Geral

Eclipse solar ou lunar? Veja como cada tipo se forma, o que muda entre eles e por que são raros

Os eclipses sempre chamaram a atenção da humanidade, mas os detalhes sobre como surgem podem não ser claros para o público. Saiba como tipo de se forma, o que muda entre eles e por que são raros.

Publicidade
Carregando...

Os eclipses sempre chamaram a atenção da humanidade, mas os detalhes sobre como surgem podem não ser claros para o público. De forma geral, esse tipo de fenômeno ocorre quando Sol, Terra e Lua se alinham de maneira bastante específica, provocando o bloqueio parcial ou total da luz. Astrônomos explicam que esse alinhamento pode gerar diferentes tipos de eclipse, com aparências e efeitos distintos no céu, dependendo de qual corpo está projetando sombra sobre o outro.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O ESTADO DE MINAS NO Google Discover Icon Google Discover SIGA O EM NO Google Discover Icon Google Discover

Quando a Lua passa entre a Terra e o Sol, ocorre um eclipse solar. Por sua vez, quando a Terra se coloca entre o Sol e a Lua, o resultado é um eclipse lunar. Em ambos os casos, o princípio básico é o mesmo. Ou seja, a sombra de um dos corpos atinge o outro. No entanto, pequenas variações na distância entre eles, na posição exata do observador na superfície terrestre e no grau de alinhamento fazem surgir categorias. São elas: eclipse total, parcial, anular e penumbral, cada uma com características bem definidas.

Os eclipses sempre chamaram a atenção da humanidade, mas os detalhes sobre como surgem podem não ser claros para o público – depositphotos.com / emilymwilson@comcast.net

O que é um eclipse solar e quais são seus tipos?

O eclipse solar acontece quando a Lua se interpõe entre a Terra e o Sol, projetando sua sombra sobre uma faixa do planeta. Para quem está dentro dessa região, o disco solar é parcialmente ou totalmente encoberto. Assim, especialistas destacam que esse tipo de evento só ocorre na fase de Lua nova, quando o lado iluminado do satélite está voltado para o Sol e o lado escuro para a Terra.

Existem três formas principais de eclipse solar:

  • Total: o disco da Lua cobre completamente o disco do Sol para quem está na área central da sombra (umbra). O dia escurece por alguns minutos e a coroa solar a atmosfera externa do Sol torna-se visível ao redor do disco oculto.
  • Parcial: apenas uma parte do Sol é encoberta. O observador está em uma região de sombra parcial (penumbra), e o Sol assume a forma de uma foice luminosa.
  • Anular: a Lua se encontra mais distante da Terra e aparece ligeiramente menor no céu, não cobrindo o Sol por completo. Forma-se um anel de fogo, um círculo brilhante ao redor da silhueta lunar.

Em todos os casos, a orientação de segurança é unânime entre pesquisadores: a observação deve ser feita com filtros adequados ou equipamentos próprios, já que a luz solar intensa pode causar danos à visão.

Como funciona o eclipse lunar (total, parcial e penumbral)?

O eclipse lunar ocorre quando a Terra se posiciona entre o Sol e a Lua, projetando sua sombra sobre o satélite. Diferentemente do eclipse solar, esse tipo de evento é seguro para observação a olho nu, sem necessidade de filtros especiais. Porém, ele só pode acontecer na fase de Lua cheia, quando o satélite está no lado oposto ao Sol, em relação à Terra.

Assim, os astrônomos costumam dividir os eclipses lunares em três categorias principais:

  • Total: a Lua entra por completo na região de sombra plena da Terra (umbra). Nesses casos, o satélite costuma adquirir um tom avermelhado, devido à luz solar que é filtrada e desviada pela atmosfera terrestre, fenômeno equivalente a um pôr do Sol projetado sobre a Lua.
  • Parcial: apenas uma parte da Lua atravessa a umbra. O resultado visível é um segmento do disco claramente escurecido, enquanto o restante permanece iluminado.
  • Penumbral: a Lua passa apenas pela penumbra da Terra, uma região de sombra mais suave. O escurecimento é sutil, e muitas pessoas podem nem perceber o fenômeno sem acompanhamento prévio.

