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Colesterol alto: saiba por que esta condição silenciosa pode colocar seu coração em risco e como prevenir

Os níveis de gordura no sangue vão se alterando aos poucos, sem chamar atenção, até que aparecem complicações mais sérias, como infarto ou derrame. Saiba mais sobre o colesterol alto.

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Colesterol alto costuma ser descrito por cardiologistas como uma condição silenciosa. Na maior parte do tempo, a pessoa segue a rotina normal sem sentir dor, febre ou qualquer mudança clara no corpo. Os níveis de gordura no sangue vão se alterando aos poucos, sem chamar atenção, até que aparecem complicações mais sérias, como infarto ou derrame. Por isso, especialistas reforçam que confiar apenas na presença de sintomas não é uma forma segura de saber se o colesterol está elevado.

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As diretrizes de sociedades de cardiologia indicam que o problema pode se desenvolver durante anos, influenciado por alimentação desbalanceada, sedentarismo, tabagismo, histórico familiar e outras condições, como diabetes e pressão alta. Muitas pessoas associam colesterol alto a mal-estar imediato após refeições gordurosas, mas esse tipo de relação direta raramente acontece. A maior parte dos riscos ocorre de forma silenciosa, dentro das artérias, sem sinal evidente na superfície do corpo.

Em excesso, o LDL começa a se acumular na parede interna das artérias, iniciando um processo de lesão e inflamação – depositphotos.com / Diamond_Images

O que é colesterol alto e por que o LDL preocupa mais?

Quando se fala em colesterol alto, a principal preocupação recai sobre o LDL, conhecido como colesterol ruim. Trata-se de uma partícula que transporta gordura pelo sangue até os tecidos. Em excesso, o LDL começa a se acumular na parede interna das artérias, iniciando um processo de lesão e inflamação. Com o tempo, esse depósito de gordura se mistura com células de defesa e outros componentes, dando origem às chamadas placas de aterosclerose.

Essas placas de aterosclerose estreitam o cano por onde o sangue passa. Em artérias do coração, isso pode comprometer a circulação para o músculo cardíaco; nas artérias do cérebro, afeta o fluxo de sangue para regiões importantes do sistema nervoso; já nas pernas, dificulta a chegada de oxigênio durante caminhadas ou esforços. Esse processo é lento, mas constante, especialmente quando o LDL permanece alto por muitos anos sem tratamento adequado.

O risco maior aparece quando uma dessas placas se rompe. Nesse momento, forma-se um coágulo que pode obstruir a artéria de maneira súbita. Se o bloqueio ocorre em vasos do coração, o quadro pode evoluir para um infarto. Se acontece em vasos cerebrais, aumenta a chance de um acidente vascular cerebral. Em ambos os casos, muitas vezes a pessoa não tinha tido nenhum sintoma típico de colesterol alto antes do evento agudo.

Colesterol alto dá sintomas? Quais são os sinais indiretos de alerta?

Um dos mitos mais comuns é acreditar que colesterol elevado sempre provoca dor de cabeça, tontura ou mal-estar logo depois de comer. De acordo com orientações de sociedades de cardiologia, o colesterol alto, por si só, não costuma gerar sintomas diretos. Os sinais que surgem geralmente estão ligados às consequências da aterosclerose, ou seja, já indicam alguma alteração na circulação sanguínea.

Entre os alertas indiretos relacionados a problemas nos vasos, especialistas destacam:

  • Cansaço excessivo em esforços simples, como subir poucos lances de escada, principalmente quando isso não acontecia antes;
  • Dor no peito, sensação de aperto, pressão ou queimação, que pode piorar com atividade física e aliviar em repouso;
  • Desconforto nas pernas ao caminhar, como dor, peso ou queimação na panturrilha, que melhora quando a pessoa para e descansa;
  • Falta de ar desproporcional à atividade realizada, sem explicação aparente;
  • Palidez ou frio excessivo em pés e mãos, em alguns casos associados à má circulação;
  • Histórico de infarto, derrame ou angina em idade relativamente jovem em familiares de primeiro grau.

