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Shrekking: quando o amor vira um cálculo emocional

Descubra como o Shrekking afeta amor e autoestima: uma história sobre insegurança, atração, conexão emocional e relacionamentos reais

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Logo no início da vida adulta, uma pessoa pode acreditar que o amor é uma espécie de equação previsível. Foi o que aconteceu com alguém que, após algumas decepções, decidiu adotar uma estratégia curiosa: o chamado Shrekking, a ideia de se relacionar apenas com pessoas que considera menos atraentes para tentar evitar rejeições e frustrações. A lógica parecia simples: se a aparência não chamasse tanta atenção, haveria menos risco de traições, disputas ou inseguranças constantes.

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Com o tempo, essa pessoa passou a escolher parceiros afetivos a partir de um cálculo silencioso. Antes de se permitir sentir algo mais profundo, avaliava se o outro se encaixava no seu padrão de segurança: alguém visto como menos bonito, alguém que não despertaria ciúmes em excesso, alguém que, em teoria, teria menos chances de abandonar o relacionamento. Atração física, nesse contexto, era considerada um fator perigoso, algo que poderia aumentar o medo de perder, e por isso era deixada em segundo plano.

O que é Shrekking em um relacionamento?

O termo Shrekking passou a circular nas redes sociais para descrever esse comportamento: iniciar um relacionamento com alguém considerado menos atraente, partindo da suposição de que isso traria maior estabilidade. Em muitos casos, essa escolha vem acompanhada de insegurança, experiências passadas dolorosas e uma visão calculista sobre o romance. Em vez de priorizar a conexão emocional, a pessoa tenta administrar os riscos como se estivesse fazendo um planejamento de perdas e ganhos.

Na prática, quem adota o Shrekking pode acreditar que está se protegendo. Atração, encantamento e desejo passam a ser vistos quase como ameaças à tranquilidade. Quanto mais neutra for a sensação ao lado da outra pessoa, mais seguro parece o compromisso. No entanto, essa forma de se relacionar tende a transformar o encontro entre duas pessoas em um acordo baseado em medos, e não em escolhas livres e conscientes.

Escolher alguém por segurança não resolve inseguranças, só muda a forma como elas aparecem -depositphotos.com / MicEnin

Como a crença no Shrekking afeta a autoestima e a atração?

Ao longo do relacionamento, a pessoa do caso observado começou a perceber que a estratégia de namorar alguém considerado menos atraente não eliminava suas inseguranças. Por mais que o parceiro fosse atencioso, gestos cotidianos despertavam dúvidas internas: se o outro recebia um elogio, surgia o questionamento sobre uma possível mudança de interesse; se aparecia alguém novo no ambiente de trabalho, voltava o medo da comparação. Ficar com alguém visto como menos desejado não interrompeu o ciclo de incertezas internas.

Essa experiência trouxe à tona um ponto importante: a autoestima não melhora ao colocar o outro num lugar inferior. Em vez de gerar conforto, a prática do Shrekking alimentou um olhar constante de avaliação, tanto sobre si quanto sobre o parceiro. A atração física, que foi inicialmente minimizada, começou a fazer falta em determinados momentos. Olhares, toques e admiração mútua mostraram-se componentes relevantes, e a ausência desse envolvimento mais intenso gerava uma sensação de algo inacabado, como se o relacionamento estivesse sempre um passo atrás do que poderia ser.

  • A insegurança continuava presente, mesmo com a suposta vantagem física.
  • A comparação com outros casais e histórias de amigos surgia com frequência.
  • A culpa por não sentir uma atração plena aparecia de forma silenciosa.

Relação entre conexão emocional, atração física e segurança afetiva

Com o passar dos meses, ficou claro que a conexão emocional não obedece a regras rígidas. Em alguns dias, pequenos gestos aproximavam o casal, como conversas longas depois do trabalho ou a sensação de apoio em períodos difíceis. Em outros momentos, a falta de sintonia e o peso de uma escolha baseada em medo iam se acumulando. A pessoa que iniciou o relacionamento por Shrekking começou a notar que a atração não é apenas visual: envolve cheiro, jeito de falar, forma de ouvir e até o modo como o outro lida com conflitos.

Ao observar isso, tornou-se evidente que segurança afetiva não surge de um cálculo sobre quem é mais ou menos bonito, mas da construção de confiança, respeito e comunicação aberta. A tentativa de prever o comportamento do outro pela aparência perdeu força. Episódios de carinho genuíno mostraram que, quando existe conexão emocional, o medo de abandono diminui não porque o parceiro parece menos desejado por terceiros, mas porque existe abertura para conversar sobre medos, limites e necessidades.

  1. Atração física mostrou-se mutável e influenciada pela intimidade.
  2. O vínculo emocional cresceu nos momentos de sinceridade e escuta.
  3. A falsa sensação de controle deu lugar à percepção de vulnerabilidade compartilhada.
Amor não é cálculo: fugir da rejeição pode significar também fugir de conexões reais – depositphotos.com / HayDmitriy

O que essa história mostra sobre amor, medo e escolhas?

A trajetória dessa pessoa evidenciou que amor e autoestima não se fortalecem a partir de estratégias de contenção de risco. O Shrekking, pensado como proteção, revelou-se um espelho das próprias inseguranças. Em vez de resolver o medo da rejeição, trouxe à tona questões mais profundas: a dificuldade de se perceber como alguém digno de um relacionamento recíproco, a tendência de se comparar o tempo todo e o hábito de reduzir o parceiro a um atributo isolado, como a aparência.

Ao reconhecer esse padrão, surgiu um aprendizado importante: relacionamentos envolvem imprevisibilidade. Não há garantia de que alguém ficará para sempre, independentemente de aparência, status ou história de vida. O que pode ser construído é um espaço em que ambos se sintam à vontade para mostrar fragilidades, falar sobre ciúmes, admitir medos e ainda assim permanecer em diálogo. Nesse cenário, a atração deixa de ser vista como ameaça e passa a ser parte integradora da experiência afetiva.

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Essa história indica que a busca por segurança ao escolher um parceiro menos atraente não substitui o trabalho interno de fortalecimento da própria imagem. Quando a pessoa começa a reconhecer seu valor além da aparência, do desempenho ou da aprovação externa, a lógica do Shrekking perde sentido. Em vez de fugir de relacionamentos que despertam intensidade, ela passa a considerar que o risco maior talvez seja viver histórias marcadas mais pelo medo do que pela possibilidade de um vínculo verdadeiro.

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