Saúde

Dispositivos anti-ronco: como funcionam e qual é mais eficaz

O ronco é um problema comum que afeta não apenas quem ronca, mas também quem divide o quarto. Na tentativa de reduzir o barulho noturno, surgiram vários dispositivos anti-ronco. Saiba mais!

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O ronco é um problema comum que afeta não apenas quem ronca, mas também quem divide o quarto. Na tentativa de reduzir o barulho noturno, surgiram vários dispositivos anti-ronco, cada um com uma proposta diferente de atuação. Entre eles, destacam-se o dilatador nasal, o aparelho intraoral, o travesseiro ergonômico e o dispositivo postural. Assim, a utilização deles em situações específicas varia de acordo com o tipo e a causa do ronco.

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Embora seja natural buscar o “melhor” aparelho anti-ronco, a eficácia depende de fatores individuais, como posição ao dormir, anatomia da boca e do nariz, peso corporal e presença de apneia do sono. Por isso, antes de comparar dilatadores, travesseiros e aparelhos bucais, é importante compreender que o ronco é um sintoma que pode ter diversas origens, e não apenas um incômodo sonoro isolado.

Embora seja natural buscar o “melhor” aparelho anti-ronco, a eficácia depende de fatores individuais, como posição ao dormir, anatomia da boca e do nariz, peso corporal e presença de apneia do sono – depositphotos.com / Axel_Kock

Como funcionam os principais dispositivos anti-ronco?

Cada dispositivo anti-ronco atua em uma parte específica das vias aéreas. O dilatador nasal abre mecanicamente as narinas, facilitando a passagem de ar pelo nariz e diminuindo a respiração bucal. O aparelho intraoral, também chamado de dispositivo de avanço mandibular, posiciona mandíbula e língua um pouco mais à frente, ampliando o espaço para a passagem de ar na região da garganta.

O travesseiro ergonômico é projetado para alinhar pescoço, cabeça e coluna, ajudando a manter as vias aéreas menos comprimidas, principalmente em decúbito lateral. Já o chamado dispositivo postural tem o objetivo de desencorajar a posição de barriga para cima, que tende a favorecer o ronco em muitas pessoas. Em geral, esses dispositivos são usados em conjunto com mudanças de hábitos, como controle de peso, redução de álcool à noite e higiene do sono.

Qual dispositivo anti-ronco é mais eficaz?

A pergunta sobre qual é o dispositivo anti-ronco mais eficaz não tem uma resposta única. Em pessoas com ronco leve, sem apneia do sono, recursos simples como dilatador nasal, travesseiro ergonômico e correção postural podem trazer resultados satisfatórios, principalmente quando o problema está associado à obstrução nasal leve ou à postura inadequada ao dormir.

Já em casos em que o ronco está ligado ao estreitamento da parte posterior da língua e da garganta, o aparelho intraoral costuma apresentar maior impacto, por atuar diretamente sobre a via aérea superior. Em alguns estudos clínicos, esse tipo de dispositivo mostra redução importante do ronco e da apneia leve a moderada, desde que seja ajustado por profissional habilitado. Em situações mais graves, no entanto, costuma ser necessário tratamento mais avançado, como CPAP, e os dispositivos simples passam a ter papel apenas complementar.

Vantagens e limitações de cada tipo de aparelho

Ao comparar dilatador nasal, aparelho bucal, travesseiro ergonômico e dispositivo postural, é possível observar benefícios e limites claros em cada um:

  • Dilatador nasal: tende a ser discreto, reutilizável e de baixo custo. Funciona melhor quando há congestão nasal leve ou colapso de narina ao inspirar. No entanto, não resolve problemas na garganta nem apneia significativa.
  • Aparelho intraoral: atua diretamente na abertura da via aérea orofaríngea, sendo útil em ronco primário e apneia leve a moderada. Exige avaliação odontológica especializada, possibilidade de adaptação gradual e pode causar desconforto mandibular em algumas pessoas.
  • Travesseiro ergonômico: melhora o alinhamento cervical, pode reduzir ronco associado à postura e oferece conforto geral ao sono. Por outro lado, não altera de forma direta a anatomia interna das vias aéreas.
  • Dispositivo postural: busca manter o indivíduo de lado, evitando a posição supina. Em ronco claramente posicional, pode ser bastante útil, mas a adesão a longo prazo nem sempre é alta, pois algumas pessoas acordam e retiram o dispositivo.

Em muitos casos, o resultado mais consistente aparece quando mais de um recurso é combinado, como travesseiro ergonômico com dispositivo postural, ou dilatador nasal associado a ajustes de estilo de vida.

Na prática, a escolha do melhor dispositivo anti-ronco passa por uma avaliação clínica adequada – depositphotos.com / txking

Como escolher o melhor dispositivo anti-ronco em cada caso?

Na prática, a escolha do melhor dispositivo anti-ronco passa por uma avaliação clínica adequada. Profissionais de saúde costumam considerar alguns pontos básicos antes de indicar travesseiros, dilatadores ou aparelhos intraorais:

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  1. Origem provável do ronco: nasal, bucal, posicional ou associada à apneia do sono.
  2. Intensidade dos sintomas: ronco eventual, diário, presença de pausas respiratórias ou sonolência diurna.
  3. Condições anatômicas: desvio de septo, aumento de amígdalas, obesidade, retrognatismo, entre outros fatores.
  4. Rotina de sono: posição predominante ao dormir, consumo de álcool, uso de medicamentos sedativos.
  5. Adaptação esperada: tolerância a dispositivos na boca ou no nariz, disposição para usar equipamentos durante toda a noite.

De forma geral, o aparelho intraoral tende a ser mais eficaz quando o ronco está ligado ao colapso da via aérea na garganta, enquanto o dilatador nasal, o travesseiro ergonômico e o dispositivo postural mostram melhor desempenho em casos leves ou posicionalmente dependentes. A decisão mais adequada costuma envolver avaliação médica ou odontológica, exame do padrão de sono e, quando necessário, estudos específicos como a polissonografia, o que permite ajustar o tratamento ao perfil de cada pessoa e aproveitar melhor o potencial de cada tipo de dispositivo.

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