Esses sinais não significam automaticamente que o problema seja colesterol alto, mas indicam que a circulação pode estar comprometida. Nesses contextos, as diretrizes recomendam avaliação médica, incluindo exames de sangue e, se necessário, testes complementares. A mensagem central é que esperar pelo sintoma típico de colesterol não é uma estratégia segura, pois muitas pessoas que sofrem um primeiro infarto nunca tinham sentido dor prévia ligada ao colesterol.

Por que o exame de sangue é essencial para detectar o colesterol elevado?

Como se trata de uma condição silenciosa, a forma mais confiável de identificar colesterol alto é por meio de exames laboratoriais regulares. Um simples exame de sangue, geralmente em jejum, permite medir o LDL, o HDL (conhecido como colesterol bom), o colesterol total e os triglicerídeos. Esses valores ajudam médicos a estimar o risco de eventos cardiovasculares ao longo dos anos, considerando também idade, pressão arterial, presença de diabetes e tabagismo.

As recomendações atuais indicam que adultos façam uma avaliação periódica do perfil lipídico, mesmo sem sintomas. A frequência pode variar de acordo com o risco individual, mas, de forma geral, quem tem histórico familiar de doenças do coração, excesso de peso ou hábitos de vida pouco saudáveis tende a precisar de acompanhamento mais próximo. Crianças e adolescentes com forte antecedente familiar também podem ser orientados a dosar o colesterol mais cedo.

O exame de colesterol não serve apenas para diagnóstico, mas também para acompanhar o efeito das medidas de tratamento. Quando se ajusta a alimentação, se pratica atividade física regular ou se inicia um medicamento, os resultados de sangue mostram se o LDL realmente está diminuindo e se o risco cardiovascular está sendo reduzido ao longo do tempo.

As principais orientações presentes em diretrizes de cardiologia para controle do colesterol, além do eventual uso de medicamentos, envolvem alimentação equilibrada, abandono do cigarro e combate ao sedentarismo – depositphotos.com / yulianny

Como o estilo de vida ajuda no controle do colesterol alto?

Além de eventuais medicamentos prescritos, o controle do colesterol alto passa por mudanças práticas na rotina. As principais orientações presentes em diretrizes de cardiologia envolvem alimentação equilibrada, abandono do cigarro e combate ao sedentarismo. Essas ações não eliminam, por si só, a necessidade de remédios em todos os casos, mas contribuem para melhorar o perfil de gorduras no sangue e proteger o coração.

Entre as medidas de estilo de vida mais recomendadas estão:

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  • Dar preferência a frutas, legumes, verduras e grãos integrais no dia a dia;
  • Reduzir consumo de carnes gordas, embutidos, frituras e alimentos ultraprocessados ricos em gordura saturada e gordura trans;
  • Priorizar gorduras de melhor qualidade, encontradas em azeite de oliva, abacate e oleaginosas, em quantidades moderadas;
  • Praticar atividade física regular, como caminhadas, bicicleta ou natação, respeitando limites individuais e orientação profissional;
  • Evitar o tabagismo, que agrava o dano às artérias e potencializa o efeito do LDL elevado;
  • Manter peso corporal adequado, pois o excesso de gordura abdominal se associa a piora do colesterol e dos triglicerídeos.

Essas ações, associadas ao acompanhamento médico e aos exames de sangue periódicos, formam a base da prevenção de complicações do colesterol alto. O conhecimento de que se trata de uma condição silenciosa, sem sinais imediatos na maior parte dos casos, ajuda a população a não esperar por sintomas para buscar avaliação. Dessa forma, o cuidado com o LDL e com o conjunto de gorduras no sangue deixa de ser uma preocupação apenas após um evento grave e passa a fazer parte de uma rotina de saúde preventiva.

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