Cuidado integrado

6 especialistas em saúde digestiva e metabólica com atuação em Goiânia

Obesidade, diabetes e doenças intestinais podem exigir atuação conjunta; veja médicos da capital goiana e entenda o papel de cada área

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O metabolismo e o aparelho digestivo podem adoecer simultaneamente, e os números brasileiros ajudam a dimensionar esse cenário. A pesquisa Vigitel, do Ministério da Saúde, aponta que cerca de um em cada quatro adultos do país vive com obesidade, enquanto mais de seis em cada dez estão acima do peso.

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Na diabetes, o Atlas da Federação Internacional de Diabetes coloca o Brasil entre os países com mais casos no mundo, com cerca de 16 milhões de adultos convivendo com a doença.

O que nem sempre fica evidente é que essas condições, acompanhadas no consultório do endocrinologista, podem se relacionar a problemas tratados pelo cirurgião do aparelho digestivo. O excesso de peso aumenta o risco de refluxo gastroesofágico, cálculos na vesícula, gordura no fígado e câncer colorretal, doenças que também fazem parte da atuação da cirurgia digestiva.

Duas especialidades, um mesmo paciente

A divisão de funções entre as áreas é clara. O endocrinologista acompanha as condições metabólicas, ou seja, ajusta o tratamento do diabético, conduz o processo de emagrecimento com estratégia e acompanhamento, trata doenças da tireoide e outros desequilíbrios hormonais relacionados ao peso.

Já o gastrocirurgião atua diante de consequências mecânicas e situações que podem exigir intervenção, como a inflamação da vesícula, o refluxo que não responde ao tratamento medicamentoso e tumores que demandam cirurgia.

Na prática, os caminhos se cruzam com frequência. Um paciente que perde peso com acompanhamento endocrinológico pode chegar ao centro cirúrgico com menor risco anestésico e melhores condições de cicatrização. No sentido inverso, quem passa por uma cirurgia de vesícula ou refluxo e não mantém o controle metabólico pode voltar a apresentar problemas relacionados a essas condições.

Por isso, médicos das duas áreas podem trabalhar de forma integrada, com troca de pacientes e informações clínicas. A atuação conjunta contribui para acompanhar diferentes etapas do tratamento.

Da consulta clínica ao centro cirúrgico

A vesícula ajuda a ilustrar como as duas áreas podem se relacionar. Estudos de prevalência apontam que os cálculos biliares atingem entre 10% e 15% dos adultos, com risco maior entre mulheres, pessoas acima do peso e quem emagreceu rapidamente.

Boa parte dos casos é silenciosa. Quando ocorre a crise de dor típica, no lado direito do abdome após refeições gordurosas, costuma haver indicação de colecistectomia por videolaparoscopia, procedimento descrito no conteúdo como de recuperação rápida.

 cirurgia digestiva
Médicos das duas áreas podem trabalhar de forma integrada, com troca de pacientes e informações clínicas magnific

O refluxo segue uma lógica semelhante. Estudos brasileiros estimam que cerca de 12% da população convive com sintomas frequentes de azia e regurgitação. A maioria dos casos é controlada com medicação e mudança de hábitos, incluindo a perda de peso conduzida no consultório do endocrinologista. Quando os sintomas persistem apesar do tratamento adequado, a fundoplicatura pode ser indicada. O procedimento reconstrói a válvula entre o esôfago e o estômago.

Há ainda um cenário de maior gravidade. O Instituto Nacional de Câncer estima cerca de 46 mil casos novos de câncer colorretal por ano no Brasil. Trata-se de um dos tumores mais frequentes em homens e mulheres, tendo obesidade e sedentarismo entre os fatores de risco conhecidos.

Quando detectado precocemente pela colonoscopia, exame que as sociedades médicas recomendam iniciar por volta dos 45 anos, apresenta altas taxas de cura. Nesses casos, a cirurgia com margens adequadas é parte central do tratamento.

Gordura no fígado: a doença silenciosa

Se há um diagnóstico que sintetiza a relação entre endocrinologia e cirurgia digestiva, é a esteatose hepática, caracterizada pelo acúmulo de gordura no fígado.A condição pode avançar sem sintomas e, em parte dos pacientes, evoluir para inflamação, fibrose e cirrose.

