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O que é o glioma? Saiba mais a partir do caso de Oscar Schmidt

O glioma é um tipo de tumor que se desenvolve a partir das células de sustentação do sistema nervoso central, as células da glia. Saiba mais detalhes do assunto e o quadro que afetou Oscar Schmidt, ex-jogador de basquete morto em 16 de abril e que teve diagnóstico em 2011.

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O glioma é um tipo de tumor que se desenvolve a partir das células de sustentação do sistema nervoso central, as células da glia. Elas estão presentes tanto no cérebro quanto na medula espinhal e ajudam a nutrir, proteger e dar suporte aos neurônios. Assim, quando alguma alteração genética faz com que a glia passe a se multiplicar de forma descontrolada, pode surgir um glioma, que pode ser benigno ou maligno, de evolução lenta ou rápida.

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Os gliomas não são todos iguais. Eles variam conforme o tipo de célula da glia de onde se originam, a região em que crescem e a velocidade com que se desenvolvem. Em geral, quanto mais agressivo o tumor, mais rapidamente ele invade o tecido cerebral ao redor e interfere em funções importantes, como movimentos, fala, memória e visão. Por isso, o diagnóstico precoce e o acompanhamento especializado fazem diferença na escolha do tratamento.

Em 2011, o ex-jogador de basquete Oscar Schmidt foi diagnosticado com um glioma de baixo grau, um tipo de tumor cerebral de crescimento mais lento – Reprodução

O que é um glioma e como ele se forma no cérebro ou na medula?

Um glioma surge quando uma célula da glia sofre mutações no seu material genético e perde o controle normal de crescimento e morte celular. Em vez de parar de se dividir, essa célula passa a se multiplicar de maneira exagerada, formando uma massa de tecido anormal dentro do cérebro ou da medula espinhal. Assim, como essas estruturas ficam dentro de um espaço limitado (a caixa craniana e o canal vertebral), qualquer aumento de volume pode causar compressão e alteração do funcionamento neurológico.

Esses tumores podem aparecer em várias regiões: nos hemisférios cerebrais, no tronco encefálico, no cerebelo ou ao longo da medula. Ademais, a localização influencia diretamente os sintomas: um glioma próximo às áreas motoras tende a provocar fraqueza em braços ou pernas, enquanto um tumor em regiões ligadas à linguagem pode causar dificuldade para falar ou entender. Nem sempre se identifica um fator único que explique o surgimento do glioma; na maioria dos casos, fala-se em um conjunto de alterações genéticas e, em menor escala, fatores ambientais.

Principais tipos de glioma e níveis de gravidade

Entre os gliomas, alguns tipos são mais conhecidos e recebem nomes diferentes conforme a célula de origem e o grau de agressividade. Usa-se a palavra grau para indicar o nível de malignidade e a velocidade de crescimento do tumor, sendo que graus mais baixos crescem devagar e graus mais altos têm comportamento mais agressivo. Portanto, essa classificação ajuda médicos a planejar o melhor tratamento e a estimar o prognóstico.

Os principais tipos de glioma incluem:

  • Astrocitoma: origina-se dos astrócitos, células em forma de estrela que dão suporte aos neurônios. Pode ser de baixo grau (crescimento lento) ou de alto grau. Alguns astrocitomas de baixo grau podem permanecer estáveis por muitos anos, enquanto outros evoluem e se transformam em formas mais agressivas.
  • Oligodendroglioma: nasce dos oligodendrócitos, células responsáveis por formar a camada de mielina que recobre os axônios dos neurônios. Geralmente apresenta crescimento mais lento, podendo responder bem a determinados esquemas de quimioterapia e radioterapia, especialmente quando há alterações genéticas específicas.
  • Glioblastoma: considerado um dos gliomas mais agressivos, classificado como alto grau. Cresce de forma rápida, infiltra-se no tecido cerebral vizinho e tende a reaparecer mesmo após cirurgia, radioterapia e quimioterapia. Por essa razão, o tratamento costuma ser intensivo e multidisciplinar.

De forma geral, fala-se em gliomas de baixo grau quando o tumor cresce devagar, permite maior tempo de acompanhamento e muitas vezes apresenta menos sintomas no início. Já os gliomas de alto grau têm crescimento acelerado, maior risco de causar sintomas intensos em pouco tempo e requerem intervenções mais urgentes.

Quais são os sintomas mais comuns de um glioma?

