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Entenda o que é diabetes, quais são os principais sinais de alerta e por que os casos da doença crescem no mundo inteiro

Diabetes é uma condição crônica que altera a forma como o corpo utiliza a glicose, principal fonte de energia para as células. Saiba o que é a diabetes, os principais sinais de alerta e por que os casos da doença crescem no mundo inteiro.

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Diabetes é uma condição crônica que altera a forma como o corpo utiliza a glicose, principal fonte de energia para as células. O aumento constante dos casos no Brasil e no mundo tem chamado a atenção de profissionais de saúde, que destacam a importância do diagnóstico precoce e do controle adequado. Apesar de muito conhecida, a doença ainda é cercada por dúvidas e, muitas vezes, seus sinais iniciais passam despercebidos no dia a dia.

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Entre os sintomas que podem indicar diabetes, alguns se destacam por serem comuns e facilmente atribuídos à rotina cansativa. São eles: sede intensa, vontade de urinar várias vezes ao dia, cansaço sem explicação, perda de peso sem dieta e visão embaçada recorrente. Assim, quando esses sinais se repetem, especialistas orientam que a pessoa procure avaliação médica. Afinal, o diagnóstico precoce reduz o risco de complicações graves e melhora a qualidade de vida.

O aumento constante dos casos de diabetes no Brasil e no mundo tem chamado a atenção de profissionais de saúde, que destacam a importância do diagnóstico precoce e do controle adequado – depositphotos.com / imagepointfr

O que é diabetes e quais são seus tipos principais?

A palavra-chave central neste tema é diabetes, termo que engloba um grupo de doenças caracterizadas pela elevação da glicose no sangue. De forma geral, o problema ocorre quando o organismo produz pouca insulina, não a utiliza corretamente ou apresenta uma combinação dos dois fatores. A insulina é o hormônio responsável por permitir a entrada da glicose nas células, e, quando não atua como deveria, o açúcar se acumula na corrente sanguínea.

Os três tipos mais conhecidos são o diabetes tipo 1, o diabetes tipo 2 e o diabetes gestacional. O tipo 1 costuma surgir na infância, adolescência ou início da vida adulta e liga-se a um processo autoimune, no qual o próprio organismo passa a atacar as células do pâncreas que produzem insulina. Por sua vez, o tipo 2 é o mais frequente e costuma aparecer após os 30 ou 40 anos, embora esteja cada vez mais presente em pessoas mais jovens. Em especial, em contextos de obesidade e sedentarismo. Por fim, o diabetes gestacional aparece durante a gravidez e, na maioria dos casos, desaparece após o parto, mas aumenta o risco de desenvolver diabetes tipo 2 no futuro.

Quais são as causas, fatores de risco e sinais muitas vezes ignorados?

As causas do diabetes tipo 1 envolvem principalmente componentes genéticos e imunológicos, sem relação direta com hábitos de vida. Entretanto, no diabetes tipo 2 os fatores de risco principais incluem excesso de peso, circunferência abdominal aumentada, alimentação rica em ultraprocessados, sedentarismo, tabagismo, hipertensão, colesterol elevado e histórico familiar de diabetes. No caso do diabetes gestacional, fatores como idade materna avançada, sobrepeso antes da gestação e antecedentes da doença em gestações anteriores também desempenham papel relevante.

Alguns sintomas chamam atenção por serem facilmente negligenciados. Entre eles estão:

  • Sede excessiva e boca seca durante grande parte do dia;
  • Urinar muitas vezes, inclusive acordando à noite para ir ao banheiro;
  • Cansaço constante, sensação de falta de energia mesmo após descanso;
  • Perda de peso involuntária, sem mudanças na dieta ou aumento de atividade física;
  • Visão embaçada ou flutuações na visão ao longo do dia;
  • Infecções de repetição, como infecções urinárias e de pele;
  • Feridas que demoram mais tempo para cicatrizar.

Quando esses sinais aparecem em conjunto, a recomendação é buscar atendimento para avaliação da glicemia e de outros marcadores, evitando o avanço silencioso da doença.

Como é feito o diagnóstico e quais são os tratamentos disponíveis?

