Saúde

Com Náuseas e vômitos? Guia rápido de remédios antieméticos

Remédio antiemético é o medicamento usado para prevenir ou reduzir náuseas e vômitos. Veja um guia rápido desses medicamentos.

Publicidade
Carregando...

Remédio antiemético é o medicamento usado para prevenir ou reduzir náuseas e vômitos. Esse tipo de remédio costuma ser indicado em situações como enjoo de viagem, efeitos de quimioterapia, pós-operatório, gastroenterites, gravidez e uso de alguns medicamentos. A escolha do antiemético mais adequado depende da causa do sintoma, das doenças pré-existentes e de outros remédios em uso.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O ESTADO DE MINAS NO Google Discover Icon Google Discover SIGA O EM NO Google Discover Icon Google Discover

Apesar de todos terem o mesmo objetivo, os antieméticos não agem da mesma maneira no organismo. Cada grupo interfere em áreas diferentes do cérebro e do sistema digestivo, bloqueando substâncias que se envolvem no reflexo do vômito. Por isso, alguns tipos são mais seguros em determinados perfis de pacientes, enquanto outros exigem atenção maior às contraindicações e possíveis interações.

Apesar de todos terem o mesmo objetivo, os antieméticos não agem da mesma maneira no organismo – depositphotos.com / AndrewLozovyi

O que é um remédio antiemético e para que ele serve?

Os antieméticos são medicações que atuam no chamado centro do vômito, localizado no cérebro, e em receptores distribuídos no intestino, no ouvido interno e em outras regiões. Eles são usados tanto para tratar náuseas e vômitos já instalados quanto para preveni-los em situações previsíveis, como antes de quimioterapia ou cirurgia. Em ambientes hospitalares, é comum o uso de combinações de antieméticos para melhor controle dos sintomas.

Entre as principais indicações de remédio antiemético estão: enjoos relacionados a movimento (como viagens de carro, barco ou avião), crises de labirintite, enxaqueca, infecções gastrointestinais, intoxicações alimentares, doenças metabólicas e efeitos adversos de medicamentos. Em gestantes, antieméticos específicos e em baixas doses podem ser considerados quando as náuseas são intensas, sempre com acompanhamento médico.

Como cada tipo de remédio antiemético age no corpo?

Cada tipo de antiemético atua bloqueando receptores diferentes. De forma geral, os principais grupos são:

  • Antagonistas de receptor 5-HT3 (serotonina): exemplos incluem ondansetrona e granisetrona. Agem bloqueando a serotonina em áreas do tronco cerebral e no intestino, sendo muito usados em náuseas por quimioterapia, radioterapia e pós-operatório.
  • Antagonistas de dopamina (D2): como metoclopramida, domperidona e proclorperazina. Atuam em receptores de dopamina no cérebro e, alguns deles, também aceleram o esvaziamento gástrico, ajudando em náuseas associadas à digestão lenta.
  • Antagonistas de histamina (H1): como dimenidrinato e prometazina. Bloqueiam receptores de histamina e também podem ter efeito anticolinérgico. São bastante usados em enjoo de viagem e quadros de labirintite.
  • Antagonistas de receptores muscarínicos (anticolinérgicos): por exemplo, escopolamina (hioscina). Interferem na transmissão de sinais entre o ouvido interno e o centro do vômito, reduzindo náuseas por movimento.
  • Corticóides: como dexametasona, usados em contextos específicos, principalmente associados a quimioterapia ou no pós-operatório, geralmente em combinação com outros antieméticos.
  • Outros moduladores: alguns antidepressivos, benzodiazepínicos e canabinoides sintéticos também podem ser usados em casos selecionados, especialmente em náuseas refratárias relacionadas a tratamentos oncológicos.

Essa diversidade de mecanismos explica por que o mesmo remédio antiemético não funciona igualmente para todas as causas de enjoo. Por isso, é relevante identificar a origem do sintoma antes de definir a medicação de escolha.

Qual antiemético tem menos contraindicação?

Não existe um único remédio antiemético universalmente considerado o “mais seguro” para todas as pessoas. A segurança depende do quadro clínico, da idade, da função do fígado e dos rins, de doenças cardíacas e do uso de outros medicamentos. Ainda assim, alguns grupos tendem a ser melhor tolerados em determinadas situações.

Os antagonistas de serotonina (5-HT3), como a ondansetrona, são amplamente usados em hospitais por terem bom perfil de eficácia e, em geral, menos efeitos sedativos que anti-histamínicos e alguns antagonistas de dopamina. No entanto, podem alterar o ritmo cardíaco em pessoas com predisposição, exigindo cuidado em quem tem doenças cardíacas ou usa remédios que prolongam o intervalo QT.

Por outro lado, a domperidona costuma ser escolhida em alguns casos por apresentar menor penetração no sistema nervoso central em comparação com outras drogas dopaminérgicas, o que reduz o risco de efeitos extrapiramidais (como tremores e rigidez). Porém, também pode interferir no sistema cardíaco em determinadas doses e perfis de pacientes.

Não existe um único remédio antiemético universalmente considerado o “mais seguro” para todas as pessoas – depositphotos.com / HayDmitriy

Quando o remédio antiemético é contraindicado ou precisa de cuidado especial?

Apesar de serem amplamente utilizados, os antieméticos não são isentos de riscos. Há situações em que o uso é desaconselhado ou exige monitorização:

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

  • Gestação e amamentação: alguns antieméticos têm uso mais estabelecido, enquanto outros devem ser evitados. A indicação costuma ser restrita a casos em que as náuseas comprometem alimentação e hidratação.
  • Doenças cardíacas: medicamentos que alteram o intervalo QT ou interferem na condução elétrica do coração precisam de avaliação cuidadosa, especialmente em idosos ou em quem já utiliza outras drogas com o mesmo efeito.
  • Histórico de reações neurológicas: fármacos dopaminérgicos podem causar efeitos extrapiramidais, principalmente em crianças, adolescentes e idosos.
  • Glaucoma, retenção urinária e hipertrofia de próstata: remédios com ação anticolinérgica podem agravar esses quadros.
  • Doenças hepáticas ou renais: em alguns casos é necessário ajuste de dose ou escolha de outro grupo de antiemético.

Em situações de náuseas persistentes, presença de sangue no vômito, dor abdominal intensa, febre alta ou perda de peso, o antiemético não substitui a investigação da causa. Nesses cenários, o remédio é apenas parte do cuidado, e a avaliação médica é fundamental para definir o tipo de antiemético mais adequado e com menos contraindicações para cada pessoa.

Acesse o Clube do Assinante

Clique aqui para finalizar a ativação.

Acesse sua conta

Se você já possui cadastro no Estado de Minas, informe e-mail/matrícula e senha. Se ainda não tem,

Informe seus dados para criar uma conta:

Digite seu e-mail da conta para enviarmos os passos para a recuperação de senha:

Faça a sua assinatura

Estado de Minas

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Aproveite o melhor do Estado de Minas: conteúdos exclusivos, colunistas renomados e muitos benefícios para você

Assine agora
overflay