O tratamento de base é metabólico, envolvendo perda de peso, controle glicêmico e atividade física conduzidos pelo endocrinologista. Nos casos avançados ou diante de lesões hepáticas, pode ser necessária a avaliação do cirurgião do aparelho digestivo.

O problema costuma ser identificado em um ultrassom de rotina. Diante do diagnóstico, a orientação descrita no conteúdo é organizar o acompanhamento, com exames de sangue para avaliar o quadro, revisão do peso e da glicemia e assistência regular. Quando identificada e tratada precocemente, a condição pode ser revertida.

6 especialistas em Goiânia - Go

A relação abaixo reúne médicos com atuação na capital goiana. A seleção foi montada a partir de registros públicos, títulos informados em sociedades médicas e avaliações de pacientes em plataformas de agendamento. A ordem alterna as duas especialidades e não representa uma classificação.

1. Dr. Thiago Tredicci

Cirurgião geral e do aparelho digestivo formado pela Universidade Federal de Goiás (CRM-GO 12828, RQE 8168 e RQE 8626), com mais de 15 anos dedicados à cirurgia digestiva e mais de três mil cirurgias realizadas. Opera vesícula e refluxo por videolaparoscopia e conduz cirurgias oncológicas complexas de estômago, intestino, reto, esôfago, fígado e pâncreas, com atendimento nos principais hospitais de Goiânia - Go.

2. Dra. Camila Souza Farias

Endocrinologista e metabologista com formação pela UNIFESP, a Escola Paulista de Medicina (CRM-GO 20030, RQE 10153). Atende no Setor Marista e on-line, com prática baseada em evidências no tratamento do diabetes, das doenças da tireoide e dos distúrbios hormonais. Também conduz programas de emagrecimento em Goiânia - Go com monitorização contínua de glicose e avaliação da composição corporal por bioimpedância.

3. Dr. Rodolfo Bertoldo Ribeiro

Cirurgião do aparelho digestivo e coloproctologista (CRM-GO 4031, RQE 2545 e RQE 1548), formado pela UFG, com residência no Hospital do Servidor Público de São Paulo, especialização em endoscopia digestiva pelo Hospital das Clínicas da USP e estágio no St Mark's Hospital, em Londres. Atua em videolaparoscopia digestiva desde a chegada da técnica ao Brasil.

4. Dra. Raquel Siqueira

Endocrinologista com foco em tireoidologia intervencionista (CRM-GO 8578, RQE 4967 e RQE 5023). A área utiliza procedimentos guiados por imagem para diagnosticar e tratar nódulos e outras doenças da tireoide, acrescentando ao atendimento clínico uma frente de tratamento minimamente invasivo.

5. Dr. Manoel Lemes

Cirurgião do aparelho digestivo com habilitação em videocirurgia e cirurgia oncológica digestiva pelo Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva (RQE 1816 e RQE 219 em endoscopia), mestre pela PUC Goiás. Chefia o serviço de residência médica de Cirurgia Geral e do Aparelho Digestivo da Santa Casa de Misericórdia de Goiânia e responde pelo ambulatório de cirurgia de fígado da instituição.

6. Dr. Juarez Távora de Siqueira Júnior

Cirurgião do aparelho digestivo com atuação consolidada na capital e histórico de avaliações positivas de pacientes em diretórios médicos. Atende casos clínicos e cirúrgicos relacionados às doenças digestivas.

Como escolher os especialistas certos

A verificação segue caminho semelhante ao de outras áreas médicas. No portal do Conselho Federal de Medicina, o paciente pode conferir o CRM e os RQEs de cada profissional. No caso do gastrocirurgião, as qualificações podem estar registradas separadamente em cirurgia geral, cirurgia do aparelho digestivo ou endoscopia. Já o endocrinologista possui o título da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia.

O vínculo com hospitais de referência e serviços de residência médica também pode indicar experiência e atualização profissional.

Durante a consulta, duas perguntas ajudam a orientar a escolha: quantos procedimentos daquele tipo o cirurgião realiza por ano e como será a integração com as demais etapas do tratamento.

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Pessoas com obesidade, diabetes ou alterações nos exames do fígado podem se beneficiar do acompanhamento das duas áreas ao mesmo tempo, combinando o controle metabólico com a avaliação cirúrgica. É nessa integração entre diferentes frentes de atendimento que a assistência das condições metabólicas e digestivas pode ser conduzida de forma mais ampla.

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