O diagnóstico do diabetes mellitus é realizado por meio de exames de sangue que medem os níveis de glicose. Entre os principais testes estão a glicemia em jejum, o teste de tolerância à glicose (conhecido como curva glicêmica) e a hemoglobina glicada, que mostra a média da glicose nos últimos dois a três meses. Em alguns casos, exames adicionais são solicitados para avaliar o funcionamento de órgãos como rins, olhos e coração, já que o excesso de açúcar no sangue, ao longo do tempo, pode afetar esses sistemas.

O tratamento varia conforme o tipo de diabetes. Em linhas gerais, o manejo pode incluir:

  1. Insulina: fundamental em todos os casos de diabetes tipo 1 e indicada em parte dos casos de tipo 2 e de diabetes gestacional;
  2. Medicamentos orais: usados principalmente no diabetes tipo 2 para melhorar a ação da insulina ou reduzir a produção de glicose pelo fígado;
  3. Plano alimentar equilibrado: com orientação para distribuição adequada de carboidratos, proteínas e gorduras ao longo do dia;
  4. Atividade física regular: caminhadas, musculação leve ou outras práticas, ajustadas à condição de saúde de cada pessoa;
  5. Monitoramento da glicose: medição diária ou periódica, conforme orientação médica.

Nos últimos anos, a tecnologia trouxe recursos como medidores contínuos de glicose, sensores que ficam aderidos à pele e bombas de insulina, que permitem controle mais preciso e reduzem a necessidade de múltiplas picadas no dedo. Esses avanços têm facilitado o dia a dia de quem convive com o diabetes e contribuído para um acompanhamento mais próximo dos níveis de glicose.

Quais são as complicações e o impacto do diabetes na qualidade de vida?

Quando o diabetes permanece descontrolado por longos períodos, o excesso de glicose pode danificar vasos sanguíneos e nervos, aumentando o risco de problemas cardiovasculares, como infarto e derrame, além de afetar órgãos como rins, olhos e pés. Entre as complicações mais conhecidas estão a retinopatia diabética, que pode levar à perda de visão, a nefropatia diabética, que compromete a função renal, e a neuropatia, associada a dor, formigamentos e perda de sensibilidade, especialmente nos membros inferiores.

Essas alterações repercutem diretamente na qualidade de vida, interferindo em rotinas de trabalho, lazer e autocuidado. Em casos mais graves, podem ocorrer úlceras nos pés com dificuldade de cicatrização, aumentando o risco de amputações. Por esse motivo, o acompanhamento multidisciplinar, envolvendo médicos, nutricionistas, enfermeiros e outros profissionais, é considerado uma das estratégias mais eficientes para manter o diabetes sob controle e reduzir a chance de complicações.

Os três tipos mais conhecidos são o diabetes tipo 1, o diabetes tipo 2 e o diabetes gestacional – depositphotos.com / imagepointfr

É possível prevenir o diabetes tipo 2 e reduzir riscos?

Embora não exista forma conhecida de prevenir o diabetes tipo 1, há evidências consistentes de que grande parte dos casos de diabetes tipo 2 pode ser evitada ou adiada com mudanças de hábitos. Entre as principais medidas de prevenção estão a manutenção de peso adequado, a prática de atividades físicas regulares e a adoção de uma alimentação mais equilibrada, com menor consumo de açúcares simples, gorduras saturadas e produtos ultraprocessados.

Algumas estratégias importantes incluem:

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  • Priorizar alimentos frescos, como frutas, verduras, legumes e grãos integrais;
  • Reduzir o consumo de refrigerantes, doces e lanches industrializados;
  • Reservar tempo para atividades físicas em pelo menos cinco dias da semana;
  • Evitar o tabagismo e moderar o consumo de bebidas alcoólicas;
  • Realizar check-ups periódicos, especialmente em pessoas com histórico familiar de diabetes ou outros fatores de risco.

Com o crescimento global dos casos e o envelhecimento da população, a conscientização sobre o diabetes ganha relevância nas políticas de saúde pública. Informações claras sobre sintomas, fatores de risco, formas de diagnóstico e opções de tratamento ajudam na identificação precoce da doença e no estímulo a um estilo de vida mais saudável, o que pode reduzir o impacto do diabetes na sociedade e no sistema de saúde nos próximos anos.

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