Como agir diante de um choque elétrico: guia rápido e essencial
Um choque elétrico costuma gerar susto e confusão, mas algumas atitudes ajudam a proteger a vítima e quem presta socorro. As orientações de primeiros socorros devem priorizar a segurança do local, o afastamento da fonte de energia e o cuidado com possíveis lesões internas. Informações simples e objetivas podem reduzir riscos até a chegada do […]
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Um choque elétrico costuma gerar susto e confusão, mas algumas atitudes ajudam a proteger a vítima e quem presta socorro. As orientações de primeiros socorros devem priorizar a segurança do local, o afastamento da fonte de energia e o cuidado com possíveis lesões internas. Informações simples e objetivas podem reduzir riscos até a chegada do atendimento profissional.
Quando alguém sofre uma descarga elétrica, o corpo pode apresentar sinais discretos ou quadros graves. Em muitos casos, a pessoa parece bem nos primeiros minutos. Mesmo assim, o atendimento rápido e organizado diminui a chance de complicações, como parada cardíaca ou dificuldades respiratórias. Por isso, é importante reconhecer os sinais de alerta e agir sem improvisos perigosos.
O que é um choque elétrico e por que ele oferece tanto risco?
A expressão choque elétrico descreve a passagem de corrente elétrica pelo organismo. Essa corrente interfere no funcionamento de órgãos vitais. O coração e o sistema nervoso sofrem impacto direto, mesmo quando a marca na pele parece pequena.
A gravidade da descarga depende de alguns fatores. Entre eles, o tempo de contato, a voltagem, o trajeto da corrente e as condições da pessoa atingida. Crianças, idosos e pessoas com doenças cardíacas enfrentam maior vulnerabilidade. Além disso, ambientes molhados, como banheiros e áreas externas, aumentam o risco de lesões graves.
Primeiros socorros em choque elétrico: o que fazer passo a passo
A palavra-chave deste tema é choque elétrico. Por isso, os primeiros socorros precisam seguir uma sequência simples e segura. O foco recai sobre a proteção de todos no local e a avaliação básica dos sinais vitais.
- 1. Interromper a fonte elétrica com segurança
Antes de aproximar-se da vítima, a pessoa que presta ajuda deve pensar na própria segurança. Desligar o disjuntor, retirar o plugue da tomada ou fechar o registro geral reduz o risco imediato. Em locais externos, a recomendação inclui afastar fios caídos e evitar poças de água.
- 2. Afastar a vítima sem contato direto com o corpo
Se não for possível desligar a energia de imediato, a orientação indica o uso de materiais isolantes. Um cabo de madeira seca, uma cadeira de plástico ou um bastão não condutor podem empurrar o fio ou a pessoa. Assim, o contato direto com a pele ou com partes metálicas deve ser evitado.
- 3. Verificar respiração e resposta da vítima
Após o afastamento da fonte, observa-se se a pessoa respira e responde a estímulos simples. Chamar pelo nome, tocar de forma suave nos ombros e observar o movimento do peito ajudam nessa avaliação. Em caso de ausência de respiração ou de movimento, a orientação é acionar o serviço de emergência imediatamente.
- 4. Manter a vítima deitada e tranquila
Se a vítima estiver consciente, recomenda-se deixá-la deitada, com o corpo estável. Movimentos bruscos podem agravar lesões na coluna ou em outros ossos. Roupas apertadas devem ser afrouxadas, sem puxar ou girar o corpo.
Quando chamar ajuda médica depois de um choque elétrico?
Em situações de choque elétrico, a busca por atendimento médico não deve ficar restrita aos casos mais dramáticos. Muitas complicações aparecem horas depois. Por esse motivo, a recomendação valoriza a observação atenta e a decisão rápida.
É indicado acionar o serviço de emergência ou encaminhar a vítima ao hospital quando aparecem sinais como:
- Perda de consciência, mesmo que por poucos segundos.
- Dor no peito, palpitações ou sensação de coração acelerado.
- Dificuldade para respirar ou respiração irregular.
- Convulsões, confusão mental ou fala desconexa.
- Queimaduras extensas, escurecidas ou com bolhas.
- Queda de altura após o choque, com suspeita de fraturas.
Em crianças, o cuidado precisa ser ainda mais rigoroso. Um choque aparentemente leve pode afetar o coração ou a respiração. Nesses casos, a orientação mais segura inclui avaliação médica, mesmo sem sinais evidentes.
Quais atitudes devem ser evitadas em casos de choque elétrico?
Determinadas condutas aumentam o risco tanto para a vítima quanto para quem socorre. Assim, conhecer o que não fazer torna o atendimento mais seguro e objetivo em situações de choque elétrico.
- Não tocar na vítima enquanto ela estiver em contato com a fonte
O contato direto com o corpo da pessoa ainda ligada à corrente pode transferir a eletricidade. Dessa forma, o socorrista também sofre a descarga. O afastamento só deve ocorrer com a energia desligada ou com uso de material isolante.
- Não jogar água sobre a vítima ou sobre fios elétricos
A água conduz eletricidade e amplia a área atingida. Jogar água no local aumenta o risco para todos. Em queimaduras, utiliza-se água corrente apenas após o desligamento total da fonte, com jato suave e temperatura ambiente.
- Não oferecer alimentos, bebidas ou remédios
Após um choque elétrico, a pessoa pode vomitar ou perder a consciência de repente. Por esse motivo, não se recomenda oferecer refeições, comprimidos ou líquidos. Essas substâncias podem entrar nas vias respiratórias e provocar engasgos.
- Não aplicar pomadas ou perfurar bolhas de queimadura
Portanto, queimaduras por eletricidade exigem cuidado específico. Pomadas, cremes caseiros e substâncias oleosas atrapalham a avaliação médica. Além disso, romper bolhas favorece infecções. A medida inicial consiste em cobrir a área com pano limpo e seco.
- Não mexer em veículos ou estruturas energizadas
Aliás, em acidentes com postes, carros ou máquinas, a estrutura pode permanecer energizada. Inclusive, nesse cenário, a recomendação principal orienta o afastamento da área e o acionamento rápido da companhia de energia e dos bombeiros.
Cuidados após o choque elétrico e prevenção de novos acidentes
Depois do atendimento inicial, a vítima precisa de observação nas horas seguintes. Surgem, às vezes, dores musculares, formigamentos, alterações na visão e cansaço intenso. Esses sinais justificam nova avaliação em serviço de saúde, mesmo após um primeiro exame.
Para reduzir a chance de novos episódios de choque elétrico, algumas medidas simples ajudam no dia a dia:
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- Evitar improvisos em instalações elétricas domésticas.
- Manter crianças longe de tomadas, fios e extensões.
- Usar equipamentos de proteção em serviços de manutenção.
- Desligar o disjuntor antes de trocar chuveiros ou luminárias.
- Evitar uso de aparelhos elétricos em ambientes molhados.
Esses cuidados, aliados ao conhecimento básico de primeiros socorros, fortalecem a segurança em casos de choque elétrico. O atendimento rápido, porém prudente, protege a vida da vítima e reduz danos até o suporte profissional assumir o cuidado.