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Quando a vida surge sozinha: entenda a partenogênese

Partenogênese: entenda essa forma de reprodução sem fecundação, conheça tipos, exemplos em animais e plantas e sua importância

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A partenogênese chama a atenção de biólogos e curiosos porque mostra que alguns seres vivos conseguem gerar descendentes sem fecundação. Nesse processo, o óvulo se desenvolve sozinho e forma um novo indivíduo. Assim, essa forma de reprodução desafia a ideia de que todo animal precisa de macho e fêmea para deixar herdeiros.

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Pesquisadores estudam a partenogênese em diferentes grupos de animais e plantas. Eles buscam entender como o óvulo ativa o desenvolvimento embrionário sem espermatozoide. Além disso, avaliam as vantagens e os riscos genéticos desse tipo de reprodução. Dessa forma, o tema se tornou um campo importante na biologia evolutiva.

barata faz partenogênese – depositphotos.com / spineback

O que é partenogênese e como ela ocorre?

A palavra partenogênese reúne duas ideias em grego: virgem e origem. Ou seja, descreve a formação de um novo ser a partir de um óvulo não fecundado. Em vez de combinar genes de dois pais, o embrião recebe material genético de apenas um.

No geral, a partenogênese começa com a ativação do óvulo. Essa ativação pode ocorrer de forma espontânea ou por estímulos físicos e químicos. Em seguida, o óvulo inicia divisões celulares controladas. Então, o embrião cresce e se desenvolve até formar um indivíduo completo.

A reprodução partenogenética aparece com mais frequência em invertebrados, como insetos e crustáceos. Porém, cientistas já registram o fenômeno em répteis, peixes e até em aves, em situações específicas. Em muitos casos, a partenogênese alterna com a reprodução sexuada ao longo dos ciclos ambientais.

Quais são os principais tipos de partenogênese?

Estudiosos classificam a partenogênese em diferentes tipos. Eles observam o destino cromossômico dos descendentes e avaliam se o processo gera machos, fêmeas ou ambos. Essa classificação ajuda a entender o papel da partenogênese em cada espécie.

  • Partenogênese haploide: o embrião mantém metade dos cromossomos. Em abelhas, formigas e vespas, esse tipo gera machos.
  • Partenogênese diploide: o óvulo recupera o número completo de cromossomos. Em muitas espécies, esse tipo produz apenas fêmeas.
  • Partenogênese obrigatória: a espécie depende apenas desse modo de reprodução.
  • Partenogênese facultativa: a espécie alterna reprodução sexuada e assexuada.

Em insetos sociais, como abelhas, o sistema haplodiploide cria uma divisão clara. Fêmeas surgem de ovos fecundados. Já machos aparecem por partenogênese. Esse arranjo influencia a organização das colmeias e o grau de parentesco entre os indivíduos.

Quais animais usam a partenogênese na natureza?

Abelhas, pulgões e outros insetos ilustram bem a reprodução partenogenética. Em muitas espécies de pulgões, por exemplo, fêmeas geram filhas geneticamente muito parecidas durante o verão. Assim, a população cresce rápido quando o clima favorece a oferta de alimento.

Cientistas também relatam partenogênese em répteis, como algumas serpentes e lagartos. Em ambiente controlado, fêmeas isoladas por longos períodos produzem filhotes sem contato com machos. Em zoológicos, esse tipo de registro se tornou mais frequente por causa do monitoramento genético.

Entre os peixes, tubarões de cativeiro já surpreendem equipes técnicas. Alguns exemplares geram filhotes em tanques sem presença de machos. Exames de DNA indicam origem materna exclusiva. Apesar disso, pesquisadores ainda tratam esses eventos como raros na natureza marinha.

Escorpião-amarelo faz partenogênese – depositphotos.com / spineback

Como aparece em plantas?

Em plantas, a partenogênese se relaciona à apomixia, um tipo de reprodução sem fecundação. Nesses casos, o embrião se forma no interior da semente sem união de gametas. Assim, a planta produz descendentes geneticamente muito semelhantes à planta-mãe.

Gramíneas e algumas espécies de frutíferas exibem mecanismos apomíticos. Agricultores e melhoristas observam interesse prático nesse fenômeno. Com apomixia, uma planta mantém características desejadas por muitas gerações. Desse modo, a produtividade e a resistência podem se manter estáveis.

Apesar disso, a apomixia ainda desafia a pesquisa agrícola. Especialistas tentam entender melhor os genes que controlam o processo. Em seguida, pretendem transferir esses mecanismos para culturas de alto valor econômico. Esse caminho, porém, exige tempo e avaliação detalhada de riscos.

Qual é a importância biológica da partenogênese?

A partenogênese oferece algumas vantagens imediatas. Em ambientes estáveis, fêmeas que usam essa estratégia colonizam áreas novas com rapidez. Elas não dependem de parceiros e, portanto, aproveitam melhor cada oportunidade de reprodução.

Por outro lado, a baixa diversidade genética gera limitações. Descendentes muito parecidos enfrentam riscos maiores diante de doenças ou mudanças climáticas. Sem mistura de genes, a capacidade de adaptação cai ao longo das gerações. Assim, muitas espécies combinam modos sexuados e assexuados.

Pesquisadores também enxergam a partenogênese como uma janela para entender a evolução da reprodução. Ao comparar espécies que usam diferentes estratégias, laboratórios investigam como surgem novos arranjos genéticos. Além disso, esses estudos apoiam áreas como conservação, manejo de populações e biotecnologia.

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Dessa maneira, o fenômeno revela uma faceta versátil da vida. A reprodução por partenogênese mostra que organismos exploram caminhos variados para garantir continuidade. O tema segue em expansão e ainda levanta perguntas sobre limites, vantagens e riscos dessa estratégia reprodutiva.

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