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Hobby inusitado: pessoas viralizam caminhando com cães imaginários

Descubra por que o hobby dogging, passear com cães invisíveis, viraliza nas ruas e transforma a forma de brincar em público

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Nos últimos anos, o hobby conhecido como dogging, que consiste em passear com “cães invisíveis”, ganhou espaço em praças e calçadas de grandes cidades. A cena chama atenção. A pessoa segura uma coleira e caminha como se conduzisse um animal real, mas sem nenhum cão ao lado. Muitos observadores estranham a prática. Ainda assim, o número de adeptos cresce e desperta curiosidade.

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Essa atividade começou em pequenos grupos urbanos e hoje aparece em redes sociais, eventos e até em encontros organizados. A prática parece simples, porém envolve rotina, disciplina e uma certa encenação. Dessa forma, o hobby dogging se encaixa em um cenário em que o lazer procura novas formas de expressão. Ao mesmo tempo, mostra como a relação com os animais de estimação passou por mudanças culturais importantes.

O que é hobby dogging e como funciona a prática?

O hobby dogging se baseia na ideia de simular um passeio com um cachorro imaginário. A pessoa costuma usar guia, coleira ou peitoral vazios. Em alguns casos, carrega sacos higiênicos e brinquedos, reforçando o faz de conta. Durante o percurso, ela se comporta como um tutor comum. Por exemplo, faz pausas, puxa levemente a guia e conversa com o “cão invisível”.

Essa prática segue rotinas parecidas com um passeio tradicional. Por isso, muitos praticantes escolhem horários típicos de passeio de cães. Manhã cedo e fim de tarde aparecem como os preferidos. Além disso, alguns montam roteiros fixos pelo bairro, repetindo trajetos. O objetivo não envolve enganar pessoas. Em vez disso, a proposta se volta para a experiência pessoal de caminhar com um companheiro imaginário.

Por que o hobby dogging está virando um sucesso?

A principal razão para o sucesso do dogging envolve a busca por companhia sem as responsabilidades de um animal real. Muitas pessoas apreciam cães, porém não conseguem arcar com custos veterinários, alimentação e cuidados diários. Assim, o passeio com “cão invisível” surge como alternativa simbólica. Ele oferece sensação de rotina com um pet, mas sem obrigações permanentes.

Outro fator importante aparece na necessidade de atividade física. Caminhar sozinho pode parecer desmotivador para parte da população. No entanto, sair com uma coleira vazia cria um compromisso lúdico. A pessoa passa a estabelecer metas de passos e trajetos, usando o “cão imaginário” como estímulo. Dessa forma, o hobby dogging ajuda na criação de hábitos saudáveis, sem exigir grande investimento financeiro.

As redes sociais também impulsionam essa tendência. Fotos e vídeos de passeios com cães imaginários circulam com frequência em plataformas digitais. Dessa maneira, o hobby ganha visibilidade e atrai curiosos. Alguns aderem por diversão inicial e depois incorporam o hábito à rotina. Além disso, a prática gera conversas na rua. Passantes fazem perguntas e iniciam diálogos, o que favorece interações rápidas em espaços públicos.

cachorro – depositphotos.com / AndrewLozovyi

Quais fatores emocionais explicam a popularidade do dogging?

O hobby dogging dialoga com temas emocionais presentes na vida urbana. Muitas pessoas relatam sensação de solidão em grandes cidades. Embora morem cercadas de gente, elas convivem pouco com vizinhos. Nesses casos, o passeio com “cão invisível” oferece companhia simbólica. A pessoa fala com o “pet”, organiza o dia em torno do passeio e cria pequenos rituais.

Além disso, o hobby permite expressão da afetividade sem julgamentos diretos. Em vez de expor questões íntimas, o praticante direciona gestos de carinho para o animal imaginário. Assim, abraça uma coleira, faz carinho no ar e cria diálogos fictícios. Essas atitudes funcionam como descarga emocional. Elas não exigem retorno de outra pessoa e, por isso, não geram frustração imediata.

O aspecto criativo também atrai interessados. O dogging envolve imaginação ativa. Muitos praticantes inventam nome, raça, idade e “personalidade” para o cão invisível. Alguns até criam histórias. Por exemplo, descrevem medos, preferências de brinquedos e manias do animal imaginário. Esse exercício estimula narrativa interna constante. Em consequência, ajuda a organizar pensamentos e sentimentos de modo indireto.

Quais são os principais motivos práticos para adotar o hobby dogging?

A prática costuma aparecer associada a questões bem concretas do dia a dia. Entre os principais motivos, destacam-se:

  • Rotina de trabalho extensa, que impede o cuidado adequado com um pet real.
  • Orçamentos apertados, que dificultam gastos com ração, banho e veterinário.
  • Restrições em condomínios ou repúblicas que não permitem animais.
  • Histórico de alergias ou problemas de saúde que impedem o contato com pelos.
  • Vontade de testar a disciplina de passeios antes de adotar um cão de verdade.

Em todos esses cenários, o hobby dogging surge como espécie de treino de rotina. A pessoa avalia horários, disposição física e limites pessoais. A partir dessa experiência, alguns decidem adotar um animal real no futuro. Outros mantêm apenas o cão imaginário. Em qualquer caso, o passeio traz movimento, contato com a rua e certa organização do tempo.

Como iniciar no hobby dogging de forma responsável?

Quem deseja experimentar o dogging pode seguir alguns passos simples. Esses cuidados ajudam a tornar a prática mais respeitosa com o entorno.

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  1. Definir horários fixos para o passeio, de preferência em períodos seguros e movimentados.
  2. Escolher uma coleira ou guia confortável de segurar, mesmo sem animal.
  3. Planejar um trajeto curto no início e aumentar a distância de forma gradual.
  4. Explicar a proposta de forma clara caso alguém pergunte sobre o “cão invisível”.
  5. Evitar bloqueios em calçadas e respeitar a circulação de outras pessoas.

Com esses cuidados, o hobby dogging se transforma em uma forma estruturada de lazer. A prática combina exercício, criatividade e uma espécie de convivência simbólica com um pet. Dessa maneira, o passeio com “cães invisíveis” segue ganhando adeptos e se consolida como um dos hobbies urbanos mais comentados da atualidade.

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