Os sintomas de um glioma dependem da localização, do tamanho e da velocidade de crescimento do tumor. Nos gliomas cerebrais, um dos sinais mais frequentes é a dor de cabeça persistente, que pode piorar ao acordar, com esforço físico ou com mudanças de posição. Em alguns casos, surgem crises convulsivas, mesmo em pessoas sem histórico anterior de epilepsia.

Ademais, outras manifestações comuns incluem:

  • Fraqueza ou perda de força em um lado do corpo;
  • Dificuldade para falar, entender frases ou encontrar palavras;
  • Alterações de visão, como visão dupla ou perda de parte do campo visual;
  • Mudanças de comportamento ou de personalidade;
  • Problemas de memória, atenção e raciocínio;
  • Desequilíbrio e dificuldade para caminhar.

Quando o glioma se desenvolve na medula espinhal, podem aparecer sintomas como dor nas costas, perda de sensibilidade, formigamentos, alteração da força nas pernas ou nos braços e. Ademais, em casos mais avançados, problemas no controle da urina e das fezes. Porém, a presença desses sinais não significa, por si só, a existência de um glioma. No entanto, indica a necessidade de avaliação neurológica e exames de imagem, como ressonância magnética.

Como é feito o tratamento do glioma?

O tratamento do glioma é de forma individualizada, levando em conta o tipo de tumor, o grau de agressividade, a localização, o tamanho e as condições clínicas da pessoa. Em muitos casos, a cirurgia é o primeiro passo, com o objetivo de retirar o máximo possível do tumor sem comprometer funções neurológicas importantes. Em situações em que não é possível remover completamente a lesão, realiza-se ressecção parcial ou apenas biópsia para análise microscópica.

Após a cirurgia, podem ser indicadas radioterapia e quimioterapia para controlar células tumorais remanescentes e reduzir o risco de crescimento futuro. Em gliomas de baixo grau, às vezes o médico opta por observar a evolução com exames periódicos, principalmente quando o tumor é pequeno e pouco sintomático. Já em gliomas de alto grau, o tratamento costuma ser mais intensivo desde o início. Em alguns centros, também se utilizam terapias-alvo e medicamentos que atuam em mutações específicas, dependendo do perfil genético do tumor.

O acompanhamento inclui consultas regulares, exames de imagem e avaliação de sintomas. Em paralelo, fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e apoio psicológico podem auxiliar na recuperação funcional e na adaptação às mudanças que o glioma pode causar na rotina.

De forma geral, fala-se em gliomas de baixo grau quando o tumor cresce devagar, permite maior tempo de acompanhamento e muitas vezes apresenta menos sintomas no início – depositphotos.com / Richmanphoto

O caso de Oscar Schmidt e o glioma de baixo grau

Um exemplo frequentemente citado quando se fala em glioma é o do ex-jogador de basquete Oscar Schmidt, considerado uma das grandes referências do esporte brasileiro. Em 2011, ele foi diagnosticado com um glioma de baixo grau, um tipo de tumor cerebral de crescimento mais lento. A partir desse diagnóstico, passou por duas cirurgias, além de quimioterapia e radioterapia, em um tratamento prolongado que exigiu acompanhamento constante.

Ao longo dos anos seguintes, exames e avaliações médicas indicaram boa resposta às terapias. Em 2022, Oscar Schmidt declarou-se curado do tumor, relatando que já não havia sinais de atividade do glioma. O caso tornou-se um exemplo de como um tumor cerebral de baixo grau pode ser tratado com uma combinação de cirurgia e terapias complementares, sempre sob orientação especializada, com possibilidade de controle a longo prazo.

Lenda do basquete brasileiro, Oscar Schmidt morreu em 16 de abril de 2026, aos 68 anos, após um mal-estar e atendimento médico realizado poucos minutos antes. Até o momento, a causa da morte ainda não foi confirmada, e não há informação oficial que relacione diretamente o episódio ao glioma tratado anos antes. O caso ilustra a importância de diferenciar o histórico de um tumor cerebral do motivo exato do óbito, que depende de investigação médica e de laudos oficiais.

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Em síntese, o glioma é um grupo de tumores que nasce das células de sustentação do sistema nervoso central e pode apresentar comportamentos muito diferentes, desde formas de crescimento lento até variantes altamente agressivas, como o glioblastoma. Conhecer os principais sintomas, os tipos de glioma e as opções de tratamento ajuda a entender por que o diagnóstico precoce e o seguimento com equipes especializadas são fatores centrais para o cuidado adequado de quem recebe esse diagnóstico.

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