Boa Noite, Cinderela: como funciona o golpe e como se proteger
O golpe conhecido como Boa Noite, Cinderela é uma prática criminosa em que criminosos usam substâncias psicoativas para dopar uma pessoa.
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O golpe conhecido como Boa Noite, Cinderela é uma prática criminosa em que criminosos usam substâncias psicoativas para dopar uma pessoa. Eles agem, na maioria das vezes, com o objetivo de roubo, violência sexual ou sequestro relâmpago. Em muitos casos, esses agressores misturam as drogas em bebidas alcoólicas servidas em bares, festas, baladas ou encontros marcados por aplicativos. A vítima costuma perder a consciência parcial ou total. Depois, ela acorda sem lembrar do que aconteceu.
As autoridades registram esse tipo de crime em diferentes regiões do Brasil. Além disso, pessoas relatam esses casos com frequência maior desde a popularização de encontros por aplicativos e redes sociais. A tática se apoia em momentos de descontração, em que a atenção com objetos pessoais diminui e a confiança em desconhecidos aumenta. Por isso, entender como o golpe funciona e quais sinais indicam risco se torna uma forma importante de prevenção.
O que é o golpe Boa Noite, Cinderela e como ele é aplicado?
No golpe Boa Noite, Cinderela, o agressor usa remédios ou drogas que causam sonolência, confusão mental ou amnésia. Entre as substâncias usadas, aparecem com frequência ansiolíticos, sedativos, hipnóticos e, em alguns casos, drogas de abuso combinadas com álcool. O criminoso pode colocar essas substâncias em copos, garrafas ou até em alimentos. Muitas vezes, a vítima não percebe alteração de sabor ou cheiro.
Na prática, quem aplica o golpe normalmente se aproxima de forma amistosa. Em seguida, oferece bebida, propõe um brinde ou insiste para que a pessoa aceite um copo já servido. Em outros cenários, o criminoso espera um momento de distração para adulterar a bebida que já está na mesa. Após a ingestão, os efeitos podem surgir em poucos minutos. No entanto, a intensidade varia de acordo com o organismo e com a quantidade de droga colocada.
Com a vítima incapaz de reagir ou registrar o que acontece, o agressor costuma agir rapidamente. Ele subtrai celular, cartões, senhas, dinheiro e pertences de valor. Além disso, em alguns casos, ele leva a pessoa para outro local. Em muitas ocorrências, o relato posterior inclui lacunas de memória, sensação de “apagão” e dificuldade em reconstruir a sequência dos fatos.
Como reconhecer situações de risco relacionadas ao Boa Noite, Cinderela?
Embora ninguém siga um “roteiro fixo” para o golpe Boa Noite, Cinderela, alguns comportamentos indicam risco aumentado. Situações em que alguém demonstra insistência exagerada para que outra pessoa beba algo específico, principalmente quando o copo já vem pronto, merecem atenção. Outro sinal preocupante aparece quando desconhecidos tentam afastar alguém do grupo com o argumento de que ela “não está passando bem” e se oferecem para levá-la sozinhos a outro lugar.
Alguns indícios físicos também acendem um alerta. Caso uma pessoa apresente sonolência intensa fora do padrão, dificuldade súbita para falar, andar ou raciocinar, mesmo após poucas doses de álcool, existe possibilidade de uso de substâncias adicionais. Nesses cenários, amigos ou funcionários do local precisam ficar atentos. Além disso, eles devem impedir que estranhos retirem a pessoa do ambiente e buscar apoio médico se necessário.
- Bebidas oferecidas prontas por desconhecidos ou recém-conhecidos;
- Copo deixado sobre a mesa sem vigilância por alguns minutos;
- Pessoa que insiste em “completar” a bebida alheia;
- Alterações rápidas de comportamento após ingerir pouco álcool;
- Desconhecido tentando acompanhar alguém muito debilitado até o carro ou banheiro.
Como se proteger do golpe Boa Noite, Cinderela?
A prevenção ao golpe Boa Noite, Cinderela depende de cuidados simples, mas constantes, principalmente em ambientes com grande circulação de pessoas. Manter o controle sobre o que se bebe e por quanto tempo o copo fica fora do campo de visão reduz bastante o risco de contaminação. Sempre que possível, a pessoa deve acompanhar o preparo da bebida no balcão ou usar garrafas lacradas abertas na sua frente.
Outra estratégia de proteção envolve a rede de apoio. Quando alguém sai em grupo, combina pontos de encontro e mantém contato durante a noite, o grupo identifica situações estranhas com mais rapidez. Amigos podem observar sinais de sonolência fora do comum, mudanças súbitas de comportamento ou ausência prolongada. A partir disso, eles conseguem agir com mais rapidez caso percebam algo errado.
- Vigiar o próprio copo: evitar deixar bebidas desacompanhadas em mesas, pistas de dança ou balcões.
- Recusar copos prontos: dar preferência a bebidas preparadas na hora, sob vista, ou a garrafas lacradas.
- Desconfiar de insistências: não aceitar pressão para beber mais ou experimentar algo “especial”.
- Combinar cuidados em grupo: manter amigos atentos uns aos outros, principalmente no fim da noite.
- Acionar ajuda rapidamente: em caso de suspeita, procurar atendimento médico e registrar ocorrência.
O que fazer em caso de suspeita de Boa Noite, Cinderela?
Quando alguém suspeita que se tornou vítima do golpe Boa Noite, Cinderela, a pessoa deve procurar atendimento médico o quanto antes. Profissionais de saúde podem solicitar exames que identificam alguns tipos de substâncias no organismo, especialmente nas primeiras horas após o episódio. Esse registro clínico auxilia no cuidado à saúde e também na futura investigação criminal.
Após o atendimento de saúde, o próximo passo envolve registrar boletim de ocorrência. A vítima deve detalhar o local, o horário aproximado, as pessoas com quem estava e tudo o que lembrar, mesmo que de forma fragmentada. Além disso, ela precisa informar transações bancárias indevidas, uso de cartões ou transferências suspeitas. Quanto mais dados a pessoa reunir, maiores as chances de identificar padrões, possíveis autores e pontos de maior incidência do golpe.
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Ao mesmo tempo, muitas vítimas relatam vergonha, culpa ou medo de denunciar. No entanto, especialistas reforçam que a responsabilidade pelo crime recai sobre quem aplica o golpe e se aproveita da vulnerabilidade alheia. A busca por apoio médico, psicológico e jurídico pode auxiliar na recuperação e na proteção contra novas ocorrências. Além disso, esse movimento contribui para que as autoridades compreendam melhor a dimensão do problema e reforcem ações de prevenção.