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Turismo de aprendizado cresce e coloca o Reino Unido no radar brasileiro

Viagens curtas para cursos, eventos e qualificação impulsionam o turismo de aprendizado, e o Reino Unido se destaca entre os destinos mais procurados

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Viajar ao exterior em busca de aprendizado deixou de ser uma experiência restrita a intercâmbios longos ou a cursos universitários. Uma tendência que ganha força entre brasileiros é o chamado turismo de aprendizado: viagens mais curtas, combinando aulas de idioma, capacitação profissional, eventos culturais, feiras internacionais e experiências urbanas.

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O movimento acompanha a retomada das viagens internacionais. Em 2025, a demanda global por transporte aéreo cresceu 5,3% na comparação com o ano anterior, segundo a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA).

Em 2026, dados mais recentes confirmam que a demanda brasileira por viagens internacionais permanece forte. Segundo a VisitBritain, os viajantes do Brasil realizaram 9,9 milhões de viagens ao exterior em 2025, com um gasto total de US$ 20,54 bilhões.

No caso específico do Reino Unido, os números consolidados mais recentes mostram que o país recebeu 310 mil visitas de brasileiros, com um gasto total de 309 milhões de libras, o que indica que o destino segue relevante para o turismo, a educação e as experiências culturais.

Nesse cenário, o Reino Unido figura entre os destinos mais associados a cursos de inglês, qualificações profissionais, cultura e networking. Antes de organizar esse tipo de viagem, no entanto, é importante entender quando os brasileiros precisam de visto para o Reino Unido, já que turismo, estudo de curta duração, negócios e trabalho têm regras diferentes.

Viagens mais curtas, mas com propósito definido

A diferença entre o intercâmbio tradicional e o turismo de aprendizado está no formato. Em vez de passar seis meses ou um ano fora, muitos brasileiros optam por programas de duas a oito semanas, geralmente durante as férias, o recesso acadêmico ou os intervalos profissionais.

Essas viagens costumam incluir cursos intensivos de inglês, workshops, visitas técnicas, eventos setoriais, atividades culturais e roteiros personalizados. Para profissionais em transição de carreira, estudantes universitários e trabalhadores da economia digital, a experiência internacional passou a ser vista como um diferencial no currículo.

O Reino Unido se beneficia desse movimento ao reunir universidades reconhecidas, escolas de idiomas, museus, centros de inovação e eventos internacionais em cidades como Londres, Manchester, Edimburgo, Oxford e Cambridge.

Jovens brasileiros estão entre os públicos de maior interesse

O perfil dos visitantes brasileiros no Reino Unido ajuda a explicar essa tendência. Segundo dados do VisitBritain, o país recebeu 310 mil visitantes do Brasil em 2024, com um gasto total de 309 milhões de libras. O levantamento também mostra que 44% dos visitantes brasileiros tinham entre 16 e 34 anos, percentual superior à média geral dos mercados internacionais.

Essa faixa etária é justamente a mais conectada a experiências de formaçãoe de viagens com propósito. Muitos viajantes querem unir aprendizado, lazer e contato com outros profissionais do mercado.

Para moradores de Minas Gerais, o tema também dialoga com a busca por qualificação em áreas como tecnologia, saúde, engenharia, economia criativa, gastronomia e negócios. Belo Horizonte, por exemplo, tem um forte ecossistema universitário e de inovação, o que favorece o interesse por experiências internacionais de curta duração.

Reino Unido segue relevante na educação internacional

Apesar das mudanças recentes nas políticas migratórias britânicas, o Reino Unido continua entre os principais polos mundiais de educação internacional. O British Council apontou que o país registrou 697.365 estudantes internacionais no ensino superior em 2024/25, mesmo com uma queda de 5,9% em relação ao período anterior.

Esse dado mostra dois movimentos simultâneos: por um lado, o governo britânico busca controlar melhor os fluxos migratórios; por outro, a demanda global por educação no país permanece expressiva.

Quem pretende fazer cursos curtos precisa diferenciar as atividades permitidas em uma visita temporária das que exigem visto específico. A página oficial do governo britânico sobre Standard Visitor informa que visitantes podem realizar determinadas atividades por até seis meses, incluindo turismo, reuniões de negócios e alguns cursos, desde que respeitadas as condições previstas.

Documentação vira parte estratégica da viagem

O crescimento das viagens com finalidade educacional ou profissional exige um planejamento mais cuidadoso. Não basta escolher uma escola, comprar uma passagem e reservar hospedagem. O viajante precisa verificar se o objetivo da estadia se enquadra como visita, estudo de curta duração ou atividade que exige visto específico.

Além disso, o Reino Unido vem implementando a Electronic Travel Authorisation, conhecida como ETA, para determinados visitantes que não precisam de visto tradicional. Segundo o governo britânico, a autorização é vinculada digitalmente ao passaporte e deve ser obtida antes da viagem, quando aplicável.

A digitalização das fronteiras segue uma tendência internacional. Autorizações eletrônicas semelhantes já existem em países como os Estados Unidos e o Canadá, e a União Europeia prepara o ETIAS para viajantes isentos de visto que entrarão em países europeus nos próximos anos.

Turismo cultural também pesa na decisão

O turismo de aprendizado raramente se limita à sala de aula. Muitos brasileiros escolhem o Reino Unido pela possibilidade de combinar cursos com experiências culturais: museus gratuitos em Londres, visitas a universidades históricas, jogos de futebol, teatro, festivais e roteiros literários.

Essa combinação torna a viagem mais atrativa para famílias, estudantes e profissionais que buscam retorno educacional e cultural. A aprendizagem acontece tanto no curso formal quanto no uso cotidiano do idioma, no transporte público, nas visitas técnicas e no contato com pessoas de diferentes nacionalidades.

Para o setor de turismo, isso cria oportunidades para agências, escolas, plataformas de hospedagem, seguradoras e consultorias especializadas em mobilidade internacional.

Como evitar erros antes do embarque

Especialistas recomendam que o viajante elabore um checklist antes de fechar a viagem. O primeiro passo é definir com clareza o objetivo: lazer, curso rápido, reunião profissional, congresso, visita familiar ou uma combinação de atividades.

Depois, é necessário confirmar a validade do passaporte, verificar as regras de entrada, guardar comprovantes de hospedagem, de passagem de retorno e de pagamento. Também é importante verificar se o curso escolhido é compatível com o tipo de entrada permitido.

Outro cuidado envolve sites falsos e serviços não oficiais. Com a ampliação das autorizações digitais, golpes envolvendo páginas semelhantes às governamentais tornaram-se mais comuns. O ideal é sempre consultar fontes oficiais e desconfiar de promessas de aprovação garantida.

Uma tendência que deve continuar

A busca por viagens com propósito educacional deve permanecer em alta em 2026, impulsionada pela valorização de experiências internacionais, pelo crescimento do trabalho flexível e pela necessidade constante de qualificação.

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Para brasileiros interessados no Reino Unido, a oportunidade é clara: combinar aprendizado, cultura e desenvolvimento profissional. Mas o sucesso da experiência depende cada vez mais do planejamento documental, da atenção às regras migratórias e de informações atualizadas antes do embarque.

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