Esta é a religião mais antiga que existe; e milhões a praticam
A busca pela religião mais antiga que ainda existe costuma gerar dúvidas, porque muitas tradições mudaram bastante ao longo dos séculos.
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A busca pela religião mais antiga que ainda existe costuma gerar dúvidas, porque muitas tradições mudaram bastante ao longo dos séculos. Entre estudiosos de história das religiões, muitos apontam o hinduísmo como a religião viva com raízes mais antigas. Essa tradição mantém práticas e crenças ao longo de milênios e continua ativa em 2025. Ela nasceu no subcontinente indiano e, ao longo do tempo, influenciou diversas culturas na Ásia.
Ao mesmo tempo, outras grandes religiões do mundo, como o judaísmo, o budismo, o cristianismo e o islamismo, também carregam histórias muito longas. No entanto, essas tradições surgem em períodos mais recentes em comparação ao hinduísmo. Portanto, entender diferenças de origem, contexto histórico e expansão ajuda a colocar cada uma delas em perspectiva. Esse olhar não hierarquiza importância, mas considera fatos presentes em registros arqueológicos e textos antigos.
Qual é a religião mais antiga ainda praticada?
A palavra-chave central neste tema é religião mais antiga, geralmente associada ao hinduísmo. As origens dessa religião remontam à chamada tradição védica, ligada aos Vedas, textos sagrados em sânscrito. Pesquisadores costumam datar os primeiros hinos védicos por volta de 1500 a.C. ou até antes. Esse processo de formação se estendeu por muitos séculos. Assim, o hinduísmo não surge em uma data única, mas evolui de forma contínua a partir de crenças, rituais e mitos na região do atual norte da Índia.
Ao contrário de algumas religiões que nascem ligadas a um fundador específico, o hinduísmo se estrutura como um amplo conjunto de tradições. Ele reúne escolas filosóficas, cultos a diferentes divindades e sistemas variados de rituais. Essa característica leva muitos especialistas a usar a expressão sanatana dharma (lei eterna). Ela destaca a ideia de continuidade histórica. Mesmo com reformas internas, contatos com outros povos e mudanças sociais, o hinduísmo preserva parte significativa de seus ritos. Por exemplo, oferendas, peregrinações e recitação de mantras mantêm uma ligação reconhecível com práticas muito antigas.
Religião mais antiga: como o hinduísmo se compara a outras tradições?
Ao comparar a religião mais antiga ainda praticada com outras grandes crenças, você observa distâncias importantes no tempo de origem. O judaísmo, por exemplo, muitas vezes aparece como a mais antiga das religiões monoteístas em atividade. Historiadores situam a figura de Abraão em algum ponto entre 2000 e 1800 a.C. Contudo, o judaísmo, enquanto sistema religioso estruturado, ganha forma mais clara com a Torá. Além disso, a organização do povo de Israel entre aproximadamente 1200 e 500 a.C. consolida essa tradição.
O budismo surge depois, no século VI a.C., a partir dos ensinamentos de Sidarta Gautama, o Buda. Ele viveu na região do atual Nepal e norte da Índia. Já o cristianismo nasce no século I d.C., ligado à figura de Jesus de Nazaré e ao ambiente do judaísmo no período romano. Por sua vez, o islamismo começa no século VII d.C., com a pregação do profeta Maomé na Península Arábica. Em uma linha do tempo simplificada, estudiosos costumam apresentar a seguinte sequência:
- Hinduísmo: raízes védicas anteriores a 1500 a.C. e evolução posterior;
- Judaísmo: formação entre cerca de 1200 e 500 a.C.;
- Budismo: século VI a.C.;
- Cristianismo: século I d.C.;
- Islamismo: século VII d.C.
Mesmo com essa cronologia, pesquisadores lembram que diferentes religiões incorporam tradições mais antigas de seus contextos locais. Além disso, muitas comunidades preservam crenças populares ou ritos pré-históricos em paralelo às grandes religiões. No entanto, em termos de continuidade institucional e ritual desde a Antiguidade até hoje, o hinduísmo aparece com destaque. Assim, estudiosos costumam apontá-lo como a religião mais antiga que ainda se pratica em larga escala.
