Saúde

Mpox ou Nipah: qual vírus representa mais risco para o mundo?

Mpox ou Nipah: descubra qual vírus oferece maior risco global, seus sintomas, formas de transmissão, prevenção e respostas atuais

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Os surtos de Mpox e Nipah chamam a atenção de autoridades de saúde em todo o mundo. Ambos os vírus já causaram mortes e episódios de contágio preocupantes. Apesar disso, cada um apresenta formas distintas de transmissão, gravidade e potencial de espalhamento.

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Nos últimos anos, o planeta acompanhou avanços na vigilância de doenças emergentes. Ao mesmo tempo, novas cadeias de contágio surgiram em diferentes continentes. Nesse cenário, comparar o risco da Mpox e do vírus Nipah ajuda a entender quais medidas de prevenção ganham prioridade.

Vírus Nipah – depositphotos.com / olanstock

O que é Mpox e como esse vírus se espalha?

Mpox é uma infecção causada por um ortopoxvírus, da mesma família da antiga varíola humana. Esse agente circula principalmente por contato direto com lesões na pele, fluidos corporais e superfícies contaminadas. Em algumas situações, também ocorre transmissão por gotículas respiratórias em ambientes fechados.

Desde 2022, casos de Mpox surgiram em dezenas de países fora da África. Muitas notificações envolveram contato íntimo e prolongado entre pessoas. A doença costuma provocar febre, dor no corpo, mal-estar e erupções cutâneas. As lesões podem ser únicas ou espalhadas por várias áreas da pele.

O risco de morte por Mpox varia conforme o tipo de vírus e o acesso a cuidados médicos. Em regiões com boa estrutura de saúde, a maioria dos pacientes se recupera. Porém, pessoas imunossuprimidas enfrentam mais complicações. Além disso, cicatrizes e desconforto prolongado impactam a qualidade de vida após a fase aguda.

O que é o vírus Nipah e por que ele preocupa especialistas?

O vírus Nipah pertence ao gênero Henipavirus e circula em morcegos frugívoros. Ele atinge seres humanos e outros animais, como porcos. A transmissão ocorre por contato com secreções, alimentos contaminados por morcegos ou exposição a fluidos de pessoas infectadas. Em contextos específicos, já houve transmissão em ambiente hospitalar.

As manifestações clínicas do Nipah variam bastante. Alguns pacientes apresentam apenas sintomas respiratórios leves. Outros evoluem com inflamação no cérebro e quadro neurológico grave. A taxa de letalidade registrada em surtos anteriores chegou a níveis altos em alguns países asiáticos.

Apesar disso, o vírus Nipah ainda causa episódios localizados. A maioria dos casos aparece em áreas rurais ou periurbanas. Até o momento, não se observou uma disseminação global semelhante ao que ocorreu com a Covid-19. Mesmo assim, agências internacionais mantêm o vírus na lista de patógenos prioritários para pesquisa.

Mpox ou Nipah: qual vírus representa mais risco global?

A palavra-chave central, Mpox ou Nipah, resume um dilema importante. O risco global não depende apenas da gravidade da doença. Ele também envolve a capacidade de espalhamento, a existência de vacinas e a prontidão dos sistemas de saúde.

Em termos de alcance mundial, a Mpox já mostrou maior capacidade de se espalhar entre continentes. Casos surgiram em vários países de forma quase simultânea. Esse padrão indica facilidade de transmissão em redes sociais e sexuais amplas. Por outro lado, a taxa de mortalidade se mantém relativamente baixa em locais com assistência adequada.

O vírus Nipah apresenta cenário oposto. Ele causa menos casos, porém com mortalidade elevada em alguns surtos. A ausência de vacina amplamente disponível aumenta a preocupação. No entanto, a transmissão ainda se concentra em contextos específicos. Muitos episódios envolvem contato com animais ou consumo de alimentos contaminados.

  • Mpox: maior alcance internacional e menor letalidade média.
  • Nipah: menor número de casos, porém alta gravidade em surtos.
  • Ambos exigem vigilância, pesquisa e planos de resposta rápidos.

Quais fatores aumentam o risco desses vírus para o mundo?

Alguns elementos ampliam o potencial de impacto de Mpox e Nipah. A urbanização acelerada favorece o contato entre pessoas e com animais silvestres. Além disso, mudanças no uso do solo aproximam populações de habitats de morcegos e roedores. As viagens internacionais também encurtam distâncias entre áreas de risco e grandes centros urbanos.

Para avaliar o perigo de Mpox ou Nipah, especialistas observam pontos-chave. Entre eles, destacam-se:

  1. Probabilidade de transmissão sustentada entre pessoas em grandes cidades.
  2. Capacidade de detecção rápida dos primeiros casos pelo sistema de saúde.
  3. Disponibilidade de vacinas, tratamentos e leitos hospitalares.
  4. Condições sociais, como moradias lotadas e acesso limitado à informação.

Assim, o risco não depende apenas do vírus. Ele também se relaciona com desigualdades sociais e com a preparação de cada país. Locais com vigilância frágil tendem a identificar surtos de forma tardia. Quando isso ocorre, a contenção da transmissão se torna bem mais difícil.

Como reduzir o impacto de Mpox e Nipah nos próximos anos?

Diante do cenário atual, estratégias de prevenção ganham papel central. Campanhas de informação clara e acessível ajudam a reconhecer sinais de alerta. Ao mesmo tempo, profissionais de saúde precisam de treinamento contínuo. Dessa forma, o diagnóstico ocorre mais cedo e o isolamento de casos se torna mais ágil.

Para Mpox, autoridades já utilizam algumas vacinas derivadas da varíola. Em grupos com maior exposição, a imunização reduz o risco de formas graves. Além disso, orientações sobre práticas sexuais mais seguras contribuem para conter cadeias de transmissão. A higiene das mãos e o cuidado com objetos pessoais também têm importância.

No caso do vírus Nipah, medidas de proteção envolvem outras frentes. Recomenda-se evitar o consumo de frutas parcialmente comidas por morcegos. Em regiões endêmicas, o manejo de animais de criação deve seguir normas rígidas. Em unidades de saúde, o uso correto de equipamentos de proteção individual reduz falhas de contenção.

Pesquisas em andamento buscam vacinas e tratamentos específicos para o Nipah. Instituições internacionais apoiam estudos sobre antivirais e testes rápidos. Paralelamente, programas de vigilância em fauna monitoram morcegos e outros reservatórios. Assim, surgem alertas precoces sobre mudanças no padrão de circulação do vírus.

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Ao observar o quadro geral, Mpox ou Nipah permanecem na lista de prioridades em saúde global. A resposta coordenada entre países, aliada ao fortalecimento dos sistemas de saúde, tende a reduzir o impacto de futuros surtos. Com informação consistente e políticas planejadas, a população mundial enfrenta melhor esses desafios infecciosos.

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