Curiosidades

Pijamas nos aeroportos dos EUA: liberdade ou falta de etiqueta?

O caso recente do Aeroporto Internacional de Tampa, nos Estados Unidos, reacendeu um debate que vem ganhando espaço nas viagens aéreas: até que ponto um passageiro deve se preocupar com o que veste ao embarcar. A situação envolve uso de pijamas em aeroportos. Saiba mais!

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O caso recente do Aeroporto Internacional de Tampa, nos Estados Unidos, reacendeu um debate que vem ganhando espaço nas viagens aéreas: até que ponto um passageiro deve se preocupar com o que veste ao embarcar. Afinal, a polêmica surgiu após uma publicação nas redes sociais sugerir a proibição de pijamas e Crocs no terminal. O fato gerou reação imediata do público e obrigou o aeroporto a esclarecer que se tratava de uma brincadeira.

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Mesmo tendo sido uma sátira, o episódio expôs um tema recorrente. Ou seja, o equilíbrio entre conforto e aparência adequada em ambientes de transporte. De um lado, muitos viajantes preferem roupas leves e casuais para enfrentar longas esperas e voos que se prolongam. De outro, autoridades e administradores de aeroportos defendem uma postura mais alinhada à ideia de apresentação pessoal. Em especial, nos espaços compartilhados e têm grande movimentação.

A discussão sobre trajes em aeroportos não é nova, mas ganhou fôlego com campanhas oficiais que fazem referência a uma suposta era de ouro das viagens – depositphotos.com / ArturVerkhovetskiy

O que está por trás das regras de vestimenta em aeroportos?

A discussão sobre trajes em aeroportos não é nova, mas ganhou fôlego com campanhas oficiais que fazem referência a uma suposta era de ouro das viagens. Nela, passageiros se vestiam de forma mais formal para voar. Assim, a recomendação atual de alguns órgãos de transporte é que os viajantes adotem roupas mais elegantes. Ou então, ao menos evitem peças consideradas de dormir, como pijamas e chinelos muito informais.

Embora não exista um código universal de vestimenta para aeroportos, algumas companhias aéreas e terminais estabelecem diretrizes gerais que se baseiam em três pontos principais:

  • Decoro e respeito ao ambiente, por se tratar de espaço público e familiar.
  • Segurança, já que certos acessórios ou calçados podem dificultar evacuações rápidas.
  • Imagem institucional, relacionada à forma como a empresa ou o aeroporto deseja ser percebido.

Essas orientações raramente se transformam em proibições explícitas de itens como pijamas. No entanto, podem levar à abordagem de passageiros em casos considerados extremos.

Roupa para viajar de avião: o que é adequado e confortável?

A palavra-chave central nesse debate é roupa para viajar de avião. Especialistas em aviação e ergonomia costumam apontar que a melhor escolha é aquela que concilia conforto, segurança e neutralidade visual. Em voos longos, tecidos leves, roupas com mobilidade e calçados fechados costumam aparecer nas indicações.

De forma geral, alguns elementos costumam surgir nas orientações para quem procura um traje equilibrado:

  • Calças ou peças que permitam alongar as pernas facilmente.
  • Blusas em camadas, como camiseta e casaco leve, por causa da variação de temperatura.
  • Calçados fechados, mas fáceis de retirar em controles de segurança.
  • Evitar roupas excessivamente justas, que podem atrapalhar a circulação sanguínea.

Já o uso de pijamas completos, pantufas e peças muito associadas ao ambiente doméstico tende a gerar controvérsia, não apenas pelo aspecto visual, mas também pela percepção de higiene e adequação ao contexto coletivo.

Proibir pijamas em aeroportos é realmente uma possibilidade?

Embora a publicação do aeroporto de Tampa tenha sido apresentada como humor, ela abriu espaço para uma pergunta prática: pode um aeroporto proibir formalmente o uso de pijamas ou Crocs? Em muitos países, aeroportos e companhias aéreas têm regulamentos internos que permitem recusar embarque em casos de vestimenta que se considera ofensiva, inadequada ou que gere risco operacional. No entanto, pijamas e chinelos, por si só, raramente aparecem de forma explícita nesses regulamentos.

Na prática, a adoção de uma política rígida sobre roupas enfrenta alguns desafios:

  1. Definição de limites claros: o que é pijama para um passageiro pode ser roupa casual para outro.
  2. Aplicação homogênea: exigir o mesmo padrão em voos turísticos, executivos ou de madrugada pode criar conflitos.
  3. Questões culturais: hábitos de vestimenta variam entre países, religiões e faixas etárias.

Por isso, a tendência é que aeroportos e companhias continuem a atuar caso a caso, intervindo apenas em situações extremas, como roupas com mensagens ofensivas ou exposição excessiva do corpo.

Como a moda nas viagens aéreas mudou ao longo do tempo?

Nas décadas passadas, voar associava-se a um evento especial, o que estimulava o uso de trajes mais sociais, como ternos, vestidos e sapatos de couro. Com a popularização das passagens e o aumento da frequência de voos, a roupa para viajar de avião passou a ser, em muitos casos, a mesma do dia a dia: jeans, camisetas, tênis e peças esportivas.

Essa mudança está ligada a alguns fatores observados por analistas do setor:

  • Ampliação do turismo de massa e de viagens de baixo custo.
  • Rotinas mais corridas, em que o passageiro sai direto do trabalho para o aeroporto.
  • Valorização do conforto em trajetos longos e conexões demoradas.

Nos últimos anos, redes sociais e influenciadores também passaram a pautar tendências, sugerindo looks de aeroporto que misturam peças confortáveis com um toque de estilo, como conjuntos esportivos, jaquetas e acessórios discretos.

Com a popularização das passagens e o aumento da frequência de voos, a roupa para viajar de avião passou a ser, em muitos casos, a mesma do dia a dia – depositphotos.com / furtaev

Qual pode ser o caminho do meio para passageiros e aeroportos?

Diante desse cenário, o debate atual parece caminhar para uma espécie de consenso informal: aeroportos evitam impor códigos rígidos, enquanto passageiros são incentivados a considerar o ambiente coletivo ao escolher a roupa de viagem. Campanhas públicas, como as que resgatam a era de ouro das viagens, funcionam mais como convite à reflexão do que como imposição.

De forma prática, alguns critérios simples podem orientar a escolha do traje para voar:

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  • Priorizar peças limpas, sem rasgos extremos ou mensagens ofensivas.
  • Optar por roupas que permitam caminhar, sentar e se movimentar com facilidade.
  • Evitar itens que possam causar desconforto a outras pessoas em espaços apertados, como acessórios muito volumosos.
  • Lembrar que a mesma roupa será utilizada em filas, controles de segurança e, em muitos casos, em outro país ao desembarcar.

Ao observar esses pontos, passageiros tendem a reduzir atritos e a tornar a experiência de viagem mais tranquila, independentemente de eventuais brincadeiras ou campanhas sobre o que se deve ou não vestir em um aeroporto.

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