Me fale sobre a gota: crônica, causas, sintomas e tratamento
Entenda a gota: doença inflamatória nas articulações, causas, sintomas e tratamento crônico com prevenção eficaz para qualidade de vida
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A gota aparece como uma forma de artrite inflamatória que atinge principalmente as articulações. Ela surge por causa do excesso de ácido úrico no sangue. Esse acúmulo forma cristais que se depositam nas juntas e provocam dor intensa. O problema pode surgir de forma súbita e, sem controle adequado, tende a se tornar um quadro crônico.
Com o passar do tempo, a doença deixa de se manifestar apenas em crises isoladas. As articulações passam a sofrer danos contínuos e a mobilidade fica cada vez mais limitada. Além disso, a gota costuma se associar a outras condições, como hipertensão e obesidade. Por isso, o diagnóstico precoce e o acompanhamento médico regular tornam-se essenciais.
O que é gota crônica e como ela se desenvolve?
A gota crônica se caracteriza por crises frequentes e por inflamação persistente nas articulações. Em muitos casos, o problema começa com um único ataque no dedão do pé. Depois desse primeiro episódio, o intervalo entre as crises tende a diminuir. Assim, a inflamação deixa de ser esporádica e passa a fazer parte do dia a dia da pessoa.
Assim, com essa repetição, os cristais de urato se acumulam. Eles formam nódulos rígidos chamados tofos. Esses tofos surgem nas mãos, nos pés, nos cotovelos e em outras regiões. A presença dessas estruturas causa deformidades e impacta atividades simples, como caminhar ou segurar objetos. Em estágios avançados, a gota também compromete os rins e aumenta o risco de cálculos renais.
Principais causas da gota e fatores de risco
A palavra-chave principal envolve a gota e seus fatores causais. O organismo produz ácido úrico durante a quebra de purinas. Essas substâncias aparecem em diversos alimentos e bebidas. Quando a produção cresce demais, ou a eliminação pelos rins diminui, o ácido úrico se acumula no sangue. Esse processo favorece a formação de cristais nas articulações.
Alguns fatores aumentam o risco de gota de forma significativa. Entre eles, destacam-se hábitos alimentares, uso de certos medicamentos e características genéticas. A seguir, alguns pontos recebem destaque:
- Consumo frequente de carnes vermelhas, vísceras e frutos do mar;
- Ingestão regular de bebidas alcoólicas, principalmente cerveja;
- Uso prolongado de diuréticos e alguns remédios para pressão;
- Histórico familiar de gota ou de hiperuricemia;
- Presença de obesidade, diabetes ou síndrome metabólica.
Esses elementos não causam a doença de forma isolada. Contudo, eles criam um cenário favorável ao aumento do ácido úrico. Com o tempo, essa elevação contínua favorece o surgimento das crises de artrite gotosa.
Quais são os sintomas da gota nas articulações?
Os sintomas da gota costumam surgir de forma abrupta, geralmente à noite. A articulação afetada incha rapidamente e fica muito dolorida. Na maioria das vezes, o primeiro ataque atinge o hálux, o famoso dedão do pé. Entretanto, tornozelos, joelhos, mãos e punhos também sofrem com o processo inflamatório.
Entre as manifestações mais comuns, destacam-se:
- Dor articular intensa, com piora ao toque ou ao movimento;
- Inchaço pronunciado na região afetada;
- Vermelhidão e aumento da temperatura local;
- Sensação de pele esticada e brilhante sobre a articulação;
- Limitação para apoiar o pé ou movimentar o membro.
Com a evolução para a gota crônica, esses sintomas deixam de surgir apenas em ataques isolados. As articulações permanecem doloridas por períodos maiores e o desconforto se torna constante. Além disso, os tofos ficam visíveis sob a pele e, em alguns casos, se rompem e eliminam material esbranquiçado.
Como funciona o diagnóstico da gota?
O diagnóstico da gota se baseia em avaliação clínica e exames complementares. O profissional de saúde analisa o padrão das crises, a localização da dor e a presença de tofos. Em seguida, ele solicita exames de sangue para medir o nível de ácido úrico. Apesar disso, o valor isolado nem sempre confirma a doença, pois algumas pessoas apresentam taxa elevada sem sintomas.
Para aumentar a precisão, o médico também pode indicar outros métodos. A análise do líquido sinovial ajuda a identificar cristais de urato dentro da articulação. Já a ultrassonografia musculoesquelética revela sinais típicos da deposição de cristais. Aliás, em casos avançados, exames de imagem demonstram erosões ósseas e deformidades causadas pela gota crônica.
Tratamento da gota: o que inclui?
Inclusive, o tratamento da gota busca controlar a dor nas crises agudas e reduzir o ácido úrico em longo prazo. Durante um ataque, o médico costuma indicar anti-inflamatórios, colchicina ou corticoides. Essas medicações diminuem a inflamação e trazem alívio mais rápido. A orientação sobre repouso articular e aplicação de gelo também integra a abordagem inicial.
Passada a fase aguda, o foco se desloca para a prevenção de novos episódios. Nesse momento, o tratamento inclui:
- Uso de remédios que reduzem o ácido úrico, como alopurinol ou febuxostate;
- Ajuste da alimentação, com redução de carnes gordurosas e álcool;
- Aumento da ingestão de água ao longo do dia;
- Controle de peso com plano alimentar e atividade física orientada;
- Revisão de medicamentos que elevam o ácido úrico, quando possível.
Aliás, esse conjunto de medidas reduz a chance de crises e evita a progressão para a gota tofácea crônica. O acompanhamento periódico permite ajustar doses, avaliar efeitos colaterais e monitorar complicações renais ou cardiovasculares associadas à doença.
Prevenção e cuidados diários com a gota
Além do tratamento medicamentoso, alguns cuidados diários ajudam no controle da artrite gotosa. A alimentação equilibrada ocupa papel central. O consumo moderado de proteínas animais, aliado a frutas, legumes e grãos integrais, contribui para a redução do ácido úrico. O limite rigoroso de bebidas alcoólicas, especialmente da cerveja, traz impacto direto na prevenção de crises.
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Assim, outro ponto relevante envolve o estilo de vida. A prática regular de exercícios, sempre orientada por profissional habilitado, auxilia no controle do peso e melhora a função cardiovascular. O sono adequado e o manejo do estresse também se relacionam a melhor equilíbrio metabólico. Assim, a pessoa com gota passa a adotar uma rotina que prioriza articulações saudáveis e menor risco de inflamação recorrente.