne construções em diferentes tons de azul, além de ruelas e uma atmosfera mais tranquila.

4. Como funciona a negociação nos souks marroquinos?

A pechincha faz parte da cultura de compras em Marrocos. Uma das orientações apresentadas é começar oferecendo cerca de 40% do preço inicial, cumprimentar o vendedor com “Salam alaykum” e aceitar o chá de menta caso seja oferecido.

Se não houver acordo, o visitante pode se afastar educadamente. Em alguns casos, o vendedor pode fazer uma nova proposta.

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5. O que é um hammam tradicional e como funciona?

O hammam é uma casa de banhos de vapor com salas de diferentes temperaturas e faz parte de uma tradição antiga de Marrocos. O ritual inclui aclimatação em uma sala quente, aplicação do sabão preto marroquino, conhecido como savon beldi, esfoliação com a luva kessa e enxágue final.

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