Ao contrário dos eclipses solares, os lunares podem ser vistos de qualquer lugar do planeta em que a Lua esteja acima do horizonte durante o evento. Portanto, isso torna a observação mais acessível a grandes regiões ao mesmo tempo.

Por que os eclipses não acontecem todos os meses?

À primeira vista, poderia parecer que, se há Lua nova e Lua cheia todos os meses, eclipses solares e lunares deveriam ser mensais. No entanto, isso não ocorre. A explicação está na geometria das órbitas. Afinal, a órbita da Lua é inclinada cerca de 5° em relação ao plano da órbita da Terra em torno do Sol (o chamado plano da eclíptica). Essa inclinação faz com que, na maior parte do tempo, o satélite passe um pouco acima ou abaixo do alinhamento perfeito.

Os pontos em que a órbita lunar cruza o plano da órbita terrestre são conhecidos como nós orbitais. Assim, para que aconteça um eclipse:

  1. A Lua precisa estar em fase de Lua nova (para eclipse solar) ou Lua cheia (para eclipse lunar).
  2. Essa fase deve ocorrer próxima a um dos nós orbitais, de modo que Sol, Terra e Lua fiquem quase em linha reta.

Como os nós não permanecem fixos e se deslocam lentamente ao longo do tempo, apenas em determinados períodos do ano o alinhamento se torna favorável. Esses intervalos recebem o nome de temporadas de eclipses e formam janelas em que um ou mais eclipses podem ocorrer em sequência, enquanto nos outros meses não há condições geométricas adequadas.

À primeira vista, poderia parecer que, se há Lua nova e Lua cheia todos os meses, eclipses solares e lunares deveriam ser mensais. No entanto, isso não ocorre – depositphotos.com / Andrew_Rybalko

Qual é a importância dos eclipses para a ciência e para a cultura?

Além do impacto visual, os eclipses têm papel relevante na Astronomia e na Física. Durante eclipses solares totais, por exemplo, a coroa solar pode ser estudada em detalhes, já que o brilho ofuscante do disco é bloqueado pela Lua. Dados coletados em diferentes eventos permitiram compreender melhor o comportamento do campo magnético solar, a emissão de partículas e o aquecimento da coroa, temas ainda em investigação em 2026.

Historicamente, eclipses também serviram para testar teorias físicas. Um caso clássico é o eclipse solar total de 1919, que serviu para verificar previsões da Teoria da Relatividade Geral, de Albert Einstein. Ao medir o desvio aparente da posição de estrelas próximas ao Sol durante o eclipse, observadores confirmaram que a gravidade poderia curvar a trajetória da luz, reforçando o novo modelo gravitacional.

Na área cultural, registros de eclipses aparecem em crônicas, pinturas, textos religiosos e tradições orais de diferentes civilizações. Em muitos povos antigos, esses fenômenos eram interpretados como presságios ou manifestações de entidades sobrenaturais. Ademais, estudos de arqueoastronomia indicam que alguns sítios históricos foram alinhados com posições do Sol e da Lua em eventos celestes específicos, evidenciando o esforço de comunidades passadas em acompanhar esses ciclos.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

Hoje, com a previsão precisa dos eclipses e ampla divulgação em tempo real, o fenômeno segue despertando curiosidade. Assim, observatórios, universidades e sociedades astronômicas costumam organizar atividades públicas, oferecendo explicações didáticas sobre o alinhamento entre Sol, Terra e Lua. Dessa forma, eventos que já foram fonte de mistério se consolidam como oportunidade para divulgar conhecimento científico e aproximar a população das pesquisas em astronomia.

Acesse o Clube do Assinante

Clique aqui para finalizar a ativação.

Acesse sua conta

Se você já possui cadastro no Estado de Minas, informe e-mail/matrícula e senha. Se ainda não tem,

Informe seus dados para criar uma conta:

Digite seu e-mail da conta para enviarmos os passos para a recuperação de senha:

Faça a sua assinatura

Estado de Minas

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Aproveite o melhor do Estado de Minas: conteúdos exclusivos, colunistas renomados e muitos benefícios para você

Assine agora
overflay