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Escadas rolantes gigantes: a solução de mobilidade da China

Nos últimos anos, a China adotou um tipo específico de obra pública: a instalação de escadas rolantes gigantes em espaços urbanos e turísticos. Saiba mais!

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Nos últimos anos, a China adotou um tipo específico de obra pública: a instalação de escadas rolantes gigantes em espaços urbanos e turísticos. Desde 2021, houve a construção de pelo menos três grandes projetos nesse sentido, somando quase 2,5 quilômetros de degraus automáticos. Assim, a iniciativa integra uma estratégia mais ampla de mobilidade urbana. Ou seja, que visa conectar bairros íngremes, facilitar o acesso a pontos turísticos e reduzir o tempo de deslocamento em áreas densas.

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Essas estruturas aparecem, sobretudo, em cidades com relevo acidentado ou com grande concentração de visitantes em encostas, morros e mirantes. Portanto, ao substituir ou complementar rampas e escadarias comuns, as escadas rolantes urbanas permitem que idosos, pessoas com mobilidade reduzida e moradores sobrecarregados de compras ou bagagens façam trajetos que antes eram extenuantes. Portanto, o resultado é uma circulação mais fluida, com menos esforço físico e maior integração entre diferentes partes da cidade.

elas conectam estações de transporte público, estacionamentos, avenidas e bairros que estão em encostas, atuando como ligações verticais contínuas – Reprodução/Instagram @maoning_mfa…

Por que as escadas rolantes gigantes viraram solução de mobilidade na China?

A palavra-chave nesse movimento é mobilidade urbana. Em áreas onde a construção de linhas de metrô ou túneis demanda mais dinheiro e tempo, escadas rolantes de grande extensão surgem como alternativa intermediária. Afinal, elas conectam estações de transporte público, estacionamentos, avenidas e bairros que estão em encostas, atuando como ligações verticais contínuas. Assim, em vez de percorrer centenas de degraus sob calor ou chuva, pedestres passam a contar com um fluxo constante de degraus automáticos.

Os governos locais justificam os projetos com base em três fatores principais. São eles: ganho de acessibilidade, incentivo ao turismo e reorganização de fluxos de pedestres. Em muitos casos, as escadas rolantes têm cobertura, iluminação e fica sob monitoramento de câmeras, formando corredores de passagem que funcionam praticamente o dia todo. Isso reduz o risco de quedas em ladeiras íngremes e diminui o tempo de deslocamento. Ao mesmo tempo, ajuda a distribuir melhor o fluxo de pessoas em regiões históricas ou comerciais.

Escadas rolantes urbanas na China: onde elas já foram implantadas?

Algumas cidades chinesas vêm se destacando nesse tipo de investimento. Em regiões montanhosas do sudoeste do país, como em áreas urbanas de Chongqing e Guiyang, grandes escadas rolantes foram instaladas para vencer desníveis entre bairros separados por penhascos e encostas íngremes. Já em trechos que antes exigiam longas caminhadas morro acima, hoje é possível transitar em poucos minutos por passagens mecanizadas que funcionam como “linhas de transporte” para pedestres.

Em centros turísticos, projetos semelhantes ligam estações de ônibus e metrô a atrações localizadas em colinas, templos, mirantes e parques panorâmicos. Cidades que recebem grande volume de turistas domésticos aproveitaram o modelo para organizar melhor a chegada de visitantes a pontos de interesse, reduzindo o congestionamento de vans e micro-ônibus em vias estreitas. O uso de degraus automáticos em série também diminui o desgaste de escadarias históricas e trilhas, que antes concentravam a maior parte do fluxo de pessoas.

  • Ligação entre bairros em encostas urbanas;
  • Acesso a pontos turísticos em colinas e mirantes;
  • Conexão entre estações de metrô e áreas altas;
  • Integração com passarelas e centros comerciais.

Como essas escadas rolantes ajudam moradores e turistas no dia a dia?

Na prática, as escadas rolantes gigantes funcionam como um transporte público de baixa velocidade, voltado exclusivamente a pedestres. Em áreas de grande densidade, elas complementam ônibus, metrô e bondes ao permitir que a pessoa chegue até esses modais sem enfrentar ladeiras extensas. Isso é particularmente relevante para idosos, crianças, gestantes e moradores com limitações físicas, que passam a frequentar regiões antes pouco acessíveis por causa do esforço exigido.

Para o turismo, o impacto também é visível. A presença de longas escadas rolantes até um mirante, um bairro histórico ou um santuário, por exemplo, amplia o público que consegue visitar esses locais. Pessoas que não se sentiriam confortáveis em encarar subidas longas passam a incluir esses destinos em seus roteiros. Em alguns projetos, o percurso mecanizado é integrado a mirantes de vidro, plataformas panorâmicas e passarelas elevadas, tornando o deslocamento parte da própria experiência da visita.

  1. Redução do tempo de subida em ladeiras e morros;
  2. Aumento da acessibilidade para grupos com mobilidade reduzida;
  3. Diminuição da dependência de veículos em trajetos curtos;
  4. Integração mais simples entre bairros altos e baixos.
A presença de longas escadas rolantes até um mirante, um bairro histórico ou um santuário, por exemplo, amplia o público que consegue visitar esses locais – depositphotos.com / IgorVetushko

Quais são os impactos sociais e urbanos dessa aposta chinesa?

Do ponto de vista urbano, as escadas rolantes gigantes ajudam a reorganizar a ocupação do espaço. Áreas que antes eram vistas como isoladas, por ficarem no alto de morros ou em encostas de difícil acesso, ganham novo papel na dinâmica da cidade. Com o acesso simplificado, moradores têm mais facilidade para chegar a escolas, postos de saúde, mercados e estações de transporte coletivo, o que pode favorecer a permanência da população nesses bairros e estimular pequenos comércios locais.

Também há efeitos na forma como as cidades são percebidas por visitantes. A combinação de grandes estruturas mecânicas com paisagens naturais ou históricas cria uma imagem de modernização constante, voltada a soluções práticas para problemas de relevo e densidade. Em paralelo, as autoridades costumam associar os projetos a políticas de inclusão, destacando a redução de barreiras físicas e o fortalecimento da circulação de pessoas em áreas antes pouco utilizadas por falta de acessibilidade.

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Especialistas em planejamento urbano apontam que o modelo chinês de escadas rolantes gigantes não substitui sistemas de transporte de maior capacidade, como metrôs e corredores de ônibus, mas funciona como peça complementar em contextos específicos. Em espaços densos e acidentados, essa combinação de infraestrutura mecânica, turismo e acessibilidade ajuda a explicar por que o país asiático decidiu apostar, nos últimos quatro anos, em quase 2,5 quilômetros de degraus automáticos como parte de sua estratégia de mobilidade.

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