Astronomia

Chuva de Meteoros Alpha neste 8/2: quando e como observar no Brasil

Neste domingo, a chuva de meteoros Alpha Centaurids atinge seu pico de atividade e aparece principalmente a partir do hemisfério sul.

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Neste domingo, a chuva de meteoros Alpha Centaurids atinge seu pico de atividade e aparece principalmente a partir do hemisfério sul, incluindo boa parte do Brasil. O fenômeno se mostra mais visível na segunda metade da noite. Em especial, entre 2h e 4h da madrugada, ele costuma oferecer as melhores condições de observação e segue ativo até perto do amanhecer. Em condições favoráveis, a taxa de meteoros por hora se mantém moderada. Ainda assim, ela garante um belo espetáculo para quem observa de um local escuro e com horizonte aberto.

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Como se trata de uma chuva de meteoros típica do verão austral, as noites mais longas em regiões do sul do planeta favorecem a observação. No entanto, vários fatores interferem diretamente na visibilidade, como poluição luminosa, nebulosidade e posição do radiante no céu. Mesmo em áreas urbanas, algumas pessoas ainda conseguem notar meteoros cruzando o firmamento. Porém, a experiência se torna muito melhor longe das grandes capitais, em áreas rurais, praias ou serras.

O que é a chuva de meteoros Alpha Centaurids?

A chuva de meteoros Alpha Centaurids se relaciona a fragmentos que um corpo celeste deixou para trás, provavelmente um cometa ainda não totalmente bem caracterizado. Esses pequenos detritos entram na atmosfera terrestre em alta velocidade. Assim, eles queimam e produzem os riscos luminosos que muitos conhecem como “estrelas cadentes”. O nome “Alpha Centaurids” vem da constelação de Centauro, pois dali os meteoros parecem se originar, a partir de um ponto chamado radiante.

Essa chuva ocorre todos os anos entre o fim de janeiro e o início de fevereiro, quando a Terra cruza a trilha de partículas deixadas pelo objeto progenitor. Desse modo, o pico costuma acontecer na primeira semana de fevereiro, com máxima atividade em uma única madrugada. Ainda assim, pessoas atentas conseguem ver meteoros associados a essa corrente alguns dias antes e depois da data principal. Em anos mais favoráveis, a taxa alcança algumas dezenas de meteoros por hora em céus ideais. Porém, essa quantidade diminui bastante em locais com luz artificial intensa.

Chuva de Meteoros Alpha Centaurids: que horas observar e em qual parte do céu?

No Brasil, a melhor faixa de horário para acompanhar os Alpha Centaurids neste domingo vai, em geral, de meia-noite até o amanhecer. Entretanto, o período entre cerca de 2h e 4h da madrugada costuma oferecer a melhor chance de observação, pois o radiante já se encontra mais alto no céu. Quanto mais elevado o radiante, maior a chance de ver meteoros cortando diferentes regiões da abóbada celeste. Ainda assim, riscos luminosos podem surgir em qualquer direção, não apenas perto do radiante.

O ponto de origem aparente dos Alpha Centaurids fica na constelação de Centauro, próxima à famosa estrela Alpha Centauri, uma das mais brilhantes do céu do hemisfério sul. Na prática, a pessoa interessada precisa olhar para o setor de céu que vai aproximadamente da região sul para sudeste, subindo até meia-altura ou mais. Uma orientação simples consiste em:

  • Identificar o Cruzeiro do Sul (Crux), voltado para a região sul.
  • Procurar a área logo ao lado, onde se encontra a constelação de Centauro.
  • A partir daí, manter o olhar vagando por todo o céu, sem fixar em um único ponto.