Como essas religiões antigas se desenvolveram ao longo do tempo?
Cada grande religião passou por transformações históricas significativas. No caso da religião mais antiga ainda ativa, o hinduísmo, você pode observar vários períodos marcantes. Em um primeiro momento, os Vedas exercem forte influência. Depois, surgem textos como as Upanixades, que aprofundam reflexões filosóficas. Em seguida, aparecem grandes épicos, como o Mahabharata e o Ramayana, que moldam narrativas e valores. Paralelamente, diferentes correntes devocionais se desenvolvem, como o culto a Vishnu, Shiva e outras divindades. A expansão para além da Índia ocorre sobretudo por rotas comerciais e trocas culturais com regiões do Sudeste Asiático.
O judaísmo enfrenta exílios, diásporas e reconstruções ao longo de sua história. Esses eventos incluem, por exemplo, a destruição do Templo de Jerusalém, que transforma profundamente a prática religiosa. A partir desse momento, a tradição se volta com mais intensidade para as sinagogas e para a interpretação da Lei. Mais tarde, o surgimento do judaísmo rabínico reforça o estudo dos textos e a centralidade do Talmude.
O budismo se espalha por várias regiões da Ásia, como Sri Lanka, China, Tibete, Coreia e Japão. Esse processo dá origem a diferentes escolas, como o budismo Theravada, Mahayana e Vajrayana. Cada uma dessas vertentes adota práticas e ênfases distintas. Contudo, todas mantêm elementos centrais ligados ao ensinamento de Buda, como as Quatro Nobres Verdades e o Caminho Óctuplo.
No caso do cristianismo, a expansão começa dentro do Império Romano, por meio de pregadores e comunidades urbanas. Posteriormente, processos de colonização e missionação ampliam significativamente essa presença para outros continentes. Com o tempo, surgem diversas denominações, como catolicismo, ortodoxia e múltiplas formas de protestantismo. Essas correntes divergem em aspectos doutrinários e organizacionais, mas mantêm a figura de Jesus no centro da fé.
Quais pontos aproximam e diferenciam essas grandes religiões?
Ao observar em conjunto a religião mais antiga ainda praticada e as demais grandes tradições, alguns aspectos ganham destaque. Em termos de origem, o hinduísmo e o judaísmo se ligam fortemente a povos específicos e territórios históricos. O hinduísmo se enraíza no subcontinente indiano, enquanto o judaísmo se conecta à região do antigo Israel. Em contraste, budismo, cristianismo e islamismo, embora também possuam pontos de partida geográficos claros, desenvolvem uma vocação missionária mais marcada. Essa característica favorece sua expansão global.
Outro ponto relevante envolve o conceito de divindade. O hinduísmo apresenta um sistema complexo, que estudiosos descrevem de formas diferentes. Alguns o chamam de politeísta, outros de henoteísta, e ainda há quem destaque elementos de monoteísmo, dependendo da escola e da interpretação. Judaísmo, cristianismo e islamismo, por outro lado, sustentam formas distintas de monoteísmo. Cada uma dessas tradições constrói uma compreensão própria de Deus, revelação e profetas. O budismo, em grande parte de suas correntes, não se organiza em torno de um deus criador. Em vez disso, ele se concentra em ensinamentos sobre sofrimento, ética e libertação.
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Ao olhar para a longa duração histórica, o hinduísmo aparece como a religião mais antiga ainda praticada de forma contínua. Já o judaísmo, o budismo, o cristianismo e o islamismo representam, cada um a seu modo, respostas religiosas que surgem em períodos posteriores. Ainda assim, essas tradições também se consolidam como pilares da vida espiritual de grande parte da população mundial. Assim, o estudo comparado dessas religiões permite compreender melhor tanto o passado quanto os desafios do presente.