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Por que sentimos tontura ao levantar rápido? Entenda a relação entre pressão arterial, circulação e o que acontece no corpo nesse momento

Levantar da cama ou da cadeira e sentir o ambiente girar por alguns segundos é uma situação comum em diferentes faixas etárias. Entenda por que sentimos tontura ao levantar rapidamente.

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Levantar da cama ou da cadeira e sentir o ambiente girar por alguns segundos é uma situação comum em diferentes faixas etárias. Esse desequilíbrio rápido costuma estar ligado a alterações momentâneas da pressão arterial e da circulação sanguínea, e não necessariamente a um problema grave. Em muitos casos, o corpo se ajusta em poucos instantes, e a sensação desaparece sem deixar sinais duradouros.

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O fenômeno recebe o nome de hipotensão ortostática, termo usado para descrever a queda transitória da pressão ao mudar de posição, principalmente deitado ou sentado para em pé. Embora o nome pareça técnico, a ideia é simples. Afinal, ao se erguer rapidamente, o sangue tende a descer para as pernas, e o cérebro pode ficar, por alguns segundos, com menor suprimento. Assim, é nesse intervalo que surgem a tontura, a visão turva ou o escurecimento temporário.

Levantar da cama ou da cadeira e sentir o ambiente girar por alguns segundos é uma situação comum em diferentes faixas etárias – depositphotos.com / 9nong

Por que sentimos tontura ao levantar rápido? Entenda a relação com pressão arterial e circulação

Quando a pessoa está deitada, o sangue fica mais distribuído de forma homogênea pelo corpo. Ao se levantar de forma brusca, a gravidade faz com que uma parte considerável desse volume se concentre nas pernas e na região abdominal. Como consequência, a pressão arterial pode cair de maneira súbita, reduzindo o fluxo de sangue que chega ao cérebro por um curto período.

Em condições habituais, o organismo possui mecanismos automáticos para evitar essa queda acentuada. Receptores localizados em vasos sanguíneos e no coração identificam a mudança de posição e enviam sinais ao sistema nervoso. Em resposta, os vasos se contraem e os batimentos cardíacos aceleram um pouco, aumentando a pressão e garantindo que o cérebro volte a receber sangue suficiente. Quando essa compensação é lenta ou insuficiente, a tontura aparece.

Como o corpo se ajusta e por que esse mecanismo falha em algumas pessoas?

O ajuste da circulação ao se levantar depende de uma série de respostas coordenadas, chamadas de reflexos autonômicos. Esses reflexos envolvem:

  • Contração rápida dos vasos das pernas, para evitar o acúmulo de sangue;
  • Aumento discreto da frequência cardíaca, para bombear mais sangue em menos tempo;
  • Redistribuição do fluxo sanguíneo para órgãos vitais, como cérebro e coração.

Quando tudo funciona de forma adequada, a pessoa pode levantar rápido sem sentir qualquer desconforto. Porém, certos fatores tornam esse sistema de compensação mais lento ou menos eficiente. Entre os mais frequentes estão a desidratação, o uso de medicamentos que reduzem a pressão, o envelhecimento do sistema cardiovascular, o jejum prolongado e alguns problemas circulatórios ou neurológicos que alteram o controle da pressão.

Quais fatores aumentam a chance de tontura ao levantar?

A hipotensão ortostática pode ocorrer em qualquer pessoa, mas alguns grupos têm maior tendência a apresentar episódios repetidos. Entre as principais condições relacionadas, especialistas destacam:

  • Desidratação: perda de líquidos por calor intenso, atividade física ou diarreias reduz o volume de sangue circulante, facilitando a queda da pressão ao levantar.
  • Medicamentos: remédios para pressão alta, diuréticos, alguns antidepressivos e fármacos para doenças neurológicas podem favorecer a hipotensão postural.
  • Envelhecimento: com o passar dos anos, os vasos ficam menos elásticos e os reflexos que controlam a pressão podem se tornar mais lentos.
  • Jejum prolongado ou alimentação insuficiente: longos períodos sem comer, associados a baixa ingestão de água, contribuem para a queda de pressão.
  • Doenças cardíacas e circulatórias: alterações no coração ou nas artérias podem dificultar a resposta rápida necessária ao se erguer.
  • Distúrbios do sistema nervoso autônomo: algumas doenças, como certos tipos de neuropatia, prejudicam o controle automático da pressão arterial.