Como os meteoros podem surgir de qualquer lado, especialistas em observação recomendam deitar em uma cadeira reclinável ou sobre uma canga ou colchonete. Dessa forma, a pessoa ganha um campo de visão amplo e confortável. Isso aumenta a chance de registrar meteoros longos e brilhantes, que cruzam boa parte do céu antes de se apagar. Além disso, essa postura reduz o cansaço na nuca e permite observar por mais tempo.

meteoros – depositphotos.com / MajoChudy

Quais os melhores lugares do Brasil para assistir à Alpha Centaurids?

A chuva de meteoros Alpha Centaurids favorece observadores no hemisfério sul, o que inclui boa parte do território brasileiro. Regiões mais próximas do sul geográfico veem o radiante em posição mais alta, o que melhora a quantidade de meteoros visíveis. Contudo, muitas áreas em outros estados também oferecem ótimos pontos de observação. De forma geral, os melhores lugares apresentam céu limpo, pouca umidade e baixa poluição luminosa. Algumas áreas brasileiras se destacam:

  • Região Sul: áreas rurais do interior do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, serras e campos afastados dos centros urbanos.
  • Sudeste: zonas de serra em Minas Gerais, interior de São Paulo, regiões de montanha no Rio de Janeiro e Espírito Santo, especialmente com horizonte amplo.
  • Centro-Oeste: planícies e chapadas em Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, conhecidas por céus abertos e pouca interferência luminosa fora das capitais.
  • Nordeste: praias mais afastadas, sertão e interior com baixa iluminação artificial, quando as condições de tempo permitem.
  • Norte: áreas campestres e ribeirinhas longe das grandes cidades, desde que as nuvens não atrapalhem.

Independentemente da região, alguns cuidados ajudam a melhorar a observação:

  1. Escolher um local escuro, seguro e com boa visão do horizonte.
  2. Chegar com antecedência para permitir que os olhos se adaptem ao escuro, o que leva cerca de 20 a 30 minutos.
  3. Evitar luzes fortes de celulares e lanternas; quando necessário, utilizar iluminação fraca e, se possível, em tom avermelhado.
  4. Levar água, agasalho leve ou cobertor, dependendo da região, para permanecer confortável durante a madrugada.

Com que frequência os Alpha Centaurids passam perto da Terra?

frequência da chuva de meteoros Alpha Centaurids segue um ciclo anual. Todos os anos, por volta do mesmo período, a Terra atravessa a trilha de detritos responsável por essa corrente meteórica. Isso ocorre porque o planeta descreve sempre a mesma órbita ao redor do Sol e retorna aos mesmos trechos do espaço. Assim, ele reencontra as partículas deixadas pelo corpo progenitor em pontos específicos. Dessa forma, a chuva volta a se manifestar a cada ano, geralmente entre o fim de janeiro e o início de fevereiro.

A intensidade, porém, varia de ano para ano, conforme a densidade de partículas na região que a Terra atravessa. Em alguns ciclos, a atividade se mostra discretamente mais forte. Em outros, ela permanece mais fraca e discreta. De modo geral, os Alpha Centaurids se mantêm como uma chuva de intensidade moderada, que favorece observadores do hemisfério sul. Além disso, o evento se consolidou como um dos primeiros destaques astronômicos recorrentes do calendário de cada ano.

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O acompanhamento dessa chuva de meteoros, somado a dados coletados por astrônomos profissionais e amadores, amplia o entendimento sobre a origem de suas partículas. Assim, essas observações ajudam a refinar modelos que descrevem como esses fluxos de detritos se distribuem ao longo do tempo. Para quem observa do Brasil, o fenômeno representa uma oportunidade recorrente de acompanhar a interação entre a órbita terrestre e os vestígios que objetos do Sistema Solar espalham pelo espaço.

  • Opção de título 1: Chuva de Meteoros Alpha neste 8/2: quando e como observar no Brasil
  • Opção de título 2: Alpha Centaurids neste domingo: horários, direção do céu e melhores pontos no Brasil
  • Opção de título 3: Como ver a chuva de meteoros Alpha Centaurids no hemisfério sul neste fim de semana

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