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Encontrou uma lesma no jardim ou dentro de casa? Entenda o que a presença desse animal pode revelar sobre o ambiente

Em muitas casas, quintais e jardins, a presença de lesmas chama a atenção e costuma gerar dúvidas. Entenda o que a presença desse molusco terrestre pode revelar sobre o ambiente.

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Em muitas casas, quintais e jardins, a presença de lesmas chama a atenção e costuma gerar dúvidas. Afinal, alguns moradores associam esses animais apenas a danos nas plantas, enquanto outros relacionam as lesmas a sinais de mudanças, renovação e conexão com a natureza. Entre interpretações populares e explicações científicas, a presença desses moluscos terrestres pode revelar muito sobre o ambiente. Em especial, sobre umidade, sombra, matéria orgânica e equilíbrio ecológico.

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As lesmas são moluscos gastrópodes que vivem em contato direto com o solo e dependem de umidade constante para sobreviver. Por não possuírem concha externa visível, perdem água com facilidade. Por isso, preferem locais sombreados, com vegetação densa, restos de folhas e solo rico em matéria orgânica. Assim, quando surgem em número maior em uma área, isso costuma indicar que aquele lugar oferece as condições físicas e biológicas ideais para o desenvolvimento desses animais.

Em muitas casas, quintais e jardins, a presença de lesmas chama a atenção e costuma gerar dúvidas. Afinal, alguns moradores associam esses animais apenas a danos nas plantas, enquanto outros relacionam as lesmas a sinais de mudanças, renovação e conexão com a natureza – depositphotos.com / MakroBetz

O que significa ter lesmas em casa, quintal ou jardim?

Do ponto de vista ambiental, encontrar lesmas em um jardim costuma indicar que há boa disponibilidade de matéria orgânica, umidade relativamente estável e abrigo contra sol direto. Esses fatores são típicos de ambientes mais maduros, com acúmulo de folhas, galhos, musgos e micro-organismos, onde o ciclo de decomposição está ativo. Por outro lado, em áreas muito secas, compactadas ou excessivamente limpas, esses animais raramente se estabelecem.

Na esfera simbólica e cultural, em diferentes tradições as lesmas são associadas a paciência, renovação e ritmo natural. O deslocamento lento costuma ser interpretado como um convite à observação do tempo da natureza, em contraste com a pressa das rotinas urbanas. Em algumas crenças, a presença de lesmas próximo à casa é vista como sinal de que processos internos ou familiares estão passando por transição gradual, pedindo mais calma e atenção aos detalhes do cotidiano.

Por que as lesmas gostam de ambientes úmidos e sombreados?

Do ponto de vista científico, a palavra-chave para entender o comportamento das lesmas é umidade. Como o corpo compõem-se em grande parte por água e é coberto por uma pele sensível, esses animais precisam evitar a desidratação. Assim, ambientes úmidos, sombreados e com boa cobertura de folhas reduzem a perda de água por evaporação e oferecem alimento abundante, especialmente restos vegetais em decomposição.

Esses moluscos também costumam ser mais ativos à noite, ao amanhecer ou após a chuva, quando o ar está mais fresco e úmido. Durante o dia, tendem a se esconder sob pedras, vasos, tábuas, entulhos ou camadas de folhas. Em jardins, é comum encontrar lesmas:

  • Entre folhas secas acumuladas;
  • Debaixo de vasos, telhas ou tábuas encostadas ao solo;
  • Em canteiros com irrigação frequente e pouca ventilação;
  • Junto a muros cobertos por trepadeiras ou musgos.

Quando aparecem dentro de casas, geralmente entram à procura de abrigo em épocas muito chuvosas ou quando há muita umidade próxima a ralos, lavanderias, cozinhas e áreas pouco ventiladas. Nesses casos, a presença das lesmas costuma indicar excesso de umidade, frestas no piso ou paredes e possíveis pontos de entrada ligados ao jardim ou ao quintal.

Qual o papel das lesmas no solo e no equilíbrio ecológico?

A presença de lesmas não significa, automaticamente, problema no jardim. Em muitos casos, indica que o solo está vivo e que o sistema de decomposição e reciclagem de nutrientes está em funcionamento. As lesmas atuam como decompositoras: alimentam-se de folhas mortas, partes de plantas em decomposição, fungos, algas e, em menor grau, de tecidos vegetais ainda saudáveis.

