Economia

Tesouro Reserva: o novo investimento do Tesouro Direto que quer substituir a poupança

O governo lançou em 11 de maio o Tesouro Reserva, que se destina a quem já tem o hábito de poupar, mas costuma deixar recursos parados na conta ou na poupança. Saiba mais!

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Em um cenário em que muitos brasileiros ainda associam investimento a algo distante da rotina, o Tesouro Reserva surge como uma tentativa de simplificar essa relação com o dinheiro guardado. O título, que o governo lançou em 11 de maio, destina-se a quem já tem o hábito de poupar, mas costuma deixar os recursos parados na conta ou na poupança. Assim, a proposta é permitir que se aplique pequenas quantias com segurança, mantendo acesso rápido ao saldo e remuneração que se liga à taxa básica de juros.

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Esse novo modelo de aplicação nasce em meio a um esforço mais amplo de educação financeira. Afinal, pesquisas recentes mostram que uma parcela relevante da população consegue separar parte da renda, porém poucos transformam esse valor em investimento formal. Em muitos casos, o receio de perder dinheiro, a falta de familiaridade com produtos financeiros e a impressão de que investir é coisa de rico acabam travando o próximo passo. Portanto, o Tesouro Reserva promete dialogar com esse público, priorizando simplicidade e linguagem próxima da rotina bancária.

m muitos casos, o receio de perder dinheiro, a falta de familiaridade com produtos financeiros e a impressão de que investir é coisa de rico acabam travando o próximo passo – depositphotos.com / rafapress

O que é o Tesouro Reserva, na prática?

O Tesouro Reserva é um título público de renda fixa que o governo federal emite. Na prática, quem aplica está emprestando recursos ao Tesouro Nacional e recebendo juros em troca. Porém, diferentemente de outros papéis que podem oscilar de preço conforme o humor do mercado, esse título visa evitar sustos no extrato. Afinal, o saldo cresce de forma contínua, sem quedas diárias decorrentes de marcação a mercado.

Seu foco principal é a reserva financeira de curto prazo. Ou seja, isso inclui desde o colchão para emergências até o dinheiro que precisa ficar parado por algumas semanas ou meses antes de ser usado, como o valor de um imposto anual, de uma matrícula escolar ou de uma viagem planejada. Em vez de permanecer sem rendimento na conta corrente ou sujeito a regras menos vantajosas de remuneração, esse dinheiro pode ficar aplicado no título, com possibilidade de resgate rápido.

Como funciona o rendimento do Tesouro Reserva?

A palavra-chave da rentabilidade do Tesouro Reserva é Selic. Afinal, o título acompanha 100% da taxa básica de juros da economia brasileira. Ou seja, isso significa que seus ganhos variam de acordo com as decisões do Banco Central. Quando a Selic está mais alta, a remuneração do investimento aumenta; quando é reduzida, o retorno acompanha essa queda. Essa relação direta facilita a comparação com outras alternativas de renda fixa.

Em termos de tributação, o Tesouro Reserva segue a mesma lógica de outros investimentos pós-fixados. O Imposto de Renda é cobrado apenas sobre o lucro e obedece à tabela regressiva: quanto mais tempo o dinheiro permanece aplicado, menor a alíquota. Resgates feitos nos primeiros 30 dias também sofrem incidência de IOF sobre o rendimento, com percentual que diminui dia a dia até zerar. Há ainda a taxa de custódia da B3, de 0,20% ao ano, que, no entanto, é isenta para valores de até R$ 10 mil por CPF dentro desse produto, preservando o retorno do pequeno investidor.

Como o Tesouro Reserva funciona no dia a dia do investidor?

Do ponto de vista operacional, o Tesouro Reserva se aproxima bastante da experiência de uma conta que rende. A aplicação é feita pelo aplicativo da instituição financeira parceira, começando pelo Banco do Brasil. O valor mínimo para investir é baixo R$ 1 por operação o que permite testes com quantias reduzidas, além de aportes frequentes em valores pequenos.

O resgate é um dos pontos centrais do produto. Quando surge uma necessidade, o titular solicita a retirada no próprio aplicativo, e o dinheiro é creditado na conta por meio de Pix em poucos instantes, em qualquer dia da semana. A movimentação só é interrompida diariamente em uma janela curta, entre meia-noite e 1h, para ajustes operacionais do sistema. Também é possível resgatar apenas parte do saldo, desde que o valor mínimo de movimentação seja respeitado, mantendo o restante aplicado.

Tesouro Reserva é mais vantajoso que a poupança?

Ao comparar Tesouro Reserva e poupança, três pontos costumam ser observados por analistas: remuneração, liquidez e risco de crédito. Em períodos em que a Selic se mantém acima de determinados patamares, a poupança passa a render apenas uma fração dessa taxa, enquanto o Tesouro Reserva acompanha a Selic integralmente. Mesmo com cobrança de impostos, simulações indicam que, em horizontes médios, o título tende a entregar ganho líquido superior ao da caderneta.

Na liquidez, ambos permitem acesso rápido ao dinheiro, mas com regras diferentes. A poupança utiliza o sistema de data de aniversário: se o saque acontece antes desse dia, o rendimento do período pode ser perdido. O Tesouro Reserva, por sua vez, acumula juros diariamente, e o resgate não apaga o que já foi ganho até ali. Quanto ao risco de crédito, os dois contam com forte proteção: a poupança é coberta pelo Fundo Garantidor de Créditos dentro de certos limites, enquanto o Tesouro Reserva tem garantia direta do governo federal.

O novo título acompanha 100% da taxa básica de juros da economia brasileira – depositphotos.com / ED_Souza

Como investir no Tesouro Reserva passo a passo?

Para quem pretende usar o Tesouro Reserva como reserva de emergência, o caminho costuma envolver uma sequência curta de ações:

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  1. Ter conta em uma instituição participante: inicialmente, o produto foi disponibilizado pelo Banco do Brasil, com previsão de chegada a outros bancos e corretoras ao longo de 2026.
  2. Transferir o dinheiro para essa conta: geralmente por Pix, TED ou outro meio eletrónico.
  3. Acessar a área de investimentos do aplicativo: localizar a opção relacionada a títulos públicos ou diretamente o Tesouro Reserva.
  4. Definir o valor da aplicação: a partir de R$ 1, o que permite começar de forma gradual.
  5. Confirmar a operação e acompanhar: observar periodicamente o saldo, entender o impacto dos juros e reforçar a reserva sempre que sobrar um valor extra no orçamento.

Com esse formato, o Tesouro Reserva passa a integrar o conjunto de alternativas para guardar dinheiro de curto prazo, combinando linguagem simples, liquidez ágil e remuneração alinhada à Selic. Para muitos pequenos poupadores, ele pode representar a primeira experiência com títulos públicos, aproximando o dia a dia bancário do universo dos investimentos de forma mais direta e acessível.

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