Ciência

Cloro adulterado: como identificar riscos na piscina

Cloro adulterado na piscina: descubra como identificar o produto irregular, evitar intoxicações graves e entender a tragédia na academia de SP

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O uso de cloro em piscinas é uma prática comum, mas nem sempre o produto chega ao consumidor em condições adequadas. Em alguns casos, o cloro pode estar adulterado ou mal armazenado, o que altera sua composição química. Esse tipo de alteração traz riscos à saúde dos frequentadores, especialmente em ambientes fechados, como academias e clubes.

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Para reduzir esses riscos, é importante que responsáveis por piscinas entendam como o cloro deve se apresentar e quais sinais indicam problemas. Além disso, o controle da quantidade aplicada é essencial. Um excesso de produto químico, somado a possíveis misturas indevidas, pode resultar em acidentes graves, como irritações respiratórias e até intoxicações severas.

Piscina – depositphotos.com / StacieStauffSmithPhotography

Como saber se o cloro da piscina está adulterado?

A palavra-chave central aqui é cloro adulterado. Esse termo se refere a um produto que não corresponde ao padrão indicado pelo fabricante. Isso pode acontecer quando há diluição com outras substâncias, troca de rótulo ou armazenamento inadequado. Na prática, o consumidor recebe um produto com concentração diferente da informada.

Alguns sinais ajudam a identificar possíveis irregularidades. O cheiro muito forte ou diferente do habitual, a mudança de cor e a formação excessiva de pó ou grumos podem indicar alteração. Além disso, quando o cloro parece “fraco”, mesmo em doses usuais, ou provoca irritação intensa logo após a aplicação, há motivo para suspeita.

Para verificar a qualidade, muitos profissionais utilizam kits de teste. Esses kits medem cloro livre, cloro combinado e pH. Caso a quantidade necessária para atingir o nível correto seja sempre muito alta, pode haver adulteração. Em situações mais complexas, laboratórios especializados conseguem analisar a composição do produto e apontar desvios.

Cloro em piscina – depositphotos.com / olegbreslavtsev

Quais cuidados reduzem o risco de cloro adulterado na piscina?

Uma das principais formas de prevenção é a compra de produtos de fornecedores confiáveis. Assim, a gestão da piscina reduz a chance de adquirir cloro alterado ou fora das normas. É importante conferir rótulo, prazo de validade, registro em órgãos competentes e condições da embalagem.

  • Verificar o rótulo: o produto deve informar concentração, forma de uso e fabricante.
  • Observar o lacre: embalagens violadas representam um alerta imediato.
  • Checar o armazenamento: o cloro deve ficar em local ventilado, seco e protegido do sol.
  • Controlar o estoque: produtos muito antigos perdem eficiência e podem reagir de forma imprevisível.

Além da origem do cloro, o modo de aplicação também interfere diretamente na segurança. A manipulação exige treinamento básico, já que misturas inadequadas com outros químicos podem gerar gases tóxicos. Por isso, o responsável técnico pela piscina deve seguir orientações do fabricante e normas de segurança.

O que o cloro adulterado ou mal aplicado pode causar na saúde?

Quando o cloro está adulterado, muito concentrado ou combinado com outras substâncias, o ambiente da piscina se torna mais agressivo. Isso pode afetar olhos, pele e principalmente o sistema respiratório. Em alguns casos, o cheiro forte é o primeiro sinal de que algo não está dentro do padrão aceitável.

  1. Irritação nos olhos e vermelhidão intensa logo após o contato com a água.
  2. Coceira na pele, ressecamento e sensações de ardência.
  3. Tosse, falta de ar, chiado no peito e dificuldade para respirar.
  4. Crises em pessoas com doenças respiratórias prévias, como asma.
  5. Em situações extremas, intoxicação aguda com risco à vida.

Esses efeitos aparecem com mais facilidade em ambientes fechados ou pouco ventilados. Nesses locais, os gases liberados pelos produtos químicos se acumulam. Assim, qualquer erro na dosagem ou mistura tende a provocar sintomas em várias pessoas ao mesmo tempo.

Como deve ser o controle químico seguro da piscina?

Para manter a água segura, é necessário estabelecer uma rotina de medição e ajuste. Isso inclui testar cloro livre, pH e, quando possível, alcalinidade e outros parâmetros. A partir desses dados, o responsável decide a quantidade ideal de produto a ser aplicada.

Um controle considerado básico envolve:

  • Medições diárias, principalmente em piscinas de uso intenso.
  • Registro dos valores em planilhas ou sistemas, com datas e horários.
  • Aplicação de produtos em horários de menor movimento, como início da manhã ou fim do dia.
  • Treinamento de quem manipula o cloro, com orientações sobre EPIs e primeiros socorros.

Além disso, normas municipais, estaduais e federais definem critérios para piscinas coletivas. Essas regras tratam de ventilação adequada, presença de responsável técnico e manutenção preventiva. O descumprimento dessas exigências pode agravar riscos e também gerar responsabilizações administrativas e criminais em caso de acidente.

O que se sabe sobre o caso da academia em São Paulo?

No episódio que ganhou destaque em São Paulo, uma piscina de academia na zona leste teria recebido cloro supostamente misturado a outro produto ainda não identificado. Após a aplicação, frequentadores passaram mal durante uma aula de natação. A professora Juliana Faustino Basseto, de 27 anos, sofreu mal-estar intenso, teve uma parada cardíaca e morreu depois de ser levada a um hospital em Santo André.

Outras quatro pessoas também apresentaram sintomas, entre elas o marido de Juliana e um adolescente de 14 anos, que teve lesões pulmonares. Duas vítimas receberam alta em seguida. Investigações apontaram que o manobrista da academia manipulava a mistura química utilizada na piscina. Ele relatou à polícia que seguia orientações internas da empresa. Câmeras de segurança registraram o momento da preparação dos produtos.

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Durante a apuração, o delegado responsável informou que os administradores teriam deixado o local sem acionar as autoridades. Equipes do Instituto de Criminalística e do Corpo de Bombeiros só conseguiram entrar após o arrombamento do imóvel. A subprefeitura interditou a academia por falta de alvará e por irregularidades em segurança e documentação. O caso segue sob investigação da Polícia Civil, enquanto a academia declarou que prestou atendimento imediato e disse colaborar com as autoridades.

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