Estética

Cravos e espinhas: entenda como se formam dentro do poro e por que espremer pode piorar a inflamação da pele

Quem observa um cravo ou uma espinha no espelho enxerga apenas a pontinha do problema na pele, mas quase tudo acontece dentro do poro.

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Quem observa um cravo ou uma espinha no espelho enxerga apenas a pontinha do problema na pele, mas quase tudo acontece dentro do poro. A formação dessas lesões, que os dermatologistas chamam de acne, começa muito antes da inflamação aparecer. Assim, entender esse caminho, do poro saudável ao poro entupido, ajuda a lidar melhor com cravos e espinhas e a escolher cuidados mais adequados.

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De forma simplificada, o poro funciona como a boca de um pequeno canal que liga a glândula de gordura (glândula sebácea) à superfície da pele. Esse canal se parece com um encanamento fino, por onde o sebo deveria escorrer para lubrificar e proteger a pele. No entanto, quando algo atrapalha esse fluxo como excesso de óleo ou acúmulo de células mortas , forma-se uma espécie de rolha dentro do poro. A partir daí, o processo abre caminho para os comedões e, depois, para as espinhas inflamadas.

Como começa tudo: hiperqueratinização e excesso de sebo no mesmo poro

O primeiro passo para o surgimento de cravos e espinhas recebe o nome de hiperqueratinização. Em linguagem simples, a camada mais superficial da pele produz e acumula mais células mortas do que o normal. Em vez de se soltarem e saírem naturalmente, essas células se juntam. Dessa forma, elas ficam mais grudentas dentro do canal do poro, como pequenos detritos presos nas paredes de um cano.

Ao mesmo tempo, a glândula sebácea pode fabricar mais sebo do que o necessário por influência hormonal, genética ou outros fatores. Esse óleo extra se mistura às células mortas acumuladas. Assim, forma uma rolha compacta que bloqueia a saída do sebo. Nesse cenário, o poro passa de canal livre a encanamento entupido, o que cria o ambiente ideal para o surgimento dos comedões.

Cravo é a mesma coisa que espinha? Diferença entre comedão aberto, fechado e lesão inflamada

Na dermatologia, o termo genérico espinha engloba várias formas de acne, mas cada tipo apresenta características próprias. Portanto, você precisa entender que cravos (comedões) diferem de pápulas e pústulas (espinhas inflamadas). Tudo começa na mesma estrutura obstruída. Contudo, o que ocorre depois da rolha formada determina o tipo de lesão que aparece na pele.

O que é o comedão aberto (cravo preto)?

Quando o poro permanece parcialmente aberto, a rolha de sebo e células mortas entra em contato com o ar. Nessa situação, o conteúdo exposto sofre oxidação. O oxigênio reage com componentes do sebo e altera sua cor. Assim, a superfície escurece. Esse processo forma o comedão aberto, ou cravo preto. Portanto, a cor não indica sujeira, e sim o resultado dessa reação química natural com o oxigênio.

Por baixo da superfície, o canal continua entupido, como um ralo com um tampão poroso. O fluxo de sebo diminui, mas ainda existe certa comunicação com o exterior. Dessa forma, o risco de inflamação intensa se reduz em comparação com outros tipos de lesão.

Comedão fechado e espinha inflamada: quando o poro vira uma câmara fechada

No comedão fechado, a rolha selada fica totalmente recoberta por uma fina camada de pele. O poro, visto de fora, aparece como um pontinho branco ou cor da pele, levemente elevado. Aqui, o encanamento permanece ainda mais bloqueado, sem ventilação e sem troca com a superfície. Esse ambiente fechado favorece o acúmulo de sebo e a proliferação de bactérias que já vivem na pele, como a Cutibacterium acnes.

Quando essa bactéria encontra muito sebo e pouco oxigênio, ela se multiplica com mais facilidade. O organismo reage a esse desequilíbrio com um processo inflamatório. As células de defesa migram para o local. A região fica vermelha, dolorida e inchada. Esse conjunto de sinais forma uma pápula, que corresponde à lesão avermelhada sem cabeça de pus, ou uma pústula, que apresenta acúmulo visível de pus. Nessa fase, o que se resumia a entupimento se transforma na espinha clássica que incomoda tanto.

Por que espremer cravos e espinhas pode piorar a inflamação?

Muitas pessoas acreditam que apertar cravos e espinhas resolve o problema rapidamente. No entanto, esse hábito aumenta o risco de piorar a inflamação. Ao fazer pressão com as unhas, você até empurra parte do conteúdo para fora, mas outra parte segue na direção oposta. Assim, esse material penetra mais fundo no tecido da pele. Como resultado, sebo, bactérias e restos celulares se espalham para áreas mais profundas e estimulam ainda mais a resposta inflamatória.

Além disso, mãos e unhas carregam microrganismos que podem entrar com facilidade no poro já sensibilizado. Esse trauma mecânico também favorece lesões mais dolorosas e prolongadas. Ao mesmo tempo, ele aumenta a chance de marcas residuais ou manchas escurecidas após a cicatrização. Em casos mais graves, o hábito repetido de espremer contribui para cicatrizes permanentes e irregularidades na textura da pele.

Quais cuidados ajudam a evitar cravos e espinhas dentro do poro?

O cuidado diário com a pele busca manter o encanamento dos poros mais livre, reduzir o excesso de sebo e controlar a inflamação. Portanto, algumas medidas simples impactam diretamente na formação de cravos e espinhas.

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  • Higiene adequada: limpeza suave, duas vezes ao dia, com sabonetes específicos para pele oleosa ou acneica. Esse hábito remove o sebo superficial e os resíduos sem agredir a barreira da pele. Além disso, a rotina consistente reduz a chance de entupimento repetido.
  • Produtos não comedogênicos: maquiagens, filtros solares e hidratantes formulados para não obstruir poros diminuem o risco de novas rolhas. Assim, você protege a pele sem aumentar a acne.
  • Evitar atrito excessivo: fricção constante de bonés, capacetes ou máscaras apertadas irrita a região e favorece o entupimento dos poros. Sempre que possível, prefira peças mais ajustáveis e higienize esses acessórios com frequência.

Além dos hábitos diários, alguns ativos conhecidos em dermatologia auxiliam em cada fase do problema. No entanto, você deve considerar sempre a orientação profissional, especialmente em casos moderados ou graves.

  1. Ácido salicílico: esse esfoliante químico atua dentro do poro e dissolve o acúmulo de células mortas e sebo. Dessa forma, ele contribui para desobstruir comedões e prevenir novos entupimentos. Por isso, muitas fórmulas de limpadores e loções para acne incluem esse ingrediente.
  2. Peróxido de benzoíla: esse composto reduz a população de Cutibacterium acnes envolvida na inflamação da espinha. Assim, ele se indica principalmente nas fases em que surgem pápulas e pústulas. Em geral, o uso orientado do produto diminui a vermelhidão e a dor.
  3. Retinoides tópicos: mesmo em baixas concentrações, esses ativos estimulam a renovação da camada superficial da pele. Além disso, eles ajudam a normalizar a queratinização e diminuem a tendência à formação da rolha que inicia o processo. Com o tempo, o uso adequado também melhora a textura e o tom da pele.
Cravos_depositphotos.com / IgorVetushko

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