Mais que amor: entenda a ocitocina e seus efeitos no corpo e na mente
Hormônio do amor: entenda o que é a ocitocina, como é produzida no cérebro e como fortalece vínculos, afeto, parto e amamentação
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O chamado hormônio do amor, conhecido cientificamente como ocitocina, é uma substância produzida no cérebro, em uma região chamada hipotálamo, e liberada na circulação pela hipófise. Esse hormônio participa de momentos bastante ligados à convivência humana, como demonstrações de carinho, cuidado e proximidade física, o que fez com que ficasse popularmente associado ao amor, ao afeto e à sensação de conexão entre as pessoas.
Na vida cotidiana, a ocitocina entra em cena em situações simples, como um abraço demorado, um toque nas mãos, um carinho, um encontro íntimo ou momentos de cuidado entre familiares e amigos. Estudos em neurociência descrevem que esse hormônio está ligado à confiança, ao fortalecimento de vínculos sociais e à sensação de segurança em relacionamentos. Assim, embora não seja responsável sozinho por emoções e sentimentos, ele participa de forma importante da forma como as pessoas se aproximam e se relacionam.
O que é o hormônio do amor e como a ocitocina age no corpo?
A ocitocina é um hormônio e também um neurotransmissor, ou seja, atua tanto na comunicação pelo sangue quanto na comunicação entre células nervosas. É produzida no hipotálamo e liberada pela hipófise, uma pequena glândula localizada na base do cérebro. A partir daí, circula pelo corpo e também atua em áreas cerebrais ligadas às emoções, à memória afetiva e ao comportamento social, ajudando a regular a forma como o cérebro percebe e responde a interações sociais.
Essa ação não acontece de forma isolada. A ocitocina interage com outros hormônios e substâncias cerebrais, como dopamina e serotonina, que também participam de sensações ligadas a bem-estar e recompensa. Por isso, a expressão hormônio do amor é um apelido popular que tenta resumir um conjunto de efeitos complexos. A substância não cria sentimentos do zero, mas reforça laços já existentes e favorece comportamentos de aproximação, cuidado e proteção entre pessoas.
Quando o hormônio do amor é liberado no dia a dia?
A liberação de ocitocina costuma acontecer em situações de contato próximo e de interação considerada positiva pelo organismo. Esses momentos podem envolver relações românticas, mas também laços de amizade, maternidade, paternidade e convivência social em geral. Esse padrão de liberação ajuda a explicar por que o hormônio ficou tão associado ao afeto e ao apego entre indivíduos.
- Abraços e toques físicos: abraços, carícias, massagem e contato pele a pele podem estimular a liberação de ocitocina, reforçando a sensação de proximidade.
- Relações íntimas: durante a atividade sexual, há aumento da ocitocina, o que contribui para a sensação de ligação emocional entre parceiros.
- Parto: a ocitocina participa ativamente do processo de contrações, aproximando o momento do nascimento.
- Amamentação: o contato entre mãe e bebê, junto à sucção, estimula a liberação do hormônio, fortalecendo tanto o vínculo quanto funções biológicas.
- Gestos de carinho e cuidado: momentos de escuta, acolhimento e apoio emocional também estão relacionados à liberação desse hormônio.
Essas situações mostram por que a ocitocina é frequentemente lembrada em contextos de afetividade e conexão emocional. O apelido de hormônio do amor nasceu justamente da observação de que, quando há carinho e proximidade, há maior participação dessa substância na atividade cerebral.
Além do afeto, para que serve a ocitocina no organismo?
Mesmo sendo conhecida principalmente pelo papel nos relacionamentos, a ocitocina tem funções biológicas essenciais, especialmente na saúde reprodutiva. No parto, esse hormônio ajuda a coordenar e intensificar as contrações uterinas, facilitando a saída do bebê. Em muitos casos, na área médica, uma versão sintética da ocitocina pode ser utilizada sob supervisão profissional para auxiliar a induzir ou fortalecer o trabalho de parto.
Outra função fundamental está relacionada à amamentação. Quando o bebê suga o peito, o estímulo chega ao cérebro e desencadeia a liberação de ocitocina. Esse hormônio atua nas glândulas mamárias, promovendo a chamada ejeção do leite, que é o processo de descer o leite para que o bebê consiga se alimentar. Ao mesmo tempo, a interação próxima entre mãe e filho nesse momento reforça o vínculo afetivo, mais uma vez unindo efeitos físicos e emocionais.
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- No parto, a ocitocina atua no útero, intensificando as contrações.
- Na amamentação, ela age nas glândulas mamárias, permitindo a saída do leite.
- Nas relações sociais, participa de processos cerebrais ligados à confiança e ao apego.
Pesquisas recentes também analisam a participação da ocitocina em outras áreas, como regulação do estresse, resposta ao medo e adaptação social. Ainda há muito em estudo, mas já se sabe que esse hormônio integra um sistema complexo que envolve corpo e mente, unindo reações físicas e comportamentos sociais. Dessa forma, o chamado hormônio do amor vai além do romantismo e se mostra uma peça importante no funcionamento geral do organismo humano.