Quando a tontura ao levantar é considerada normal e quando merece atenção?

Um episódio isolado de tontura ao levantar rápido, especialmente em dias muito quentes, após esforço físico intenso ou em situação de pouca hidratação, costuma ser visto como algo pontual e benigno. Em geral, a sensação dura poucos segundos, melhora ao permanecer parado ou sentar novamente e não se acompanha de outros sintomas relevantes.

O sinal de alerta aparece quando a tontura é frequente, surge com movimentos simples do dia a dia ou vem associada a manifestações como desmaios, palpitações, dor no peito, falta de ar, fraqueza intensa ou dificuldade para falar e movimentar um lado do corpo. Nesses cenários, médicos recomendam avaliação especializada para afastar problemas cardíacos, neurológicos, anemia, distúrbios hormonais ou alterações importantes da pressão arterial.

Quais exames podem ser solicitados para investigar a hipotensão ortostática?

Na rotina dos consultórios, a investigação costuma começar com uma medição da pressão arterial em diferentes posições. O profissional mede a pressão com a pessoa deitada ou sentada e repete a aferição logo após se levantar, observando a variação entre os valores. Uma queda significativa em pouco tempo indica a presença de hipotensão ortostática.

Dependendo da história clínica e dos sintomas associados, podem ser solicitados:

  1. Exames de sangue para avaliar anemia, níveis de glicose, eletrólitos e função hormonal;
  2. Eletrocardiograma e ecocardiograma, quando há suspeita de doença cardíaca;
  3. Monitorização ambulatorial da pressão arterial, que registra as variações ao longo de 24 horas;
  4. Teste de inclinação (tilt test), indicado em alguns casos para estudar a resposta da pressão e da frequência cardíaca a mudanças de posição.

A equipe de saúde leva em conta ainda o uso de medicamentos, o histórico familiar, a presença de outras doenças e o estilo de vida para definir a necessidade e a sequência dos exames.

Um episódio isolado de tontura ao levantar rápido, especialmente em dias muito quentes, após esforço físico intenso ou em situação de pouca hidratação, costuma ser visto como algo pontual e benigno – depositphotos.com / 9nong

Que cuidados podem ajudar a prevenir a tontura ao se levantar rápido?

Algumas orientações simples reduzem a chance de queda brusca da pressão ao mudar de posição, sobretudo em pessoas com maior predisposição. Entre as medidas mais citadas por profissionais de saúde estão:

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  • Levantar de forma gradual: antes de ficar em pé, sentar-se na beira da cama por alguns segundos, movimentar as pernas e só depois erguer o corpo;
  • Hidratar-se adequadamente: manter boa ingestão de água ao longo do dia, salvo restrições específicas orientadas por médico;
  • Evitar longos períodos em jejum: fazer refeições regulares, com atenção especial ao café da manhã;
  • Reduzir o consumo excessivo de álcool, que pode favorecer desidratação e instabilidade da pressão;
  • Conversar com o médico sobre medicamentos em uso, principalmente em caso de remédios para pressão alta ou diuréticos;
  • Usar meias de compressão quando indicado, para diminuir o acúmulo de sangue nas pernas;
  • Praticar atividade física orientada, que contribui para o fortalecimento cardiovascular e melhora da circulação.

Em geral, entender por que a tontura ao levantar rápido acontece e reconhecer os fatores que a favorecem ajuda a adotar hábitos mais seguros no dia a dia. Quando os episódios são repetidos, intensos ou associados a outros sinais, a recomendação é buscar avaliação médica para investigar a causa e definir o acompanhamento mais adequado, reduzindo riscos e garantindo maior segurança nas mudanças de posição.

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