Ao consumir restos vegetais, esses animais ajudam a fragmentar o material orgânico, facilitando a ação de bactérias e fungos que transformam esses resíduos em nutrientes disponíveis para as raízes das plantas. De forma indireta, contribuem para:

  • Aeração do solo, ao se deslocarem entre a camada superficial;
  • Formação de húmus, resultado da decomposição da matéria orgânica;
  • Manutenção da umidade, graças à cobertura de folhas que preferem utilizar como abrigo.

Em ambientes equilibrados, predadores naturais como sapos, lagartos, aves, besouros e alguns tipos de aranhas ajudam a controlar a população de lesmas. Quando há diversidade de espécies no quintal ou jardim, a tendência é que esses moluscos façam parte da cadeia alimentar sem se tornarem um problema para as plantas cultivadas.

Quando a presença de lesmas vira sinal de alerta no jardim?

Apesar dos benefícios ecológicos, a presença de lesmas pode se tornar incômoda em hortas, canteiros ornamentais e vasos, especialmente quando os animais encontram grande quantidade de plantas tenras e pouca diversidade de predadores. Nesses casos, podem consumir partes de folhas, brotos e flores jovens, deixando furos irregulares e trilhas de muco brilhante, principalmente à noite.

De modo geral, a situação merece atenção quando:

  1. Há lesmas em grande quantidade, visíveis durante vários dias seguidos;
  2. Plantas recém-plantadas ou mudas começam a apresentar danos significativos;
  3. O solo permanece encharcado por longos períodos;
  4. Há acúmulo de entulho, tábuas, vasos e objetos que criam muitos esconderijos;
  5. Ambientes internos da casa mantêm cheiro de mofo e sensação constante de umidade.

Nesses contextos, a presença abundante de lesmas pode indicar excesso de umidade, drenagem deficiente do solo ou falta de manejo do jardim. O controle mais recomendado prioriza medidas físicas e ambientais, como:

  • Reorganizar o jardim, reduzindo esconderijos desnecessários;
  • Melhorar a drenagem, evitando encharcamento;
  • Retirar manualmente as lesmas em horários de maior atividade;
  • Instalar barreiras físicas em torno de canteiros mais sensíveis;
  • Estimular a presença de predadores naturais, preservando a biodiversidade local.
Apesar dos benefícios ecológicos, a presença de lesmas pode se tornar incômoda em hortas, canteiros ornamentais e vasos, especialmente quando os animais encontram grande quantidade de plantas tenras e pouca diversidade de predadores – depositphotos.com / geo-grafika

Quais mitos e curiosidades cercam a presença de lesmas?

Entre as crenças populares, circulam ideias variadas sobre lesmas. Uma delas é a de que esses animais seriam sujos por natureza ou transmissores inevitáveis de doenças. As evidências científicas indicam que, embora possam carregar micro-organismos presentes no ambiente, o risco para seres humanos em situações comuns de jardim é limitado, desde que haja higiene adequada, como lavar bem as mãos e os alimentos colhidos.

Outra crença muito difundida associa lesmas exclusivamente a azar ou mau presságio. Por outro lado, em algumas tradições espirituais e práticas de observação da natureza, esses animais são vistos como símbolos de renovação lenta, adaptação e respeito ao próprio ritmo. Em leituras mais contemporâneas, a aparição frequente de lesmas em um ambiente é interpretada como lembrete da importância do cuidado com o solo, da reciclagem de resíduos orgânicos e da atenção aos ciclos naturais.

Do ponto de vista biológico, algumas curiosidades chamam a atenção: lesmas produzem um muco que ajuda na locomoção e na proteção do corpo, deixando trilhas brilhantes sobre superfícies. Muitas espécies são hermafroditas, possuindo órgãos reprodutores masculinos e femininos, o que aumenta a capacidade de se adaptar a diferentes ambientes. Além disso, são sensíveis à luz intensa e preferem se orientar por cheiros e umidade, o que explica a presença constante em locais úmidos e protegidos.

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Ao observar lesmas em casas, quintais ou jardins, o cenário que se desenha é o de um ambiente em diálogo direto com os ciclos naturais. Em quantidades moderadas, esses moluscos indicam solo ativo, umidade razoável e presença de matéria orgânica em decomposição. Quando surgem em excesso ou em áreas internas com muita umidade, podem sinalizar necessidade de ajustes no manejo, ventilação ou drenagem. Entre crenças culturais e explicações ambientais, a presença das lesmas continua funcionando como espécie de indicador silencioso das condições do espaço em que se vive.

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